Portugal é grande quando abre horizontes

25
Ago 16

O burkini tapa muita coisa

Victor Ângelo 

 

            A interdição do uso do chamado burkini, em várias praias de França, é uma medida bastante controversa. A favor, encontramos uma boa parte da classe política francesa, incluindo ao mais alto nível, segundo se percebeu ao ler as declarações recentes de Manuel Valls, o primeiro-ministro. Argumentam, no essencial, que se trata de uma maneira de vestir que traz, de modo ostensivo e provocatório, a militância religiosa extremista para um espaço comum de lazer, criando assim situações que podem perturbar a ordem pública. Este argumento vale o que vale. Mas a verdade é que a legalidade da interdição acaba de ser aceite pelo Tribunal Administrativo de Nice. Contra, estão a Liga dos Direitos Humanos e certas organizações islâmicas, que veem na proibição um ato discriminatório e contrário à liberdade individual. E no meio da polémica surge a questão dos direitos das mulheres, sem que a sua voz seja particularmente ouvida.

            Em Portugal e noutros países da Europa com uma proporção pouco expressiva de muçulmanos residentes, não se entende o que está em causa em França. Como também o não compreendem os britânicos, apesar do peso das comunidades islâmicas no quotidiano do Reino Unido. Nesse país, o alheamento perante o que é diferente e a segregação informal criaram um equilíbrio social entre mundos paralelos, que vivem à parte e fingem ignorar-se.

            Voltando à França, a contenda esconde questões muito sérias. Na minha leitura, estamos perante mensagens políticas de um novo tipo e sinais de uma crise de sociedade que se anuncia. O que os políticos parecem querer dizer é que esperam dos muçulmanos de França um comportamento que mostre que estão dispostos a integrar-se mais e melhor na cultura do país, tal como esta é entendida pela maioria da população. O burkini poderá ser uma solução no Norte de África ou no Médio Oriente. Não cabe, no entanto, na maneira laica, moderna e sem preconceitos de estar na vida que se pratica no Ocidente e em particular nos areais do Mediterrâneo da Côte d´Azur. Mais ainda, a sua introdução é vista como mais uma bandeira de uma campanha que certos sectores radicais pretendem promover, com vista a ganhar importância política através de uma militância de cariz religioso extremo. 

            Tudo isto reflete as novas inquietudes que se vive em França – e noutros países da vizinhança. Uma parte da França ficou traumatizada com a ocorrência sucessiva de atentados. É igualmente revelador de um conflito latente entre comunidades nacionais, que só espera que surjam faíscas, como as dos burquinis, para que se acendam os ânimos e se extremem as posições.

            Terá sido atingido o limite de tolerância em relação à diversidade cultural e étnica, em sociedades como a francesa? Iremos entrar numa fase de conflitos abertos e de discriminação deliberada contra quem é diferente? Veremos certos grupos minoritários, mas convencidos da sua superioridade religiosa e da força da sua determinação, começar a pôr em causa os valores do secularismo, da igualdade entre os homens e as mulheres, da liberdade de escolhas, incluindo a possibilidade de não se acreditar no além? Grupos que procurarão impor um modo de estar na vida que nada tem que ver com as práticas europeias de hoje?

            Haverá certamente motivos para se estar ansioso em relação ao futuro. Há, no entanto, que debater estas questões com serenidade. Mas, para já, devemos ficar preocupados por ver que os autores dos atentados estão, em certa medida, a conseguir realizar dois objetivos importantes. Dividir a sociedade, por um lado. Por outro, levar os políticos e a opinião pública a concentrarem a sua atenção em questões que não deveriam ser mais do que assuntos marginais no grande espectro de problemas que a França e alguns dos seus vizinhos têm pela frente. Incluindo nós, enquanto parceiros no mesmo espaço geopolítico.

 

(Texto que hoje publico na Visão on line)

publicado por victorangelo às 17:58

"Não cabe, no entanto, na maneira laica, moderna e sem preconceitos de estar na vida que se pratica no Ocidente e em particular nos areais do Mediterrâneo da Côte d´Azur."

