Portugal é grande quando abre horizontes

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Jun 15

Há por aí uma certa dose de racismo contra os chineses. Convém estar atento. Trata-se de um sentimento que é preciso combater sem folga. O racismo é a forma mais acessível de resolver uma série de frustrações. É uma maneira primária de encarar a concorrência ou a percepção de uma ameaça exterior. Começa por uma ponta e depois abrange toda uma variedade de casos.

É evidente que há que proteger o que possa ser considerado de interesse nacional. Mas é preciso fazê-lo com muita inteligência, que o mundo de hoje já não é o de há vinte ou trinta anos. E é igualmente importante fazê-lo num quadro mais amplo, que multiplique as nossas forças e as nossas capacidades de resposta. Por isso, muitas destas coisas relacionadas com os investimentos estrangeiros e o comércio internacional devem ser vistas no conjunto europeu.

A China é um país extremamente poderoso. Tem a força dos grandes números. Mas é igualmente um estado que sabe quais são os limites da soberania. Responde bem quando lhe lembramos esses limites. É tudo uma questão de se saber negociar e de ter a coragem das nossas ideias e dos nossos interesses colectivos.

publicado por victorangelo às 20:40

De facto o Racismo é uma forma algo primária de expressão de receios e problemas internos.

Sobre a China, não consigo deixar de pensar que a esse gigante lhe falta apenas saber vender (ou renovar) a sua imagem. Repare-se que, se o investimento externo viesse de outras paragens, seria recebido de passadeira... vermelha. Fossem quais fossem as intenções, mais ou menos nobres, dos investidores.

Mais uma vez, a diplomacia e o marketing parecem duas faces da mesma moeda. A coca-cola e os direitos humanos.
VascoB. a 23 de Junho de 2015 às 07:49

Um comentário bem pertinente. Obrigado.

VA
victorangelo a 23 de Junho de 2015 às 17:54

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