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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Passos já decidiu quem apoiar

O pacote da recandidatura de Passos Coelho à direcção do PSD, agora formalizada, inclui um acordo subjacente: apoiar Durão Barroso como o candidato oficial dos sociais-democratas à Presidência da República em 2016. Passos acha que Barroso tem a experiência e a maturidade política necessárias. Mas acima de tudo, sabe que é um “candidato de confiança”, que irá “pagar” o apoio que lhe vier a ser dado. É, para Passos, uma aposta segura.

 

Já o mesmo não se poderá dizer de Marcelo Rebelo de Sousa. É demasiado independente para o gosto do primeiro-ministro. Essa é a sua principal desvantagem, aos olhos de Passos Coelho. Sem esquecer que o velho ditado: “cá se fazem, cá se pagam”. Marcelo vai ter que pagar a falta de respeito que tem mostrado por Passos.

 

Assim é a política que temos.

Sucesso macroeconómico e falhanço microeconómico

Talvez não seja bem entendido, mas a operação de venda de dívida pública a cinco anos que hoje teve lugar mostrou que Portugal está a recuperar a sua credibilidade financeira. A taxa de rendimento da operação, que determina o valor dos juros a pagar, ficou a um nível bastante razoável, na casa dos 4,657%.

 

Cabe agora aos responsáveis políticos tirar partido da imagem mais favorável do nosso país para tentar atrair capitais que invistam na economia nacional. O investimento é o grande desafio. Não está a ser ganho. E por isso, a criação de emprego e de oportunidades de negócios, que são questões fundamentais para os cidadãos, continuam a não mostrar resultados. Para as famílias, é isso que conta como critério de sucesso ou de fracasso das políticas em curso.

Rio e Costa: nem sim nem sopas

Rui Rio tem sido mencionado na comunicação social e em iniciativas de amigos como um possível substituto de Passos Coelho à cabeça do PSD.

 

Hoje, veio dizer que não é candidato. Que acha que não é altura de pôr em causa a liderança actual do seu partido. Que isso iria destabilizar a governação, a execução das reformas em curso.

 

Fez-me pensar em António Costa. Também ele era dado como candidato à substituição de António José Seguro, no PS. Respondeu que esta não seria a altura de abrir uma rivalidade.

 

Ou seja, vamos continuar com Passos Coelho e Seguro, por um lado, e com rivais, por outro, que continuarão a personificar as respectivas oposições internas, mas sem dar o passo em decisivo, para já. Assim destabilizam de modo continuado por não quererem destabilizar num só dado momento, agora.

 

Com líderes assim, o PSD e o PS andam de facto com os nervos à flor da pele, sem que nada se clarifique de vez.

Burocracia económica e interesses partidários

O Conselho de Ministros português acaba de aprovar a criação de um “banco de fomento” e eu devo ser o único cidadão que vem publicamente dizer que não concordo. A economia nacional, que já é demasiado reduzida para os bancos que temos, não precisa de mais um banco. Ainda por cima, de um banco que não corresponde a um desenvolvimento comercial ou a uma decisão empresarial, mas isso sim, uma nova instituição burocrática, só com sede e sem balcões. Um “banco” que não é banco mas sim política e que vem financiar, segundo diz o governo, as PME, quando essa mesma linha de crédito para as pequenas e médias empresas poderia ser administrada pelos bancos existentes, dentro de regras claramente estabelecidas e sem novos encargos administrativos, novos tachos e outras mordomias. Esta é, uma vez mais, uma visão burocrática da economia, que serve apenas para fingir que se tomam novas iniciativas.

 

Claro que também serve para empregar mais uma série de fiéis membros dos partidos no poder.

 

A reforma de Estado e a política dos ziguezagues

Sem ter lido o “Guião” que agora foi divulgado pelo Vice-Primeiro Ministro, queria lembrar que a “reforma do Estado” é algo de profundamente ideológico. Uma reforma a sério depende inteiramente da visão que se tenha do papel do Estado num país democrático da EU na segunda década do século XXI. A discussão sobre as principais funções do Estado e as prioridades que decorrem dessas funções assenta em escolhas e as escolhas têm as suas raízes nas opções políticas.

