Portugal é grande quando abre horizontes

13
Jan 17

Leio com alguma frequência dois dos principais diários publicados na Índia: The Times of India e The Hindu. Comecei a fazê-lo antes da minha última viagem ao país, que teve lugar em Abril de 2016, e continuo essa prática, porque a Índia está cada vez mais na pista acelerada do futuro. Também porque me permitem lembrar que o mundo é mais diverso do que aquilo que exergamos desenhado nas nossas quatro paredes.

A Índia será o país mais populoso da Terra. E uma das economias mais fortes. Tem um mercado que continua fundamentalmente por explorar, embora se note já um desenvolvimento extraordinário, sobretudo quando se compara o agora com o que existia no início deste Milénio. Mas é um mercado difícil de penetrar. A atitude predominante é profundamente nacionalista e virada para os investidores internos ou então para os Indianos da diáspora.

Por falar na diáspora, a visita do primeiro-Ministro português foi seguida por estes diários como uma curiosidade de quinta página. Foi sublinhado, acima de tudo, o facto de António Costa ser de origem indiana e ter conseguido chegar a chefe de governo de um país Ocidental. E mais uma ou outra particularidade, como a refeição com a família em Goa.

Tudo isto prova a sensibilidade indiana às questões rácicas. A opinião pública tem por hábito ver a sua diáspora como sendo discriminada nos países ocidentais. E neste caso, não será assim. Por isso, é notícia. Ou seja conta o homem e as suas raízes, não o país que ele representa oficialmente.

 

publicado por victorangelo às 20:39

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