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Crescemos quando abrimos horizontes

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Alexei Navalny

Alexei Navalny foi hoje condenado a dois anos e oito meses de prisão efectiva. A condenação teve como justificação o não cumprimento da regra da sua liberdade condicional, que o obrigava a apresentar-se regularmente à polícia. Como foi envenenado por agentes do regime, esteve ausente em tratamento durante vários meses. E por isso, impossibilitado de cumprir a condicionalidade.

Para além do drama pessoal, da escandalosa falta de independência do sistema judicial, da tirania e do espírito de vingança de Vladimir Putin, há um aspecto que queria aqui partilhar. Algo que sublinhei esta tarde, numa conversa sobre o assunto. O poder russo não acusou Alexei Navalny de ser um agente de forças estrangeiras. Aí, o regime foi verdadeiro. Navalny é um patriota. Representa a população russa que está farta da corrupção e do autoritarismo de Putin.

O pessimismo é que está a dar

Deve ser por causa do confinamento. A verdade é que andam por aí a dizer que estamos num impasse político, depois da eleição presidencial de domingo, com um governo a meio gás e sem ideias, e uma alternativa democrática invisível. Falam mesmo num novo ciclo político que terá começado e que, na opinião desses analistas, não leva a destino algum, para além da fatalidade de nos pôr na cauda da Europa.

Creio que é pessimismo a mais.

O Presidente saiu reforçado e com mais condições para exercer um papel estabilizador. Isso é positivo.

E o voto no Presidente mostra que uma maioria dos cidadãos quer uma governação equilibrada, que corte a direito a linha imaginária que dizem dividir a direita da esquerda. Creio que há que explorar essa mensagem vinda do povo. Mas, para que tal aconteça, há que ter coragem para o fazer. E é aí que me parece haver um défice.

De qualquer modo, a prioridade das prioridades é, neste momento, a luta contra a pandemia. Não podemos continuar com níveis tão elevados de impacto. A verdadeira prova dos nove está na capacidade de dar a volta a esta ameaça sem mais demoras.

 

A minha nota adicional sobre a eleição de ontem

Muito se tem dito e escrito sobre a eleição presidencial de ontem, incluindo sobre a minha região natal, o Alentejo. Compreendo. Os resultados contêm mensagens políticas importantes, que não podem ser ignoradas. Certos partidos vão ter de ajustar a maneira como fazem política. A sociedade portuguesa está a mudar. O discurso político tem de se adaptar a essa mudança, ao facto de que as pessoas têm mais informação e opiniões mais vincadas. A maturidade e a coragem são dois elementos que definem o eleitor português dos nossos dias.

Mas, para mim, a mensagem mais importante é sobre liderança. A maneira de liderar uma corrente de opinião, o comportamento em público, a clareza do que se comunica e a imagem de mãos limpas são agora questões de muito peso. No caso de agora, ganhou quem conseguiu projectar uma imagem de sensatez, de abrangência e de competência.

Ainda sobre a liderança, quem transmite uma imagem de exaltação não vai além de uma certa percentagem. A maioria dos portugueses não compra esse tipo de comportamento. Como também já não compra agendas políticas que se baseiam apenas num par de questões, por muito nobres que possam parecer. Os cidadãos têm agora uma visão mais ampla da vida e do destino que querem para o país. Sabem que os excitados e os curtinhos de ideias não servem para o futuro que queremos ter.

Uma nota breve sobre a eleição presidencial

A eleição presidencial correu bem, apesar das circunstâncias excepcionais que o país vive. Foram organizadas de modo eficiente e os cidadãos puderam votar, segundo a sua vontade. Foi um dia de maturidade cívica.

Felicito o vencedor, Marcelo Rebelo de Sousa. E reconheço o esforço e empenhamento dos outros candidatos, independentemente das suas posições ideológicas.

Não sou dos que pensam que a democracia saiu mais fraca desta eleição. Antes pelo contrário. 

A luta pela democracia na Rússia

Hoje, num bom número de cidades russas, o povo saiu à rua, para se manifestar contra a opressão imposta pelo autocrático Vladimir Putin. Numa das cidades da Sibéria, a temperatura chegou aos 50 graus negativos. Mas o frio não impediu as pessoas de se reunirem na praça principal, para clamar pela liberdade.