Se é alica a sociedade, não deveria discriminar religiões e tratá-las como iguais. Depois essa dos "sem preconceitos" está boa. tanto e tanto preconceito que anda neste Ocidente.
Daniel João Santos a 25 de Agosto de 2016 às 21:26

Infelizmente existem religiões que usurpam o poder das leis e chamam-lhes práticas religiosas. Agora depende de cada um opinar sobre o que é mais forte o poder de uma sociedade ou o poder de uma religião. Certamente para os muçulmanos o poder da religião permite-lhes fazer tudo e mais alguma coisa em nome do Deus deles.... e quando é assim, as restantes pessoas devem publicamente debater esta questão.
Andre Filipe a 26 de Agosto de 2016 às 10:14

Em primeiro lugar, aqui não está em causa nenhuma religião, mas uma coisa muito diferente, chamada Cultura. Muitas destas mulheres que vivem na Europa, e não apenas em França (até acontece na nossa vizinha Espanha), já nem são grandes religiosas, algumas são praticamente ateias. Atrevo-me a acrescentar 99,9%, completamente livres, obedecem à sua de livre e espontânea vontade, por opção pessoal. No entanto, estão a negar-lhes esse direito. Curiosamente, vejo gente imbecil que acha isso muito correcto e atinado.
O (falsamente) chamado "burkini" não é um determinação da religião islâmica e não é usado em todos os países islâmicos. Portanto. não é uma questão religiosa, mas cultural (se bem que a religião é um dos principais elementos da cultura de um povo).
Só entendo como legitimo o direito de proibir se algo prejudica alguém ou alguma instituição - não é o caso.
Se a questão é proibir o que se não gosta, então começo a fazer a rol das minhas exigências... e estou certo que terei tantos partidários como os "anti-burkini".
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 11:22

Muito bom, grande resposta...gostei. Claro e objectivo.
BLITZZZZ a 26 de Agosto de 2016 às 11:44

"Aheda Zanetti is a Lebanese-Australian designer, most famous for her creation of the “burqini/burkini”, a special swimsuit designed for Muslim women in 2003." Qual a parte de "Muslim" que não entende?
E para o esclarecer melhor o quão cultural é: "O prophet, tell your wives, your daughters and the wives of the believers that they shall lengthen their garments. This is better so that they will be recognized and not molested. God is Forgiver, Merciful." 33:59
Portanto agradeço que não tente iludir as pessoas ao invocar práticas culturais, não lhe fica bem e é intelectualmente desonesto.
E termino com esta: "if you can't explain it simply you don't understand it well enough" Albert Einstein
André Filipe a 27 de Agosto de 2016 às 09:47

Já foram a países muçulmanos? já levaram a v/ mulher? Por alguma razão os Judeus combatem a milhares de anos os muçulmanos...
É tudo muito bonito, igualdade, fraternidade e liberdade - palavras sábias que se desvanecem aquando atentados terroristas, que para vocês continuam a ser refugiados...
Eu já vivi perto com muçulmanos e de paz não têm nada, as coisas têm de ser como eles dizem, Fica o desafio - antes de continuarem a colocar noticias sobre estes parasitas que são iguais a ciganos e que vocês não aceitam. Ide passar 1 ano das v/ vidas para França, Suécia, Noruega, Inglaterra, Alemanha e digam depois qual é o principal problema daqueles países, filmem todos os dias da v/ vida junto daqueles que protegem e depois coloquem online, seja facebook, twitter, etc etc.
Qualquer pessoa/politica/qualquer coisa mais, que aplique as suas ideias à força não vale nada... Invadir países com estatuto de refugiado, que se eu fosse como eles poderia também fugir deste país como refugiado devido às politicas e impóstos impostos pelo governo. IMI pela quatidade d sol? onde já se viu?? Vou fugir para a Europa pedir asilo, receber dinheiro para estar na boa vida o resto da vida e ainda tenho a possibilidade de estuprar mulheres todos os dias, maravilha (PARAISO). Vou criar uma descendência à força... desde que não sejam islâmicas tenho o direito de fazer o que quero pela minha religião, não me ralo desde que eu tenha prazer, o resto é história...
Raul a 26 de Agosto de 2016 às 10:40

