Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

A chave está na Síria

Voltar à Síria
Victor Ângelo


Os gabinetes dos grandes deste mundo têm pelo menos um ponto em comum com os cafés das aldeias portuguesas: as televisões estão sempre ligadas. Assim são os tempos que vivemos. O que aparece na televisão conta e influencia as tomadas de decisão. É o que está a acontecer com as imagens sobre os refugiados, que a toda a hora nos enchem os ecrãs. A repetição amplifica o problema. E está a obrigar os políticos a refletir de modo diferente sobre as crises no Médio Oriente bem como sobre as ineficiências na cooperação para o desenvolvimento, nomeadamente em África.


Cada desgraça que atravessa o Mediterrâneo vem lembrar-nos que o tempo para superficialidades e remendos acabou. Tem que se ir ao cerne dos problemas, com honestidade e coragem políticas. É preciso equacionar soluções que nos pareciam, até este verão, impensáveis. Grandes tragédias exigem grandeza política. A redefinição da estratégia ocidental em relação à Síria constitui a prioridade absoluta. É aí que se situa o olho da tormenta que destrói vidas e contagia uma vasta área geopolítica, incluindo agora a UE. Passados mais de quatro anos de guerra civil e perante a evidência do fracasso da linha seguida até ao momento, é essencial repensar como acabar com a crise.


Não creio que possam existir dúvidas quanto aos objetivos que contam: restabelecer a paz e, ao mesmo tempo, aniquilar o grupo terrorista conhecido como o Estado Islâmico. É evidente que estamos perante dois intentos muito complexos. Têm, contudo, que ser atingidos. As alternativas seriam a continuação das vidas destroçadas, da morte, da desestabilização da região, dos êxodos e a expansão do terror, da barbárie, dos crimes contra a humanidade e o património histórico. São, também é verdade, duas ambições de alto custo. Mas cuidado, que os custos do medo, do desespero e da destruição são incomparavelmente maiores, para além de serem moral e politicamente inaceitáveis.


Voltarei ao assunto da destruição do Estado Islâmico noutra altura. No que respeita à paz, o governo de Damasco deve ser incluído no processo. Não se trata de fazer tábua rasa das atrocidades perpetradas por Bachar al-Assad e pelo seu círculo de poder. Assad está profundamente ligado às causas do problema e tem responsabilidades gravíssimas. Todavia, o realismo e as exigências da paz impõem que faça agora parte da solução. Quem pensa que o dirigente sírio tem os dias contados ainda terá muitos dias para contar. Por outro lado, a derrota pura e simples de Assad – e do que ele representa – abriria a porta a novas tempestades, desta vez dirigidas contra os alauitas e os seus aliados. Mais ainda: só este tipo de perspetiva terá alguma hipótese de ser legitimado pela ONU. Para os líderes ocidentais, que deste o início da crise foram além da prudência, ao afirmar que recusariam uma solução que incluísse o homem de Damasco, a opção é indigesta, porém inevitável. Há que fazer a pirueta política que a realidade impõe e forçar, em cooperação com a Rússia – com todas as cautelas –, um plano de transição que inclua as várias fações sírias, com exceção do Estado Islâmico e de outros equivalentes.


Não se conseguirá obter a paz de um dia para o outro. Mas há urgência. Um novo ciclo de negociações deve começar desde já, com o beneplácito do Conselho de Segurança. Entretanto, o financiamento da ajuda aos deslocados e refugiados terá que continuar sem hesitações. Essa assistência é um dever moral dos Estados com meios para o fazer e uma obrigação à luz do direito internacional.

Sobre a "bola de neve"

Quando se analisam grandes movimentos de massas, como os que estão a acontecer na UE, não nos podemos esquecer do efeito “ bola de neve”. Os muitos de ontem, são seguidos hoje por milhares e por várias vezes mais, amanhã. Cada um que parte deixa na retaguarda, três, quatro ou mais potenciais migrantes.


