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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Assim assim, dos emergentes ao Sul da Europa

Ficou claro, para os que participaram na reunião de hoje no Luxemburgo, que a instabilidade nos países emergentes, em particular na Turquia, no Brasil, Argentina e África do Sul, a que também juntaria a Indonésia, para mencionar apenas alguns, está a afugentar os grandes grupos de investimento financeiro. E que esses capitais, que precisam de estar aplicados, que não têm por hábito estar inactivos, poderão aparecer em parte nos mercados da Europa do Sul, nomeadamente em Espanha, Itália e Portugal. O que faria baixar as taxas de juro das novas obrigações e empréstimos públicos, bem como aumentar o valor em bolsa de certas empresas mais promissoras.

 

Uma outra parte, bem mais importante, teria como destino as economias desenvolvidas do Norte da Europa.

 

Assim pensa a economia financeira.

 

É verdade que a economia real e a financeira andam por vezes muito afastadas, em círculos diferentes. É igualmente verdade que uma maior procura da nossa dívida soberana teria um impacto positivo sobre o afrouxamento da austeridade. Assim o entenda quem manda…

A pensar no fim-de-semana

Um dos diários económicos relata, na edição de hoje, que no primeiro semestre deste ano não houve investimento estrangeiro no sector do imobiliário comercial em Portugal. Nunca tal havia acontecido, nas décadas mais recentes.

 

Como interpretar? Fácil: não há confiança. E que deduzir dos resultados da chamada “diplomacia económica”? A resposta também não é difícil: não está a produzir resultados.

 

Deve, no entanto, dizer-se que o problema não é só português. Numa conversa em que participei, também hoje, com representantes de um grande banco do centro da Europa, falou-se na possibilidade de investir numa grande empresa pública italiana. A decisão foi aquilo a que chamaria “ambiguamente clara”: não deve ser considerado prudente investir nos países da zona euro que estão ou possam vir a estar em crise financeira…

 

Assim, subtilmente, se vai acentuando a destrinça entre uma zona económica de primeira e outra, que convém ignorar.

 

Os políticos – a começar pelos nossos – deveriam reflectir sobre isto a sério. E enfrentar a realidade com coragem. Mas, como diriam alguns, se os políticos soubessem reflectir sobre estratégia de economia e de desenvolvimento, e não apenas sobre intrigas e tricas, não teriam sucesso na vida partidária. E se tivessem coragem para enfrentar os problemas, seriam corridos dos partidos em que estão oportunamente filiados…

Cá se fazem, cá se pagam!

No seguimento das eleições italianas, as elites intelectuais e políticas europeias continuam a não entender que décadas de corrupção política e económica, de clientelismo político, de ausência de um estado de direito, que foi substituído em várias regiões da Itália pelo código de actuação das máfias, e de burocratização extrema da governação central, regional e local, tudo isto acompanhado de demagogia e de ilusões económicas, só poderiam ter este tipo de resultado: colocar o país contra a parede!

Vai ser preciso engolir uns sapos vivos na Itália

Os círculos políticos e financeiros europeus, os que estão habituados a definir a agenda, estão hoje muito confusos e ansiosos, face aos resultados eleitorais na Itália. Para estes líderes, que são na sua grande maioria de direita, o resultado ideal teria sido uma vitória do centro-esquerda italiano – uma contradição interessante. No melhor dos mundos, o centro-esquerda aliar-se-ia ao partido de Mario Monti e continuaria a política que este levou a cabo nos últimos 15 meses.

 

A realidade dos resultados é diferente. Os votos obtidos pelo partido de Berlusconi deixam muitos destes círculos a pensar que o eleitor italiano é um oportunista com memória curta. Nem todos, claro, mas quase um em cada três. Se a estes se juntar quem votou pelo Movimento 5 Estrelas, fica-se a pensar que praticamente 1 em cada 2 italianos ou é tapado da cabeça ou é ingénuo.

 

Perante tudo isto, creio que é importante dizer que, por mais caótica que esteja a cena política, haverá uma solução. O pior cenário seria um governo minoritário do Partido Democrático. Teria imensas dificuldades em governar e acabaria por cair dentro de meses. Nessa altura, Berlusconi e Grillo estariam numa posição eleitoral ainda mais forte. Assim, a via a seguir nos próximos dias é a de tentar criar uma grande coligação do centro-esquerda com o centro-direita. Será uma coligação frágil. Tem, todavia, a vantagem de comprometer ambos os lados numa política que não irá ser muito diferente do que Monti tem estado a fazer. 

Há dias assim

A situação em Espanha continua a piorar, quer na frente política quer na económica. E a causar grande preocupação, no país e no resto da Europa. O nacionalismo catalão está a ser a gota de água que poderá fazer fazer transvazar o copo. 

 

A Itália vem logo a seguir, mais perto do que muitos pensam. Ontem, houve notícias pouco animadoras. Os juros da dívida pública chegarão aos 89 mil milhões de euros em 2013, um montante que assusta os mais ousados. Sem contar com o reembolso do principal e as outras necessidades de financiamento público para o próximo ano. Quanto a reformas, pouco ou nada, que o sistema político está paralisado.

 

E a França continua num plano inclinado. No sentido errado, claro. O presidente e o governo não parecem estar à altura dos desafios. 

 

Entretanto, os jornais da Bélgica dizem-nos que cada dia que passa vê chegar mais franceses "ricos" a Bruxelas, como "exilados de fortuna". Em média, vendem-se seis novas casa por dia, neste momento, a famílias francesas que procuram "refúgio" em Bruxelas. Todas as vendas em patamares superiores a 500 000 euros. 