Tem muita razão no que diz.
Hoje em dia impera o liberalismo radical no Ocidente em contraponto com o aumento do radicalismo islâmico.
Acham que tudo tem direito a tudo, mesmo que a liberdade de minorias choquem com as da maioria.
Neste assunto em concreto, julgo que os nossos liberais, só tomarão consciência do mundo islâmico, quando este estiver instalado na Europa e não falta muito para acontecer
Carlos a 26 de Agosto de 2016 às 11:20

Não concordo em nada com o Raúl.
Eu não só visitei como trabalhei em mais do que um país islâmico, da Líbia (de Al-Gaddafi até à Syria, antes da guerra - que nesse tempo era um mais segura do que a França). E posso afirmar, sem medo nem exagero: um árabe tanto pode ser um amigo fiel para a vida toda, como um feroz inimigo - isso depende apenas da forma como soubermos respeitar a sua cultura. São pessoas que valorizam muito a sua cultura, a sua família e alguns bens pessoais.
Vivi quase um mês numa casa que nem sequer tinha porta da rua - era uma cortina, tipo tapeçaria. Ficava numa rua estreita, mas com algum movimento. Por burrice, nos primeiros dias eu construí uma porta de cartão que segurava com dois bocados de madeira e coloquei umas latas para servir de campainha. O dono da casa (Marouane al-Zaffali) obrigou-me a retirar e garantiu por Allah que estava seguro... ainda estou aqui (embora nunca mais quisesse repetir a aventura).
Aí tive de me adaptar a coisas que eu achava estúpido, mas a verdade é eu respeitava e eles respeitavam-me. por exemplo, durante o Ramadão eles não comem enquanto houver luz do sol, eu comia mas de forma discreta, sem ser ostensivo, não na frente de pessoas, sobretudo crianças. Sempre vi em paz, com medo porque sou desconfiado por natureza, ma nunca tive indícios de perigo, nem sequer de rejeição.
No meu humilde ponto de vista, a paz na Europa depende da nossa postura em relação a estas culturas. Os islâmicos não defendem os terroristas. Aliás, são as suas principais vitimas. No entanto, regozijam-se quando algo corre mal aos seus inimigos, àqueles que os rejeitam ou que põe em causa os seus interesses e a sua cultura. Por norma, quando há um atentado contra o "inimigo", eles apoiam os efeitos dos ataques (que acham um castigo de Deus), mas são contra os atacantes. Talvez seja difícil de entender, mas essa é uma das suas características.
Este tipo de postura segregacionista, discriminatória e islamofóbica só terá maus resultados. Para mim é um erro crasso e um atentado à liberdade. Aliás, a França não é um bom exemplo em termos de Liberdade, mas é um paraíso para a libertinagem. Este tipo de proibições são taras e demências dos franceses que já começam a chegar nossa Península.
O pior é que este tipo de loucuras de alguns bananas ignorantes, tem dois efeitos muito perversos: Primeiro - geram insegurança, fazem com que os islâmicos desculpem a violência e aumenta a sua união em torno de um ideal. Assim, mesmo os que não ligam a estas tradições passam a defendê-las de unhas e dentes.
Segundo - gera tanta revolta nos seus países que impede a abertura à mudança e a aceitação de outras culturas e práticas, sobretudo ocidentais.
Não me admiro que as bestas dos franceses (incluindo os políticos, que são gente de pouca cultura e sem valores) ponham em prática e defendam estas imbecilidades. O que eu acho estranho e me fere é que haja portugueses a alinhar com esta estupidez.
E eu que pensava que os portugueses tinham aprendido a conviver, aceitar e respeitar culturas muito diferentes. Pelos vistos enganei-me. Há portugueses que regressaram à cultura do sec. XV, esquecendo-se que nós só triunfamos quando soubemos aceitar a diferença de culturas, após finais do sec.XV.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:14

É isso mesmo, é uma questão de respeito.
Simplesmente devemos respeitar o país que nos acolhe. E eu sei do que falo porque também sou emigrante.
JC a 26 de Agosto de 2016 às 13:23

