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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Promessas sem seguimento

Depois do terramoto, teve lugar uma reunião de doadores. As promessas foram muitas, os anúncios de ajudas chegaram aos milhares de milhões.

 

Seis meses passados, apenas a Austrália, o Brasil, a Estónia e a Noruega cumpriram o que haviam prometido. As suas contribuições estão já a ajudar o Haiti. Os outros países, incluindo Portugal, não honraram ainda a sua palavra.

 

No total, apenas 10% do que fora anunciado na conferência de doadores foi efectivamente posto à disposição da reconstrução do Haiti. O resto vale o que valem as palavras ocas de governos que, depois do espectáculo, passam à frente e esquecem o que haviam dito.

 

Assim se está a fazer política internacional. 

Um problema humanitário

A tragédia do Quirguistão tem passado relativamente despercebida. Estamos numa altura de muitas notícias, do futebol ao desaparecimento do gigante literário que foi Saramago, com mais uns Pereiras pelo meio e umas mentiras que não cabem em nenhum saco, todos os partidos com receio de contribuir para a queda do Governo, que, coitado, anda de rastos, e mais espaço não sobra. Os media não são supermercados da informação.

 

O Quirguistão é duas vezes maior que Portugal. Tem cerca de 5,5 milhões de habitantes, encontra-se perdido numa das zonas geopolíticas menos estudadas. Mas é uma das zonas que se está a tornar estrategicamente muito importante. Na vizinhança do Afeganistão e do Paquistão, via de trânsito do ópio, alfobre de recrutamento de fundamentalistas, às portas de regiões muito instáveis da China, tudo isto tem que ser tido em conta.

 

 Se cerca de um milhão de pessoas foram, de facto, afectadas pela crise e obrigadas a fugir das suas áreas de residência, temos aqui um problema humanitário a sério. E uma questão política de grande complexidade.

De viagem

Passei o dia de viagem. De facto e virtualmente. De facto, nas terras do Lago Leman. No mundo virtual, andei pela Nigéria, pela Ásia Central, e por outra terras onde existem conflitos armados. A discutir e a reflectir sobre vias que possam conduzir a uma solução. O que não é nada fácil.

 

Até Moscovo veio à baila. Onde a política é muito complicada. Onde é preciso muita inteligência estratégica para se conseguir resultados.

África entrevistada

 

Ontem, falei na RDP África sobre um conjunto de questões da actualidade. Foi um discorrer entre amigos, com as preocupações do ouvinte sempre presentes, para que a conversa pudesse ter algum interesse. 

 

Tratou-se da minha segunda entrevista radiofónica da semana. Segundo entendi, os níveis de escuta nos PALOP e em Timor-Leste foram muito elevados.

  

 

 

Pode ser ouvida no sítio:

 

 http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=2099

 

Aconselho a quem se apaixona por questões africanas.

 

 

Entrevista à Antena 1

 

Gostava de convidar os leitores a ouvir a entrevista que a Antena 1 teve a amabilidade de me fazer. Está disponível em:

 

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Victor-Angelo.rtp&article=1857&visual=11&tm=16&headline=13

 

Com calma, falámos de política internacional, de interesses estratégicos e da resolução de conflitos.

No centro de África, longe de Portugal

Depois do almoço, voei para Bangui. Para me encontrar com o António Guterres, que está de visita aos campos de refugiados da República Centro-Africana. Falámos da situação política da região, não da política interna deste país, que essa tem muito pouco que se lhe diga. Só querelas entre personalidades e falta de sentido nacional. Passámos em revista as questões humanitárias. Jantámos juntos, dois altos quadros da ONU, ambos portugueses. Tivemos percursos muito diferentes. Mas sendo da mesma geração e idade, e do mesmo nível hierárquico, foi, como sempre, um encontro descontraído. Intelectualmente rico. Curiosamente, nenhum de nós tocou na situação política portuguesa. Foi tudo sobre assuntos internacionais, ou as nossas experiências com governos muito difíceis, por esse mundo fora, sobre as vivências humanas e os contactos com a miséria e a desconfiança e muito pé atrás. Mas, Portugal, nem nos veio à mente.

