Portugal é grande quando abre horizontes

04
Jun 14

Dizia-me alguém, com uma certa angústia sobre si próprio e a situação do país: quem sou eu para achar que sou menos estúpido que o resto da malta?

 A frase saiu-lhe depois de me ter dito que, na sua opinião, andamos todos a discutir as questões erradas, o que é de somenos importância, num filme trágico a que chamaram “Fechado no rectângulo”.  

 

Lembrei-me então da minha experiência de crises. Quando se está no meio de uma crise nacional profunda fica-se prisioneiro das nossas próprias limitações. É isso que nos afunda. E quando se pensa no futuro, a tendência é para tentar reproduzir o passado. Deixamos, assim, que a crise nos limite a imaginação e a capacidade de tomar a iniciativa e de mudar.

 

Acabamos, de facto, por ser os nossos próprios coveiros.

publicado por victorangelo às 20:38

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