O interessante neste comentário, grande, bonito, bem escrito, é afirmar que bastou adaptar-se aos hábitos do país ( teve de retirar a porta, comer às escondidas para não ferir suscetibilidades , entre outros) mas defender que a população que acolhe pessoas com outras mentalidade é hábitos têm de se adaptar a eles. Não será legítimo que sejam os novos cidadãos a terem de se adaptar ao ambiente?
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 14:24

O Comentário está muito bom, se fosse eu a escreve-lo não mudaria uma virgula. Veja-se por exemplo a vergonhosa atitude da equipa de natação masculina dos E.U.A. A inventar uma mentira rocambolesca, pondo em causa a credibilidade e o esforço organizativo de um País. Quando vamos para um País que não o nosso, a primeira regra é adaptar-se aos usos e costumes desse País, e o mais importante ás suas leis. No caso do "Burkini" não há lei que proíba o seu uso aqui no ocidente. Aliás já veio notícia a público que o Tribunal Francês rejeitou a proposta de proibição. Aliás o paradoxo nos noticiários foi o de mostrarem, mulheres a usar o tal de "burkini" na praia e depois o mostrarem Freiras/Irmãs também na praia de véu e hábito. Nesse caso as Freiras, também deveriam de ser multadas. Não sou a favor nem contra os muçulmanos, a mesma coisa com Judeus, Ortodoxos, Protestantes...etc. Porque se fosse para ser racista, á muito que vivia numa bolha. A europa está cheia de Chineses, americanos, brasileiros, venezuelanos...etc. Você já viu algum chinês a ser enterrado em Portugal? nunca vi.
Blitzzz a 26 de Agosto de 2016 às 15:47

Muito bom...grande resposta. Parabéns.
Rui Martins a 26 de Agosto de 2016 às 15:32

Ao "Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:14"
Boa tarde
Seu comentário tem partes interessantes para esta discussão que não é nova mas que volta a estar no top de noticias por via do usa não usa, tira não tira esse tal de burkini que segundo li foi uma criação de uma australiana para uma sobrinha (naturalmente islâmica) poder estar ao sol sem se queimar lá na Austrália. Verdade ou mentira vendo como comprei. De resto não é o importante.
Voltando ao seu comentário como disse achei interessante, cordial e convidativo ao respeito mutuo e universal o que é sempre de louvar. Por isso em grande parte subscrevo o seu comentário.
Contudo tem uma passagem que é contraditório com o que você defende ao longo e sobretudo no final do texto onde alude ao passado de Portugal e, acrescentaria eu, quando afinal foi Portugal um pequeno grande pais que deu novos mundos/povos ao mundo.
O que encontrei de contraditório está nesta passagem do seu texto "Vivi quase um mês numa casa que nem sequer tinha porta da rua - era uma cortina, tipo tapeçaria. Ficava numa rua estreita, .... Por burrice, nos primeiros dias eu construí uma porta de cartão que segurava com dois bocados de madeira e coloquei umas latas para servir de campainha. O dono da casa (Marouane al-Zaffali) obrigou-me a retirar e garantiu por Allah que estava seguro... ainda estou aqui (embora nunca mais quisesse repetir a aventura).
Aí tive de me adaptar a coisas que eu achava estúpido, mas a verdade é eu respeitava e eles respeitavam-me. por exemplo, durante o Ramadão eles não comem enquanto houver luz do sol, eu comia mas de forma discreta, sem ser ostensivo, não na frente de pessoas, sobretudo crianças. Sempre vi em paz, com medo porque sou desconfiado por natureza, ma nunca tive indícios de perigo, nem sequer de rejeição.".
Os contraditórios do seu comentário são: 1) - Você relata uma vivencia passada em um desses países islâmicos entre a Líbia e a Syriao de que você falou.
2) - Você quis de algum modo ter o conforto de ter porta na sua casa como, deduzo, sempre terá sido o costume, normal e natura,l em que você viveu antes de viver nesse país e hoje em dia onde quer que viva (acredito inclusive que seja em Portugal onde as casa tem porta e ninguém considera isso antinatural).
3) - Segundo as suas próprias palavras você foi "OBRIGADO" a tirar.
4) - Apesar do dono da casa lhe garantir por Allah que estava seguro, voçê prefere nunca mais repetir.
5) - Você se adaptou a coisas "estupidas" para si mas ainda assim aceitou respeitar para ser respeitado também.
6) - No Ramadão porque eles não comem enquanto há sol, você "comia... de forma discreta, sem ser ostensivo,... na frente de pessoas, sobretudo crianças."
7) - E pelo seu respeito por todas as situações dos pontos acima, voçê "Sempre vi em paz, com medo porque sou desconfiado por natureza, ma nunca tive indícios de perigo, nem sequer de rejeição."
NOTA PESSOAL: optei por não corrigir os seus pequenos erros de escrita apenas para me manter fiel às sua palavras.
Você fez o que lhe competia enquanto estava em um pais de costumes, cultura e religião diferentes dos seus. Mas uma vez que voltou ao seu pais de origem, julgo que Portugal, acredito que retomou seus hábitos pessoais, costumes culturais e religiosos normais e naturais do seu pais. Ou seja quem vem de fora deverá se adaptar o melhor possível sem que com isso perca ou deva perder a sua identidade. Quando assim não for só há uma solução. Voltar à sua origem. Mas mais ainda que adaptar tem que respeitar os "donos" do lugar para onde foi.
É aqui que sobressai as suas contradições. Tenho 58 anos e em criança o pior que havia eram os ciganos. Estes as coisas que nós, os não ciganos, legitimamente ou nem tanto, os culpávamos era a sua auto posição de párias, uma sociedade, um povo em tudo à parte, sem o minimo interesse de se integrar ou respeitar regras, usos, costumes, leis do meio social em que viviam. Claro, verdade que do lado de cá, o lado dos não ciganos e da governança do pais a vontade de integrar também era pouca ou mesmo nenhuma. Uma situação tipo - tu não queres e eu prefiro assim. É útil ter a quem culpar dos medos do mundo . Um salto no tempo e chegam os Africanos de língua aportuguesa. Depois os Ucranianos...
Filportugal a 26 de Agosto de 2016 às 17:47