 

Em Portugal, por seu turno, é o que se sabe. Ontem, foi a câmara municipal de Évora - uma administração com cerca de 900 funcionários num concelho que não tem 50 000 habitantes - a dizer que está confrontada com mais de 30 milhões de dívidas a curto prazo, sem ter dinheiro para as pagar. É apenas um exemplo.

 

A nossa economia não só não arranca como se está a contrair rapidamente. Não há investimento. O país deixou de ser atractivo para os investidores de longo prazo, os que criam empresas, postos de trabalho e riqueza. Não é um problema de salários, como por aí se diz, nem uma questão de rigidez do mercado de emprego. É pura e simplesmente porque certas instituições do estado não funcionam como deveriam, como a justiça, e também por se prever uma séria degradação do clima social, da ordem pública e da segurança interna, bem como do poder de compra, sem esquecer a imprevisibilidade do sistema fiscal e as complicações burocráticas sem sentido. É a espiral da falência, em que uma coisa arrasta a outra. Ninguém investe num país que perde. 

 

Estamos num estado em risco de derrocada, creio que não haverá dúvidas.

 

Nestas circunstâncias, que fazer?

Pesadelos italianos

O jornal italiano Corriere de la Sera revela que a Itália comprou menos carros novos em Agosto. A quebra, que é de mais de 20% em comparação com o mesmo mês de 2011, confirmou uma tendência para a baixa que se iniciou há nove meses. Neste momento, vendem-se tantos veículos novos como se vendiam em 1964. 

 

Este é um indicador importante. Outro indicador mostra que os fundos e os investidores estrangeiros têm vindo a sair da dívida pública italiana. Hoje apenas 30% dessa dívida está em mãos estrangeiras. Só que 30% representam 492 mil milhões de euros, um montante astronómico. Se a dívida da Itália entrar em derrapagem, o impacto externo será, por isso, enorme. Mas será ainda maior para o povo italiano. O total da dívida pública do pais é agora estimado em 1 648 mil milhões de euros. Há, assim, muitas razões, milhares de milhões de razões, para que haja muita gente por essa UE fora profundamente preocupada. 

Está tudo a correr mal

Fico com a impressão, ao fim do primeiro dia útil, após o "empréstimo bancário" feito à Espanha, que muito está errado.

 

Primeiro, as pessoas não entendem por que razão se "empresta" aos bancos, quando são as empresas da economia real que produzem riqueza e precisam de ser salvas. Sem esquecer o endividamento dramático de muitas famílias.

 

Segundo, empresta-se aos bancos, mas quem terá a responsabilidade de pagar, quem é o fiador, é o estado, ou seja, todos os contribuintes.

 

Terceiro, surge um sabor amargo, que nos faz pensar que este "empréstimo" não irá impedir o estado espanhol de ter que pedir um plano de resgate das finanças públicas.

 

Quarto, que se isso acontecer, será uma machadada muito grave no que resta da credibilidade dos dirigentes políticos europeus.  

 

Quinto, se a Espanha entrar em derrapagem e pedir ajuda para a sua dívida soberana, a seguir virá a Itália.

 

Sexto, dar a entender que a Espanha recebe um tratamento diferente - o que não é o caso, mas o que conta é a percepção popular - coloca os outros países que estão a executar programas de ajustamento em dificuldades, políticas sobretudo.

 

Sétimo, quando Rajoy diz que tudo isto é uma vitória para a Espanha não só está a tentar enganar o povo, como também está a irritar os dirigentes dos países europeus que têm pela frente a tarefa nada fácil de tentar convencer as suas populações que a ajuda a Espanha é para o bem de toda a UE. 

 

E assim sucessivamente, até se dizer que se as coisas dão para o torto desta vez, então ...adeus Europa. 

 

Mas nem tudo são más notícias. Nadal venceu o torneio de Roland Garros...Mas cuidado com a euforia! Nadal é maiorquino, das ilhas...É verdade que seria pior para os de Madrid se Rafael fosse catalão...Mas anda lá perto...

Convém estar atento

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Nos próximos dias vai haver muito ruído à volta da crise europeia. É o tema da actualidade, neste canto do mundo. A Chanceler Merkel vai falar sobre o assunto na Sexta-feira, no Parlamento alemão.

 

No dia anterior, terá falado N. Sarkozy.

 

Nessa altura a Visão desta semana estará na rua com um texto meu sobre o assunto. Um escrito polémico, creio.

 

Muito ao contrário do que diz o Economist na sua edição de agora. Mas que deve ser consultada. 

 

Depois, a 9 de Dezembro, teremos a cimeira final da presidência polaca do Conselho Europeu. A problemática do euro e das reformas institucionais ligadas às questões fiscais serão os temas dominantes.

 

Entretanto, a Itália, a Espanha, os bancos, estarão todos debaixo de escrutínio muito apertado. 

 

Convém estar atento. Eu, como podem ver, estou.

 

 

A sabedoria

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A sabedoria quer-se a olhar para ambos os lados. De um modo, com uma visão mais jovem e mais optimista, do outro, com o peso dos anos a lembrar a experiência de muitas situações vividas. 

 

Não sei se isto tem que ver com a nomeação de tecnocratas de alto gabarito para presidir aos governos da Grécia e da Itália. A verdade é que,  na minha maneira de ver, estas nomeações são importantes e trazem conhecimento e honestidade, predicados que ostensivamente têm faltado aos políticos. 

 

Mais. Quando leio o que um velho "puro" político nacional escreveu na Visão desta semana, sobre a crise europeia - um apanhado de tolices - fico ainda a gostar mais de ver verdadeiros tecnocratas no poder. Pelo menos sabem do que falam. 

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