Uma parte da explicação do que está a acontecer terá que ver com o ocorrido em 2014. Nesse ano, a Alemanha acolheu cerca de 200 mil candidatos a refugiados. Um bom número dessas pessoas fez chegar a mensagem, aos familiares, amigos e conhecidos que ficaram para trás, que a Alemanha abrira as suas portas ao acolhimento. Nos campos de desespero, na Turquia e noutros sítios, uma mensagem desse tipo desencadeia novas esperanças e dá força a mais partidas. E assim surgiu a vaga de fundo que estamos a presenciar este Verão.


A resposta que vier a ser dada aos que agora chegam irá influenciar muitos dos que ainda estão nos campos no Médio Oriente. Tendo em conta a resposta humanitária que está em marcha, sobretudo na Alemanha, na Áustria, na Itália, e em mais um ou outro país da União, é de prever que a “bola de neve” continue nos próximos meses. Haverá um afrouxamento com a chegada do mau tempo e da estação outonal. Mas retomará fôlego logo que a Primavera de 2016 dê sinais de luz.


Perante esta constatação, torna-se evidente que a janela de oportunidade para estabilizar a situação na Síria e permitir um retorno ao país corresponde fundamentalmente aos próximos seis meses. A ONU e os amigos da Síria, de todos os bordos, deveriam redobrar os esforços necessários para a resolução da crise. É preciso chegar a um acordo político que respeite todos e cada um dos grupos étnicos existentes no país bem como os direitos humanos de cada cidadão.
Esse acordo terá um impacto indiscutível sobre a situação humanitária. Passa, e há que ter a coragem de o dizer, por uma revisão da posição de certos governos no que respeita a Bachar al-Assad e ao grupo que o apoia. Assad é, indiscutivelmente, uma grande parte do problema. As circunstâncias dos últimos tempos mostraram que terá agora que encarar a oportunidade de ser parte da solução. Não haverá paz na Síria sem um acordo entre todas as facções.


A outra face da medalha diz respeito à liquidação do Estado Islâmico. Ao mesmo tempo que se procurará um acordo político interno, com a garantia da comunidade regional e do Conselho de Segurança, deve passar-se a uma fase superior na luta contra a liderança do Estado Islâmico. Os planos franceses e ingleses de atacar bases do EI no interior da Síria serão, quando ocorrerem, passos significativos no bom sentido. Mas será preciso mais. O EI tem que sofrer golpes definitivos nas próximas semanas e meses.


Assim sim, assim estaremos a tratar da contenção da “bola de neve”.

 

 

 

 

 

 

 

Coragem e princípios

Fiquei satisfeito com a tomada de posição de António Guterres, enquanto Alto-Comissário, sobre a crise dos refugiados na Europa.


Esta semana havia criticado, no meu texto para a Visão de ontem, o silêncio de Guterres, que até agora nada havia dito de substância sobre uma matéria tão grave e que tem que ver com o mandato da agência que dirige.


A voz da ONU existe para ser ouvida nestes momentos de grande perturbação. Ficar quieto e mudo é um sinal de fraqueza. Um verdadeiro líder, à frente de uma organização com autoridade moral, que é o caso do ACNUR, tem o dever de lembrar os princípios e as regras internacionais e apelar para que os Estados, por muito poderosos que sejam, as cumpram.


Liderança exige clareza e coragem. Estas duas características não são incompatíveis com a prática da diplomacia. As coisas podem ser ditas com firmeza e de modo claro sem se pisar nenhum calo diplomático.


Na ONU o problema é, muitas vezes, diplomacia e subordinação aos poderes políticos a mais, e coragem de menos. Sempre me bati contra isso. Sobretudo quando os dirigentes das agências e os responsáveis dos programas eram gente boa, mas com uma certa tendência para a timidez política ou com o pezinho a resvalar para o oportunismo.

Incertezas

Outono das incertezas
Victor Ângelo


Seria um exagero dizer que o Verão de 2015 pôs a política europeia de pantanas. Mas pode-se afirmar que deu um bom safanão a algumas das convicções ideológicas que sustentam o edifício dos mitos comuns. Entramos em setembro com mais dúvidas e o sentimento que os alicerces da estabilidade e da prosperidade europeias estão agora seriamente fragilizados. Ao Verão das crises poderá seguir-se o Outono das incertezas, das hesitações, dos azedumes entre líderes e do fechar de muitos nas suas conchas nacionais.