Já vivi e trabalhei em vários países muçulmanos. Nunca tive problemas, nunca me senti insegura em nenhum deles (apesar de no Dubai um homem ter recusado dar-me um aperto de mão no início de uma reunião por eu ser mulher e estarem no ramadão).

Não sigo nenhuma religião.
Respeito as crenças e praticas religiosas das pessoas. Mas no caso dos muçulmanos, não poderei nunca aceitar a forma como as mulheres são tratadas:
- as mulheres são simplesmente consideradas seres inferiores
- as mulheres têm de depender sempre dum homem
- as mulheres não podem ser totalmente independentes financeiramente
- as mulheres têm de cobrir/esconder o corpo para não "perturbar" os homens (Que raio de homens são esses? São alguns animais?)

Sendo portuguesa e sabendo o que as mulheres evoluiram na sociadade deste país em 50 a 70 anos, não se pode aceitar a forma atrasada como as mulheres são vistas e tratadas pelos muçulmanos. É inaceitavel termos muçulmanos a pretenderem mudarem-se para a Europa para terem uma vida melhor e não respeitarem os fundamentos básicos desta sociedade: tratar homens e mulheres de forma igual.
Sem isto nunca haverá "vida melhor".

E pensando em países em conflito:
- já alguma vez repararm que sempre que há um atentado/ataque nunca se veêm mulheres nos hospitais ou a serem resgatadas pelas equipas de socorro?
Será que as mulheres são deixadas para "se curarem sózinhas"? Ou não valem a pena ser salvas? Ou têm tanta sorte que nunca estão onde caem as bombas?
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 18:53

