Portugal é grande quando abre horizontes

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Jun 15

Esta manhã Boko Haram fez explodir duas bombas na capital do Chade. O número de vítimas – nomeadamente, vários jovens alunos do curso de polícia – é elevado. A cidade está em estado de choque.

Estes atentados não constituem surpresa. O Chade tem desempenhado, desde há alguns meses, um papel de primeiro plano na luta contra o grupo terrorista nigeriano. Por outro lado, a área de acção de Boko Haram situa-se muito perto da fronteira e da capital chadiana. Mais ainda, vários elementos ligados aos terroristas passam regularmente dias e dias em N´Djaména e arredores, a coberto das suas ligações étnicas e culturais com as populações dessa parte do Chade.

A surpresa é ver que a polícia do Chade não havia tomado as precauções necessárias para se precaver. Aqui, como noutros estados africanos, a polícia está longe de ter a formação necessária e o comportamento profissional adequados. No caso do Chade o falhanço é ainda mais gritante por se saber que as forças armadas conseguiram passar por um processo de reforma e de melhoramento profissional, enquanto a polícia ficou para trás. E muito.

É frequente, em muitos países do Continente Africano, ter forças militares e de segurança desorganizadas e mesmo caóticas. Conheço casos de exércitos de 8 ou 9 mil homens em que apenas uns trezentos estarão em condições operacionais. No Chade, o presidente investiu nas tropas. Espero que chegue agora à conclusão que com Boko Haram às portas da cidade a transformação dos serviços de polícia deve merecer uma atenção prioritária.

 

 

publicado por victorangelo às 19:07

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