Portugal é grande quando abre horizontes

18
Set 15

A poucas semanas das eleições em Portugal e longe da pátria, penso que estas deveriam ser fáceis de ganhar, do lado do PS. Depois de quatro anos de gestão apertada, e de ataques cerrados contra o governo actual na imprensa e nas televisões, a tendência seria, para os eleitores do centro, de se deslocarem agora para a esquerda e votarem socialista.
Mas as sondagens que vão surgindo mostram um partido com dificuldades em convencer os eleitores. Talvez as sondagens estejam equivocadas. Talvez aconteça uma surpresa. Talvez.


A verdade é, no entanto, que as previsões não são boas, para já. Por que razão? Será uma questão de liderança? Será por haver medo, na sociedade portuguesa, de um partido com uma marcada inclinação perdulária? Será por a mensagem não passar? Por que será?


Perante estas interrogações acabei por dizer a um amigo meu que ainda me vou inventar uma nova carreira, de chefe propagandista e gestor de campanhas. Noutros países, é um bom emprego. O meu amigo Mark Malloch Brown começou a sua carreira internacional assim e acabou como chefe grande na ONU. E há outros exemplos de gente que andou a aconselhar campanhas e com sucesso.


Não é que eu esteja a precisar de iniciar uma outra nova vida profissional. Mas seria divertido. E penso que obteria melhores resultados dos que estão agora à vista.

publicado por victorangelo às 19:26

Se precisar de um braço direito - ou esquerdo, conforme - ofereço-me para ajudante.

De parte a parte (PS e PSD/CDS) já por diversas vezes disse que eu próprio faria melhor. E não sou propriamente um entendido na matéria, o que é ainda mais preocupante.

Só como dica, os gestores de campanha poderiam tentar perceber (relembrando um post deste blog) porque razão a Correio da Manhã-TV conseguiu cavar um espaço num mercado difícil de canais noticiosos: Proximidade. Nivelamento dos problemas locais em relação aos problemas de Lisboa. São os primeiros a chegar e dão voz a todos. Dão-lhe existência.

Os nossos partidos ainda não perceberam que as eleições não se ganham em Lisboa apenas e não basta ir à feira da Beira ou do Minho nas vésperas das eleições. É preciso falar diariamente dos anseios e problemas locais, as pessoas necessitam de se rever e sentir representadas.

Se o distrito de Lisboa tem 2 milhões é preciso compreender que nos restantes existirão 8 - e votam. Os nossos media ainda não o perceberam, e os partidos também não.

Largar o umbigo seria o meu primeiro conselho. Largar o retrovisor e deixar de falar constantemente no passado seria o segundo.
VascoB. a 19 de Setembro de 2015 às 14:43

Caro Vasco,

Excelente comentário. Excelente "olhar para a frente", que é a maneira certa de lidar com a política e o país.

Obrigado.

VA

victorangelo a 22 de Setembro de 2015 às 08:03

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