Concordo a 300% consigo, sou mulher e acho que esta questão é acima de tudo um discurso de odio contra as mulheres que são tratadas como objectos sexuais e que se têm de tapar para os homenzinhos se conterem...e inaceitável. e choca-me como agencias de dtos humanos falam em liberdade para o uso do burkini, quando isto é um simbolo de opressão e objectificação da mulher e já agora de estupidificação dos homens que assumem papel, como a anonima disse e muito bem, de animais que não se contêm!! O uso do burkini e esta mentalidade de tratar as mulheres assim é uma dupla ofensa para homens e mulheres. Lembro que se não usarmos a nossa liberdade para defender a liberdade (verdadeira) de outro/a qualquer dia não teremos nós mesmos/as liberdade. Isto é, quem se sente à vontade ao pé de gente que tem a mentalidade de que a mulher tem de se cobrir? qual é a mulher ocidental que se sente confortável ao pé de homens que nos começam a olhar de lado??? já não para falar delas (de burkini) que nos fulminam por não estarmos «devidamente» tapadas??? haja paciencia. liberdade é anti-opressão, e o burkini é opressor (para dizer o menos).... é um simbolo misógino e de intolerância!!!! ps: já tive no medio oriente e sim somos fulminadas se andar de shirt de manga cava!!!!! ridículo!!!....
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 20:36

Não se percebe o anonimato do comentador em questão. Prega bem e, pelos vistos, ou está a fazer um frete aos muçulmanos, ou então é um infiltrado. Se tivesse a dignidade que apregoa, não se refugiava no anonimato. Assuma-se.











Anónimo a 27 de Agosto de 2016 às 02:57

Ó amigo "anónimo", esse seu comentário tem que se lhe diga... não concorda comigo embora me dê razão, este a viver entre eles e com medo, temos de aceitar outras culturas mas os filhos do Islão não aceitam... Voce tem uma PIADA...
raul a 29 de Agosto de 2016 às 18:28

"receber dinheiro para estar na boa vida o resto da vida e ainda tenho a possibilidade de estuprar mulheres todos os dias, maravilha (PARAISO). Vou criar uma descendência à força..."
Qual foi o filme em que viu isto? Ou será que bebeu algo que não devia?
Atente no seguinte: excluindo os fundamentalistas (que são o principal terror dos islâmicos e estes a suas principais vitimas), uma mulher não é assim tratada. Aliás, deixe-me dar-lhe um exemplo: entre os Sunitas, quando se dá um casamento islâmico, a primeira coisa que o homem faz ao chegar casa, é ajoelhar-se e lavar os pés da mulher, em sinal do dever de a respeitar e cuidar dela, mesmo com sacrifício da própria vida. Eu sei que não é isto que se diz na Europa e que , provavelmente, fruto da libertinagem que por cá impera, já nem seja a prática... mas aí a culpa e nossa e não deles.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:43

E os Judeus gostam de Cristãos? toleram-nos, mas fale com um sobre aquilo em que acredita (se você acredita, claro), e verá o que ele lhe diz. Até na Igreja do Santo Sepulcro (Terra Santa) há tensão entre cristãos (Coptas, Católicos, Ortodoxos.), só quem já lá esteve e vê o que se passa...eu estive lá e vi.
Rui Martins a 26 de Agosto de 2016 às 15:51

Se eu for a um Pais Muçulmano a onde o véu é obrigatório nas praias não é permitido usar fato de banho normal por qualquer pessoa quer seja europeu ou de outro Continente. Acho muito bem que um País não Muçulmano exige os mesmos rigores dite as suas leis todos com os mesmos direitos e deveres (costuma-se dizer na minha casa mando eu). Não Esquecer que há Países Muçulmanos como a Jordânia e outros onde não há esse fanatismo.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 11:45

Fanatismo não é islamismo.
Mas, se pensa que na Jordânia pode fazer o que lhe apetece, experimente assar um porco na rua. Ou então, experimente obrigar uma mulher a despir um "burkini", como aconteceu em França, um país onde supostamente há liberdade.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:22

"Acho muito bem que um País não Muçulmano exige os mesmos rigores dite as suas leis todos com os mesmos direitos e deveres..."
Ou seja, acha muito bem que isto continue como está - eles lá estão correctos porque é lá, nos cá estamos correctos porque estamos cá...
Assim não se muda nada. A aculturação é um processo lento e não se faz pode fazer por decreto.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:26

Grave, foi em paises muçulmanos, o ataque e assassinio de cristãos e destruição de igrejas, sem toda esta publicidade!!! Em roma sê romano!!!
Luque a 26 de Agosto de 2016 às 11:50

Completamente de acordo. Esse assunto que deveria ser tratado como crime contra a Humanidade e punido em Tribunal Internacional.
O fanatismo tem que ser punido exemplarmente, abrindo lugar à tolerância e à liberdade...