 

Tentar apresentar a reforma do Estado como algo incontroverso é um engano. Não há nada mais complexo em matéria política. E só consegue levar avante uma reforma do Estado um poder político com grande legitimidade democrática e uma imagem popular de sucesso e de determinação.

 

Os especialistas em ziguezagues não têm condições para levar a cabo a reforma que os novos desafios requerem.

 

Depressa, limpar a nódoa

A marca de um líder a sério fica patente das escolhas que faz como lugar-tenentes. Um líder de grande valor rodeia-se de gente de qualidade e mérito. Um chefe medíocre prefere estar rodeado de imbecis. Um dirigente de carácter duvidoso acaba por se sentir bem no meio de pessoas oportunistas.

 

Vem tudo isto a propósito, como o leitor já adivinhou, do caso Machete.

 

O homem nunca deveria ter sido convidado para as funções que agora tem. Mas, enfim, estando lá, e depois de se saber o que agora se sabe, tem que ser convidado a sair. Sem demoras. É que a coisa mancha, e muito, o chefe dele. E as nódoas, apanhadas por falta de cuidado, exigem que se mude de roupa de imediato. É que o parecer e o ser, nisto da política, andam muito perto um do outro.

A farsa nacional

É óbvio que Rui Machete deixou de ter condições para ser ministro. Dizer o contrário do que é verdade – na maneira de falar dos simples mortais que o leitor e eu somos o verbo que se aplica é “mentir” – a uma Comissão de Inquérito Parlamentar constitui um crime. Foi o que obviamente praticou. Por escrito, pausadamente, intencionalmente, não num momento de sobressalto e de distracção.

 

Numa democracia de políticos responsáveis, Machete teria já concluído que a única saída possível seria a da porta lateral, a que dá acesso ao corredor do esquecimento. Que estas coisas e este tipo de políticos são mesmo para esquecer.

 

E o primeiro-ministro já teria falado com ele, para que a saída pudesse parecer como uma decisão do próprio e não como um empurrão ou um pontapé no traseiro.

 

Mas isto seria noutro país. Em Portugal, o homem vai tentar ficar.

 

E a senhora que chefia a Assembleia da Republica vai escudar-se por detrás da necessidade de um voto na Assembleia, que aprove o envio do caso de suposto crime para investigação pela Procuradoria-Geral da República. E os deputados da maioria irão votar e  vetar,  obedientemente, impedir que tal possa acontecer.

 

Depois, num Domingo à noite, o professor mestre em piruetas irá passar pela rama de tudo isto, uma vez mais a fingir que o seu amigo ministro não fez nada de muito grave. O habitual, a exímia ginástica do desviar as atenções para outros assuntos, arte em que o mestre é perito.

 

No dia seguinte, lá aparecerão uns jornalistas obsequiosos e atentos ao que o futuro lhes possa reservar, que terão a amabilidade de dar ênfase às palavras sábias do professor “enrola tolos” e achar-lhe piada.

 

Terão razão, de certa maneira. Este é um país que faz rir. Uma farsa. Para rir até chorar.

 

 

Vamos ao que interessa

Os juros a 10 anos chegaram hoje aos 7,235%.

 

Este é valor que Portugal terá que pagar, se for aos mercados neste momento. É uma mensagem forte sobre a falta de confiança da comunidade internacional na nossa capacidade em sair da crise financeira em que nos encontramos.

 

Diz-nos, também, que um segundo resgate, com condições duras, é, para já, considerado inevitável.

 

Junte-se a isto a posição do Eurogrupo e de Bruxelas. Ambos disseram claramente que a meta dos 4% para o défice das finanças públicas, em 2014, é para cumprir.

 

As indicações não podem ser mais claras. Do lado de fora, não haverá grandes folgas nem contemplações.

 

Este é, pois, um assunto de importância estratégica, que deveria estar no centro do debate nacional, na mira dos dirigentes políticos.

 

Mas, não está.

 

Uns fingem que não vêem. Outros, são de facto, tapados e não enxergam mesmo.

 

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