Primeiro foi o nó górdio grego. Para além do faz-de-conta, das palavras ocas de apaziguamento e dos acordos arrancados a ferros, sabe-se o impacto que teve na unidade e na solidariedade europeias, bem como nos preconceitos de uns em relação a outros. A Grécia desferiu um golpe profundo no projeto comum e sofreu, por sua vez, o preço que a Europa que manda faz pagar a quem não trata de si. Neste tipo de crises, perdem todos, e à grande. E não quero falar nos abalos nos partidos de extrema-esquerda, que passaram a estação quente a engolir sapos vivos, e a frio.
Deixemos a Grécia de lado. Uma crise maior e mais generalizada tomou entretanto a dianteira e ganhou proporções inimagináveis. Refiro-me à explosão migratória, aos corredores da desgraça humana que rasgam o Mediterrâneo e combinam esperança e desespero, tráfico e violências, naufrágios e imagens de crianças a caminhar ao longo das vias férreas, em direção a um futuro povoado de ilusões.


Os nossos governos nunca pensaram que isto pudesse acontecer dentro das nossas fronteiras, nem estavam preparados para responder a movimentos de massas desta amplitude. As velhas ideias, velhas por serem as que vigoravam antes do Verão, sobre os candidatos ao asilo e à imigração pareciam claras. Baseavam-se na crença que os refugiados ficariam em campos de tendas de lona bem longe da nossa porta. O papel que nos estaria reservado, enquanto países ricos, seria o de fazer contribuições voluntárias para o ACNUR e esperar que a agência se ocupasse dessas gentes. Quanto aos imigrantes, a política era linear: a polícia identificava-os nas praças públicas, com base na cor da tez; se se encontrassem numa situação ilegal, pegava-se neles e procedia-se ao seu recambiamento para os países de origem.


A verdade é que ainda há quem assim pense. Por isso, os Estados e Comissão Europeia continuam a aprovar verbas descomunais destinadas à deportação de indocumentados. Todavia, depois do que tem estado a acontecer, essa maneira de proceder deixou de ser viável. Por muito que doa aos reacionários de toda a estirpe, a resposta securitária está a ser levada pela torrente. A realidade da imigração é demasiado grande para as políticas do cacete. Curiosamente, Merkel e Renzi, sobretudo estes, parecem começar a entender o novo contexto.


Estão, contudo, a pregar para quem não os quer ouvir. Na UE, o que conta é empurrar os problemas para a casa do vizinho. Impera o nacionalismo miudinho. Bruxelas perdeu a voz e anda a fingir-se ocupada com outras coisas. E o ACNUR fechou-se em copas. É um misto de silêncio, para não irritar um grupo de doadores poderosos, e de prudência tática, para não prejudicar outras ambições. É, acima de tudo, uma visão contrária à que sempre tive sobre o papel da ONU: ter coragem e lembrar a cada Estado, grande ou pequeno, quais são as suas obrigações perante as crises internacionais

 

(Artigo que hoje publico na revista Visão)

Uma Europa que se fecha

Fica registado que na reunião de hoje dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, que decorreu em Bruxelas, não houve acordo sobre a maneira de distribuir pelos estados-membros 40 000 dos muitos e muitos refugiados e imigrantes que estão actualmente na Itália ou na Grécia.

Ninguém queria mais do que uma meia dúzia…

Crises e respostas humanitárias

A capacidade de gestão de crises, bem como a capacidade de resposta rápida às crises humanitárias, são duas áreas em que a fraqueza das instituições europeias é bem clara. Tratam-se, no entanto, de matérias comunitárias, em que uma actuação conjunta faz sentido.

Dois anos

 

 

Estou em Abeche para celebrar o segundo aniversário da MINURCAT e o primeiro da sua componente militar. Muito foi feito nos últimos dois anos. A segurança ao longo da fronteira e' hoje um facto. Os refugiados e as populações em geral confiam na nossa capacidade para as proteger.

 

Pronunciei dois discursos durante o dia, sobretudo para dizer que este investimento da comunidade internacional tem valido a pena.

No centro de África, longe de Portugal

Depois do almoço, voei para Bangui. Para me encontrar com o António Guterres, que está de visita aos campos de refugiados da República Centro-Africana. Falámos da situação política da região, não da política interna deste país, que essa tem muito pouco que se lhe diga. Só querelas entre personalidades e falta de sentido nacional. Passámos em revista as questões humanitárias. Jantámos juntos, dois altos quadros da ONU, ambos portugueses. Tivemos percursos muito diferentes. Mas sendo da mesma geração e idade, e do mesmo nível hierárquico, foi, como sempre, um encontro descontraído. Intelectualmente rico. Curiosamente, nenhum de nós tocou na situação política portuguesa. Foi tudo sobre assuntos internacionais, ou as nossas experiências com governos muito difíceis, por esse mundo fora, sobre as vivências humanas e os contactos com a miséria e a desconfiança e muito pé atrás. Mas, Portugal, nem nos veio à mente.

Uma estrela perdida

 

Mia Farrow terá que me desculpar. Deveríamos ter jantado juntos, mas a minha agenda de hoje obrigou-me a anular o encontro. Mia está no Chade a convite da UNICEF. Vai abrir, amanhã, a campanha de vacinação contra a poliomielite. 19 países da região, na Áfica Central e Ocidental, lançam, em simultâneo, a campanha. A polio continua a fazer vítimas entre as crianças, sobretudo as menores de três anos. Nalguns países, e o Chade é um deles, a capacidade logística e humana para vacinar os infantes foi diminuindo desde 2000.

 

Foi, aliás, um dia de muita actividade. Começou por um processo contra três dos nossos funcionários internacionais. A nossa secção de investigação conseguiu provar que haviam mantido transacções sexuais pagas com uma prostituta local. Dois deles, jovens de uma ex-colónia portuguesa, haviam obtido o seu primeiro contracto internacional há pouco tempo, após terem servido a organização, na sua terra, como agentes locais. A legislação da ONU não permite o abuso e a exploração sexual. Vão, por isso, ser expulsos da organização.

 

Depois, tivemos a nossa reunião semanal sobre a situação de segurança na área de operações. Houve cinco ataques à mão armada nos últimos dias. Todos com tiros e violência. Dois deles, bem cheios de rajadas, em Birao. Outro, consistiu numa emboscada contra a polícia nacional que connosco trabalha. Um dos agentes respondeu, gatilho rápido, a bala entrou na testa do assaltante e fez-lhe sair, por um buraco bem maior, na nuca, uma parte do cérebro. Uma fotografia difícil de ver. O comandante-geral, quando me encontrei com ele, sentia-se orgulhoso, face à capacidade de resposta dos seus homens.

 

Fizémos a rotação dos pilotos de helicóptero russos. São uma boa equipa militar. A participação da Rússia nesta operação de manutenção da paz é importante, significa apoio político. O governo russo considera que a presença do seu contingente mostra que o país quer participar em operações conjuntas com os europeus, desde que aprovadas pelo Conselho de Segurança.

 

Preparámos a visita de António Guterres à região. Vai estar por estas terras até Terça-feira.

 

E estive em contacto com o Conselho da Europa, no âmbito das relações Norte-Sul.

 

E mais e mais. Com tudo isto, o jantar com a estrela perdeu-se no firmamento.

A pensar em ditaduras

 

Fala-se agora muito em liberdade de imprensa em Portugal. De controlo da opinião pública pelo poder político, de asfixia democrática, de manipulação. São temas importantes, particularmente sensíveis num país como o nosso, onde houve de facto uma ditadura, por várias décadas.

 

O meu texto da VISÃO on-line de hoje também é sobre as ditaduras. A relação entre a comunidade internacional e certos regimes é o tema central. É um texto baseado em experiências que vivi. Procura partilhar essas vivências com os leitores que se interessam pelo assunto.

 

O texto está disponível em:

 

http://aeiou.visao.pt/uma-digressao-pelas-ditaduras=f548496

 

É um texto mais genérico que o habitual. Mas abre espaço para uma visão mais ampla das relações internacionais. 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D