Também por isso, o que os franceses querem fazer também deveria merecer a sanção da ONU.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:47

Em Portugal e noutros países da Europa com uma proporção pouco expressiva de muçulmanos residentes, não se entende o que está em causa em França? O senhor deve viver noutro planeta. Bastava levantar o rabo da sua cadeirinha confortável e viajar até França, onde a raça muçulmana atinge já proporções descomunais, que põem em causa a segurança nacional desse país. Bastava o senhor andar lá de autocarro ou de qualquer outro meio de transporte para perceber que os franceses já estão em minoria porque os casais muçulmanos têm três e quatro filhos, pagos pelo estado francês, numa altura em que a percentagem da população infantil realmente francesa está em declínio, tal como na maioria dos países europeus. A França está entregue aos 'bichos' e o senhor vem dizer que há uma 'proporção pouco expressiva'?!!! Viaje e conheça, meu senhor, e depois talvez possa escrever sobre esses temas. Pode ser que venha de lá um pouco mais iluminado!
Sofia Santos a 26 de Agosto de 2016 às 11:58

Se os franceses estão em minoria, pior ainda. Isso é negar a essência a democracia.
Imagine-se este exemplo: uma escola onde 1000 alunos são Islâmicos e 10 franceses. Numa escola destas há alguma justificação racional para servir carne de porco na cantina?
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 12:30

Que eu saiba aqui na França sempre comi carne de porco na escola porque é que as coisas onde mudar.
Nao sao eles que vieram para cà, entao que se adapem! Que é o que muitos de vocês dizem nos vossos comentarios ao terem estado num desses paises musulmanos, tiveram que se adapterem.
E para quém nunca saiu de Portugal eu nasci em França onde vivi até aos meus 13 anos, fui para portugal até fazer a tropa. Voltei para França dos 22 até os 27 e voltei para portugal porque queria uma mulher Portuguesa de Portugal e vivi em Portugal até os meus 42 anos e tive que voltar a emigrar devido a crise que se vive no pais. Hoje tenho 48 anos e posso dizer que as coisas aqui nao se amelhoraram em nada, bem pelo contrario trabalho com musulmanos e posso dizer que nao respeitam em nada os nossos habitos e muito menos em quanto pessoa, sempre tive que fazer os trabalhos mais sujos e duros e todos os Portuguese que me viam diziam que eles gozavam comigo. Até que um dia um deles pega numa bandeira Portuguesa que era duma das senhoras da limpeza e que estava arrumada e começa a dizer: "Caralh...sta fod...! e mais nao digo! Calei-me por saber que era so provocaçao até eu dizer para puxar o cabo que tinhamos como missao de trazer até aqule local. Ai eu explodi e disse-lhe algumas verdades e ele começo a amiaçar-me com uma navalha que tinha no bolso e eu so lhe disse que a puxa-se para fora que eu fazia-lhe a engolir! E nessa altura disse-lhe tudo o que me veio a cabeça e quando viu que nao tinha medo dele começo a respeitar-me porque impus-me e o problema esta ai as pessoas tém medo deles que seja num comboi, num autocarro ou noutro lugar publico eles querem sentirem-se senhores e donos de tudo! E claro depois ouço dizer que as pessoas em frança sao racistas; Racistas sao eles que nao fazem nada para se adaptarem e ainda sao de uma violencia gratuita que nao fazem ideia e como ex. tenho um primo que pediu a 3 rapazes onde ficava determinado sitio para onde ia dormir porque se tinha perdido e que frequentava a universidade que ficava ali ao lado, levaram-no para traz de um dos prédios e deram-lhe uma sova que cause o matava e nao bastando roubaram-lhe tudo e deixaram no em cuecas em estado de coma entre a vida e a morta. Teve que ser operado varias vezes e mesmo assim tém sequelas tal a violencia e querem saber de que origens eram, musulmanos acho que dà para compreender! Um pouco como esses irmaos gemeos que deram uma sova e deixaram-no por morto e eles vêm dizer que luvaram porada e marcas aonde estam de terem sidos agredidos, mais uma vez a historia esta mal contada. Filhos de um embaixador que supostamente deveriam ter alguma cultura e inteligencia mas pelos visto nao!
loureiro ferreira paul a 27 de Agosto de 2016 às 22:09

