Portugal é grande quando abre horizontes

27
Fev 11

A capacidade de gestão de crises, bem como a capacidade de resposta rápida às crises humanitárias, são duas áreas em que a fraqueza das instituições europeias é bem clara. Tratam-se, no entanto, de matérias comunitárias, em que uma actuação conjunta faz sentido.

publicado por victorangelo às 10:38

25
Fev 11

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU reuniu-se, em Genebra, para debater a situação na Líbia.

 

A resolução aprovada pelo Conselho, no final dos trabalhos, é adequada. Faz as referências exactas, incluindo as relativas aos crimes cometidos pelas autoridades. Também é importante que o Conselho tenha decidido enviar imediatamente para a Líbia uma comissão internacional de inquérito. Esta é uma das medidas que estão na caixa de ferramentas da diplomacia internacional e é, normalmente, eficaz. 

 

Só que no caso de governantes loucos o impacto é mais demorado...

 

Por outro lado, a esta hora está reunido o Conselho de Segurança, em Nova Iorque. Existe uma proposta de resolução forte. Vamos ver se passa e com que termos e linguagem.

 

Este é momento, sem mais demoras, para fazer ver a Seif e aos irmãos que as opções actuais do pai deles não auguram nada de bom. E quando se é jovem, como eles o são, é bom pensar nessas coisas que têm que ver com o futuro de quem ainda tem futuro. 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:49

28
Jan 11

A crise egípcia está a evoluir muito rapidamente. Ouvi esta noite as declarações de um dos generais mais importantes. Foi ambíguo, o que pode significar que, tal como aconteceu na Tunísia, as Forças Armadas possam, em breve, retirar o seu apoio a Mubarak. Tudo depende da presença maciça dos cidadãos na rua.

 

Entretanto, o Presidente já cometeu dois erros muito sérios. O primeiro tem que ver com o silêncio que tem mantido, durante os quatro dias que a crise já tem. Deveria ter aparecido na televisão, falado aos seus compatriotas, mostrado que está senhor da situação. O outro foi o decretar de um recolher obrigatório, que não era crucial mas que fez acender ainda mais a rebelião popular. Ofereceu mais uma oportunidade para que a autoridade do regime fosse desafiada.

 

Os Estados Unidos têm-se pronunciado sobre os acontecimentos, ao mais alto nível, de uma maneira muito clara e positiva. O Egipto, com a questão de Israel à porta e o canal de Suez, é uma país de grande importância estratégica.

 

Do lado da Europa, nada de muito visível. Ninguém saiu a público, de modo inequívoco. Estranho, se ainda houvesse alguma coisa estranha, por estes lados.

 

publicado por victorangelo às 20:18

27
Jan 11

Abordo, hoje, na Visão, a luta pela dignidade e pela democracia, que está a ter lugar no Norte de África e no Iémen. Faço, ao mesmo tempo, a ligação com a reunião anual de Davos, que ontem abriu as suas portas aos grandes e poderosos deste mundo.

 

Davos queria discutir o aparecimento de novos centros de poder. Só que os acontecimentos de agora tornam urgente discutir o poder quando a rua diz basta.

 

Davos pensava analisar as novas dinâmicas da geopolítica, com a crise da Europa como pano de fundo, bem como a emergência de novas potências regionais. As populações da Tunísia, da Argélia, do Egipto e do Iémen estão a transformar as relações políticas com o mundo árabe. Esse também é um novo arranjo da geopolítica, numa região que se encontra às portas da Europa. 

 

O texto está disponível no sítio:    http://aeiou.visao.pt/dos-alpes-para-baixo=f587604

publicado por victorangelo às 21:09

21
Jan 11

 

Ontem, a convite de David Cameron, realizou-se, em Londres, uma cimeira dos países do Norte da Europa. Foi a primeira vez. Da Islândia à Estónia, lá estiveram todos os escandinavos e os bálticos, à volta do primeiro-ministro britânico. Chamei a esta reunião a cimeira dos olhos azuis. Mas, não eram só os olhos. Dos sete homens presentes -havia também duas mulheres- seis apresentaram-se com gravatas de tons azuis. Ou seja, o azul era a cor dominante, nesta reunião de gente que se considera de grande seriedade e na ponta do progresso social.

 

Na realidade, e na simbologia, era um encontro de gente semelhante, "think alike people", como os ingleses gostam de dizer. Uma espécie de afirmação política contra a Europa do Sul. Para mostrar que há uma parte da Europa que funciona, que não está em crise, salvo, claro, o caso da Islândia, que aposta na inovação, na igualdade do género e que promove uma economia verde. Estes foram os três grandes temas do encontro.

 

No próximo ano vão voltar a encontrar-se, dessa vez, na Suécia.

 

Tudo isto mostra que a tendência para um rearranjo dos grupos de países, até mesmo no seio da UE, é cada vez mais evidente. Grupos que, há vinte ou trinta anos faziam sentido, estão agora, de um modo mais ou menos sub-reptício, a ser postos em causa. É tempo de novas alianças.

 

Mostra também que a aproximação geográfica traz consigo a proximidade cultural e esta leva à procura de novos entendimentos políticos. 

 

Feitas as contas, este tipo de iniciativas vem sublinhar, uma vez mais, a fragilidade da UE, que passa a ser cada vez mais, e apenas, um mercado que permite a livre circulação das mercadorias. Mas que não tem unidade política nem uma identidade comum.

publicado por victorangelo às 21:13

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