Portugal é grande quando abre horizontes

23
Nov 14

Com os acontecimentos da última semana, a credibilidade da classe política parece ter descido para níveis que põem em risco o funcionamento dos mecanismos e das instituições democráticas. Uma parte importante dos cidadãos viu nestes acontecimentos a corroboração da máxima populista e demagógica que quer meter todos os políticos no mesmo saco. Ou seja, os casos de polícia a que estamos a assistir vêm confirmar, na visão popular, a ideia de que a política é feita de oportunistas e de gente à procura do seu interesse pessoal. Com isto, é a democracia que sai enfraquecida.

A tarefa mais imediata de quem tem responsabilidades públicas deverá consistir em demonstrar que há gente séria na política – no poder ou com hipóteses de ser poder. Essa tarefa deve ter como complemento o reforço das instituições de controlo do poder político, para que os cidadãos possam acreditar que quem venha a pisar o risco e a abusar da autoridade que lhe foi conferida terá que pagar as favas.

A agenda política dos próximos tempos passa por essas duas avenidas. Como também deve passar pela questão da economia, do desenvolvimento do país.

O resto são distrações.

E quem anda distraído acaba por não chegar a lugar algum.

publicado por victorangelo às 19:37

Três pilares da sociedade recentemente abalados: Um grande banco e seus dirigentes; o chefe de um corpo policial e um ex governante.

Para além da crise económica, agora uma crise das instituições.

Faz lembrar aqueles terramotos em que as consequências emergem em catadupa e em diversas direcções. Haverá certamente muito trabalho a ser feito, muito a reerguer.
VascoB. a 23 de Novembro de 2014 às 22:48

twitter
Novembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
13


28



<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO