Portugal é grande quando abre horizontes

30
Jan 19

O gasóleo está nas bocas de muitos, no seguimento das declarações feitas pelo Ministro do Ambiente. Por isso, pensei que seria interessante contar-vos a minha relação pessoal com esse combustível.

Aqui vai.

Em fevereiro do ano passado cheguei à conclusão que era altura de me desfazer do meu Jaguar a gasóleo. O carro tinha sete anos e picos, estava como novo, por dentro e por fora, com uma série de acabamentos acima da média, uma cilindrada de alta gama e um consumo razoável para a potência da máquina. Tinha pouco mais de 105 mil quilómetros e havia dormido sempre em garagens. Um brio e alta performance. Mas estava a ficar claro, aqui em Bruxelas e nos arredores, que o gasóleo iria perder valor. Na minha opinião, ou vendia nessa altura ou perderia ainda mais dinheiro.

Depois de uma longa discussão e muito teatro com o representante da marca em Bruxelas, aceitei que me dessem 14 200 euros pela viatura. Era o máximo possível, depois de duas ou três outras consultas. E o acordo previa que ficasse com a viatura até finais de junho, até à chegada do novo veículo, esse sim, a gasolina.

Acabou por chegar nos primeiros dias de julho. Quando entreguei o “velho” carro, o mercado não pagava mais do que 9 000 euros pelo mesmo. Felizmente que o meu contracto de fevereiro continuava de pé. E foi cumprido.

Entretanto a marca viu as encomendas de novos carros a gasóleo cair de modo muito acentuado. E o preço do gasóleo em Bruxelas é hoje bem mais caro do que o preço da gasolina.

Mas a discussão sobre cada um destes combustíveis irá continuar.

O sector automóvel será um dos sectores que mais transformações verá nos próximos 5 a 7 anos.

 

 

 

publicado por victorangelo às 17:47

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