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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Um Primeiro de Maio em crise

Ontem não houve escrita. Mas, não foi por estar em greve.

 

Por falar em greve, penso que se trata de um direito amargamente adquirido pelos trabalhadores e que deve ser respeitado, sem hesitações. Existem, todavia, circunstâncias, quando a crise é tal e tão profunda, que devem fazer ponderar, com muito cuidado, o recurso a esse tipo de combate social. Nessas alturas, os líderes devem procurar o diálogo a todo o custo.

 

A situação na Grécia, em Portugal, e noutros países da UE exige, mais do que nunca, muita sabedoria na concertação social. Os anos futuros vão ser tempos de vacas magras. Só um esforço patriótico, partilhado e bem compreendido por todas as partes, vai permitir ultrapassar essa fase difícil. Temos a responsabilidade de contribuir para a clarificação do que é preciso fazer e cada actor social terá que entender qual o papel que lhe corresponde.

 

O essencial é estar à altura dos desafios.

Instrumentos e desesperos

 

A manifestação de ontem, que reuniu tantos portugueses, não pode ser vista como tendo sido "instrumentalizada" pelos partidos de Esquerda. Foi apenas uma demonstração, em grande, do mal-estar que muitas famílias vivem cada dia.

 

O risco e' apenas que a próxima saída para a rua seja ainda bem maior. E' que as coisas neste Portugal do "Senhor Optimista" não estão bem encaminhadas.

 

Antes pelo contrario. Estamos a andar a passos largos para uma crise social sem precedentes para as gerações actuais.

 

Aqui fica, por isso,  a minha simpatia por quem veio para a rua.

A escola da vida

 

A greve dos professores, que ontem teve lugar, fez-me pensar numa escola secundária que visitei recentemente, muito longe do Centro Comercial Colombo. As autoridades locais e os professores tinham perfeita consciência das lacunas, mas, ao mesmo tempo, manifestavam uma vontade sem equívocos de fazer funcionar a escola.


Creio ser boa ideia partilhar algumas fotos com os leitores, para que se continue a ter uma perspectiva adequada da relatividade das coisas da vida.
 

 

 

Aqui se abriga o gabinete do director. O local serve igualmente de secretaria administrativa.


A bandeira nacional ficou fora da fotografia, mas flutua orgulhosamente no centro do recreio, a acenar para um futuro menos penoso.
 

 

Os bancos de uma sala de aulas. Aqui se aprende a ter ambições.
 

 

 

O tecto e as janelas. Deixam passar muita luz.

 

 

 Os alunos do Decimo Segundo Ano têm direito a carteiras. São os únicos.


O aproveitamento e' bom, a disciplina impecável, e os professores apenas se queixam do facto de ser necessário deslocarem-se 'a capital da região, a três horas de distância, para receberem os salários mensais.


Fotos Copyright V. Ângelo
 

Resolver as crises sociais

Portugal precisa de mais diálogo social e político.

 

A manifestação pública dos professores, que ontem mobilizou a classe de uma maneira que impressionou todos os observadores imparciais, veio mostrar que há um défice de diálogo e de bom senso na nossa sociedade.

 

Não nos podemos ancorar a posições extremas, em que um lado tem toda a razão e o outro e' senhor de todos os erros. Não se constrói um país melhor assim, com posições inflexiveis e acusações mútuas.

 

É necessário encontrar um corpo de árbitros sociais, de gente sábia e independente, que ajude na resolução dos grandes conflitos sociais. 

 

O parlamento, cheio como esta' de gente do yes-man, não pode desempenhar esse papel. Os tribunais não têm vocação para esse tipo de conflitos. E os órgãos de concertação social andam a brincar aos sonâmbulos públicos, ou, por vezes, aos circos políticos.

 

Há por isso que criar um corpo nacional de voluntários de grande prestígio, personalidades que já fizeram a sua vida, dispostas a ajudar as partes em conflito a chegar a um compromisso, neste caso dos professores e noutros.

 

Ganharíamos todos.

 

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