Enxurradas

 

Depois de passar o dia no Leste do Chade, nos castanhos, tons tão variados, a encher os olhos e a dar cor às terras duras que são a minha vida de agora, voltei a casa e encontrei o meu quarto invadido. A gatinha preta, que fora adoptada durante a minha ausência em Paris, resolveu aproveitar a minha saída, sabendo-me perdido no deserto, para passar o dia deitada na minha cama, mesmo debaixo da ventoinha. Um luxo. Uma gatinha que sabe apreciar os pequenos prazeres da vida. Pequenos, porque no meu quarto, com a ventoinha a todo o valor, a temperatura nunca desce abaixo de 39 graus. 39, sim! Centígrados, meus senhores e minhas senhoras. Andar de calções, no quarto, é expor as pernas ao ar quente e sentir a carne a cozer em lume brando. Um pequeno luxo, de facto, essa ventoinha feita por um chinês do século passado.

 

A malandreca aproveitou bem o seu dia ao fresco. Nem para fazer as necessidades mais primárias saiu do quarto. Só que os meus polícias pensam que a gatinha é um elemento das Operações Especiais e alimentam-na bem. A produção foi em grande quantidade. Uma enxurrada. Tive que pedir a ajuda da turma de prevenção. A nossa polícia é de uma valia a toda a prova.

 

Foi um incidente que me fez bem. Permitiu que me esquecesse da " outra produção", a que sai da política portuguesa, com uma evacuação diária. Uma outra enxurrada, nos jornais e nas televisões. O PGR, por exemplo, um assunto actualmente muito na moda em Portugal, faz pensar numa lagartixa mansa, ao lado da nossa gatinha. Talvez a única coisa que tenham em comum é o oportunismo ocasional, o aproveitar o ar fresco, quando ninguém está a olhar. Só que, mais tarde ou mais cedo, chega a guarda e é um fugir a quatro patas.

 

Permitiu também esquecer que o investimento feito pelas Nações Unidas, no Leste do Chade e na RCA, está em riscos de ir por água abaixo. O que é uma maneira de dizer, pois na secura destas paragens, poucas águas existem. Todavia, esta enxurrada vai deixar muita coisa por fazer. E muita gente por proteger.

 

Não estou a fazer o elogio do cócó da gatinha que partilha as penas do nosso calor.  Entendam bem, que há que ter respeito por estas matérias. Mas a verdade é, que no meio de tanta merdice, há porcarias que não fazem mal ao coração.

Madeira precisa de uma onda de fundo

 

Tem que haver uma onda de fundo, de solidariedade nacional, para ajudar a Madeira. Os Portugueses têm que se mobilizar e mostrar que, nos momentos de grandes desafios, somos todos um só povo, uma nação unida pela dor e pela esperança.

 

Que a Madeira seja o estandarte do que há de melhor no coração do nosso País.

A pensar em ditaduras

 

Fala-se agora muito em liberdade de imprensa em Portugal. De controlo da opinião pública pelo poder político, de asfixia democrática, de manipulação. São temas importantes, particularmente sensíveis num país como o nosso, onde houve de facto uma ditadura, por várias décadas.

 

O meu texto da VISÃO on-line de hoje também é sobre as ditaduras. A relação entre a comunidade internacional e certos regimes é o tema central. É um texto baseado em experiências que vivi. Procura partilhar essas vivências com os leitores que se interessam pelo assunto.

 

O texto está disponível em:

 

http://aeiou.visao.pt/uma-digressao-pelas-ditaduras=f548496

 

É um texto mais genérico que o habitual. Mas abre espaço para uma visão mais ampla das relações internacionais. 

 

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