Portugal é grande quando abre horizontes

23
Set 19

O discurso que Greta Thunberg pronunciou hoje nas Nações Unidas, na Cimeira sobre o Clima, vai ficar na história. Foi uma intervenção curta, profundamente humana, sentida, verdadeira e directa. É impossível ficar indiferente perante o que disse e a maneira como o disse.

Mas os líderes políticos têm como uma das suas características o ficar indiferente. É isso que se viu, em grande medida, ao longo da cimeira. Em vez de falarem do que é possível, da sequência das acções que poderiam ser levadas a cabo, prometem financiamentos que não se realizam, fundos de compensação em que ninguém acredita, prazos que estão para lá do razoável, com metas prometidas para daqui a 20 ou 30 anos.

A verdade é que há urgência. Essa é a mensagem que fica, quando se ouve Greta e os outros jovens que estiveram ontem e hoje em Nova Iorque. E fica igualmente uma réstia de esperança, quando se vê que esta nova geração milita de modo determinado pelas mudanças que se impõem mas que os políticos de agora preferem ignorar ou tratar com paninhos quentes e muita conversa.

Greta merecerá o Prémio Nobel da Paz deste ano. Mas merece ainda mais: que a tratemos com respeito e que respondamos com medidas concretas e estruturantes aos desafios que nos lança.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:39

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