Portugal é grande quando abre horizontes

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Jan 16

A eleição presidencial que se aproxima deixa-me preocupado. Não é a questão do nível muito baixo dos debates. É o problema muito sério das candidaturas. Do lado Republicano, claro. A sondagem de ontem, sob o patrocínio da Reuters e do IPSOS, mostra claramente que Donald Trump está muito à frente dos outros correligionários do seu partido. Tem mais de 40% das intenções de voto. O segundo nome é o de Ted Cruz, umas décimas acima dos 10%, ou seja, está fora de combate. Cruz seria, de qualquer modo, uma escolha preocupante.

Trump vai certamente ser o candidato Republicano à presidência dos EUA. A única maneira séria de ver essa escolha é a de dizer, sem ambiguidades, que se trata de uma desgraça e de um perigo. O homem representa a fatia mais retrógrada da opinião pública americana. A mais extremista, incluindo do ponto de vista do racismo. E a mais perigosa, nomeadamente no que respeita ao relacionamento da América com várias regiões do globo.

Pior ainda, num embate decisivo entre Trump e Hillary Clinton, que deverá ser a candidata do lado dos democratas, a mesma sondagem mostra que Hillary teria imensas dificuldades em sair vencedora. É verdade que ainda faltam muitas milhas para chegar ao dia das eleições. E que tudo pode acontecer durante as campanhas de Trump e de Clinton. Mas qualquer deslize pode significar a vitória de Trump.

E o leitor já pensou o que seria a política internacional – já não falo da política doméstica, que isso é sobretudo matéria para o povo americano – se Donald Trump estivesse na Casa Branca?

 

publicado por victorangelo às 20:34

A história sempre se repete e hoje com este ascendente de Trump conseguimos enquadrar melhor os acontecimentos que marcaram a Europa na primeira metade do século passado.

Alguns comentários avulsos acerca desta preocupante situação:

- Talvez H. Clinton estivesse melhor preparada que Obama há uma década atrás. Da mesma forma que talvez Obama fosse hoje o candidato ideal para derrotar Trump. Ironias.

- O papel dos média será decisivo. Talvez compreendam a importância do que está em causa e prefiram vestir o fato de gala em vez caírem na tentação fácil do jocoso e da manchete lucrativa. Veremos.

- Se Trump for eleito, o que hoje deve ser encarado como possível, talvez a Europa seja obrigada a largar a sua atitude passiva perante as questões mundiais de segurança e diplomacia geral. Tarde, diga-se.
Por outro lado, o re-arranjo do xadrez mundial relativizará o papel de Putin. Parecerá agora muito mais fiável e sensato! Virar-se-à o mundo para Putin?
VascoB. a 24 de Janeiro de 2016 às 14:33

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