Portugal é grande quando abre horizontes

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Jan 14

David Cameron é o campeão do liberalismo económico na Europa. Hoje, em Davos, disse que acredita no retorno da produção industrial, que entretanto se exilou nos países de baixos salários e de fiscalidade insignificante, como o Bangladesh. Na sua óptica, voltaríamos a ter fábricas na UE caso procedêssemos à desregulamentação das condições laborais, a cortes na segurança social pública e à diminuição dos custos de energia.

 

Pura fantasia. Com excepção da questão da energia. Com os avanços tecnológicos, com a diversificação das fontes e com uma estratégia energética adequada, seria possível baixar os custos e expandir a oferta. Energia abundante e de baixo custo teria certamente um impacto sobre a actividade económica europeia.

 

Mas teria que ser uma actividade económica de alto valor acrescentado, baseada na criatividade ou na ciência, ou nos serviços de qualidade, para poder justificar o desenvolvimento social a que a Europa se habituou.  

publicado por victorangelo às 20:08

Não podia estar mais de acordo.
Existirão sempre países com os quais será impossível competir a este nível. Aliás a própria China já perde neste momento fábricas para "países de mão de obra (mais) barata"

Mas esta questão parece-me tão óbvia e factual e que me interrogo se Cameron (e outros com a mesma opinião) acredita mesmo no que diz, ou se é apenas discurso político.

Será possível?
VascoB. a 25 de Janeiro de 2014 às 19:59

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