Portugal é grande quando abre horizontes

10
Mar 16

Nos últimos dois dias, paira no ar uma onda de patrioteirismo. A malta que escreve na comunicação social ou que prega nas televisões virou toda patrioteira e lírica. Falam do mar, das centenas de milhões que partilham a língua – vi há dias uma reportagem da televisão de Cabo Verde e o chefe dos bombeiros de uma das ilhas mais importantes era incapaz, ele e os outros, de dizer três frases de seguida em português –, das cidadanias CPLP, dos Cabos do Bojador e assim por diante. Andamos com a pátria aos pulos nos lábios. É um tempo de exaltação.

Ora, eu sou dos que pensam – não seremos muitos, creio – que o patrioteiro é um português bacoco que procura refúgio na ilha que é povoada pela sua própria ignorância e incompetência. É a resposta geral ao facto de não conseguirmos sair da cepa torta. Vive-se numa glória passada, que nos foi contada pelos nacionalistas do fascismo, e acreditamos nisso, como compensação, por não termos garras para construir um futuro melhor para todos nós.

Somos, na verdade, um povo de marinheiros em naufrágio permanente.

 

publicado por victorangelo às 19:54

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