Admiro estas pessoas, e todos os que, em regimes autoritários, têm a coragem de se manifestar abertamente contra os seus ditadores. Pergunto-me se teria a mesma coragem. E convido os meus amigos a interrogarem-se da mesma maneira.

A liberdade individual é actualmente uma aspiração muito forte. Só as ditaduras mais ferozes conseguem calar as pessoas. Infelizmente, ainda há muitas assim.

Votar é muito importante

Estamos a menos de três dias da eleições presidenciais. Por outro lado, estamos cercados por uma pandemia que não cessa de crescer. Ou seja, vivemos dias que nada têm de normal. Como ir votar, numa situação destas?

Essa é uma das questões do momento. A outra tem de ver com a validade de uma eleição realizada numa altura de circunstâncias excepcionais. Mas, válida ou menos válida, a eleição terá lugar neste domingo. E quem puder deverá ir votar. Com todas as precauções e mais algumas, mas será importante ir.

Os apoiantes extremistas irão certamente. Por essa razão, é fundamental que os outros, os cidadãos que não se identificam com extremismos, populismos e demagogias, o façam também.

Este blog não tem a pretensão de dar conselhos sobre as escolhas políticas de cada um. E assim será desta vez, seguindo a tradição. Os leitores que me seguem não precisam da minha recomendação sobre este ou aquele candidato. São gente madura, que conhece bem o que está em jogo, que na frente doméstica quer nas nossas relações com o resto da Europa e mais além.

Assim, a única referência que farei diz respeito ao acto de votar. A ausência será um risco que não convém correr. Um risco maior do que o outro, pois esse pode ser atenuado com uma máscara, uma esferográfica pessoal e álcool.

O tempo de Joe Biden

Joe Biden tomou posse como o 46º presidente dos Estados Unidos e Kamala Harris, como vice-presidente. O discurso inaugural mostrou um presidente cheio de energia, apesar da idade, e com ideias claras. Também revelou que a reconciliação nacional é uma das suas preocupações. Num país que foi em parte intoxicado pelas mentiras de Donald Trump e dos seus acólitos, a reconciliação é certamente uma prioridade.

Abre-se, assim, uma nova página, na cena doméstica e na internacional. Irei escrever na minha coluna do DN de sexta-feira sobre a “nova América”.

Entretanto, felicito e desejo os maiores sucessos à administração Biden.

O perigo fascista

Cerca de 10 mil extremistas de direita juntaram-se hoje no centro de Viena para protestar contra o governo, que é conservador e de direita, diga-se, contra a imposição do uso de máscaras e contra o confinamento.

Foi uma manifestação que mostrou claramente que as ameaças à democracia representativa estão a ganhar força. Tratou-se de mais um exemplo de como os ultras e as diversas correntes antissistema e neofascistas se preparam para explorar a crise que estamos a viver na Europa. Com o tempo e se não forem travados, estes grupos acabarão por representar um perigo muito sério para as liberdades no espaço europeu.

O infame Trump

Ontem fiz o que milhões fizeram: passei horas a ver o desenrolar dos acontecimentos em Washington. E a perguntar a mim próprio como foi possível deixar acontecer o que aconteceu. Os serviços de polícia dos EUA têm uma enorme capacidade em matéria de análise de informações. Não me conseguirão convencer que o ataque ao Capitólio foi uma surpresa. Qualquer medíocre analista, sabendo o que o infame Donald Trump preparava há dias, poderia prever que haveria confusão à volta do Congresso, durante a cerimónia de confirmação de Joe Biden. E, com base nessa análise, centenas, mesmo milhares de polícias e guardas nacionais, seriam de imediato mobilizados, antecipadamente, para proteger a cerimónia.

Nada disso aconteceu. Os rufias e os primários, radicais de todo o género, puderam invadir o edifício e atacar um processo democrático. Com a bênção e o incitamento do fulano que ainda está na Casa Branca.

Um crime, uma vergonha, um prenúncio do que poderá acontecer no futuro.

Trump precisa de ser destituido de imediato e investigado. Essa será a única maneira de lavar a mancha que ontem ficou no tecido democrático norte-americano.

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