Na maior parte das vezes esconde altos materiais; que é uma pena não andarem à vista...
Cão do Maçãs a 26 de Agosto de 2016 às 12:25

As velhas que vêem com a sua lancheira de verga ao domingo deixam de poder pisar a areia da praia para banhar os pés?
João a 26 de Agosto de 2016 às 14:08

Acha que o fazem, por questões religiosas? Impõem alguma coisa ao não ser o facto de não estarem adaptadas a um modo de vida mais moderno e descomplexado? Não, está a confundir o inconfundível, apara além do mais são cada vez menos! E são como disse gente idosa com uma mentalidade de outros tempos! Estas tipas estão a conseguir da sua forma fazer com que todos estejamos a falar de islão e das suas regras tenebrosas, são à sua maneiras, porque são impuras combatentes dessa praga de quem ninguém a não ser os covardes do politicamente correcto defendem e impõem, tudo em nome da tolerância! mas que tolerância? Essa treta só existe para os outros? Vivemos um tempo de covardes hipócritas que têm uma agenda bem delineada, há um fito nisto tudo e não é liberdade, nem democracia, mas criar uma geração amedrontada e escrava à vontade, onde a reciprocidade e igualdade são uma miragem!
João a 26 de Agosto de 2016 às 14:18

O que é que usar burka, véu, burkini, hijab, niqab etc. tem a ver com ser muçulmana?
O uso dessas “vestimentas” trata-se apenas de um CÓDIGO, DE UMA “FARDA” imposta entre muçulmanos para diferenciarem quem são as Kaffirs (as infiéis do islão), pois antes da revolução islâmica do Irão em 1979 do Diabo AYATOLLAH KHOMEINI as mulheres nunca usavam nada disso. É sim uma interpretação extremista, ortodoxa e retrógrada do corão que começou a surgir depois desse ano; e por sinal esse DIABO tinha estado exilado em França (já na altura França acolhia terroristas).
https://www.youtube.com/watch?v=qEsCt2ua8Bg

E os “iluminados” não me venham com a teoria do laicismo pois esquecem-se que ao mesmo tempo estão a contradizer-se; pois se por um lado apoiam e promovem a separação do Estado em relação às comunidades religiosas e que a religião não deve ter influência nos assuntos do Estado; onde deve haver neutralidade; e se esse laicismo foi conquistado no mundo Ocidental, há cerca de um século, não se deve, e não se pode, permitir que determinados grupos étnico-religiosos venham de “mansinho” e com aparente “inocência” tentar impor determinados “costumes” específicos de uma ou outra religião, que devem ser exclusivamente cingidas à esfera privada dos cidadãos (casas e igrejas); e por esse facto se rejeitarem a nossa cultura, deverão ser multados e se for caso disso, deve ser rejeitado o pedido de cidadania. Ser parte de uma outra cultura inclui assimilar essa mesma cultura.
Se não podem fazer isso, então essa cultura ou país não é para eles.
A minha liberdade termina, onde começa a do outro
https://www.youtube.com/watch?v=WOMsdM2LpiY

E já agora leiam o testemunho de Faranaz Keshavjee, que não usa essas vestimentas, muçulmana, vinda há cerca de 40 amos, natural de Moçambique, Antropóloga, Socióloga, que escreve crónicas no jornal Expresso, foi candidata a deputada pelo partido Tempo de Avançar, (MODERADA E INTEGRADA NA NOSSA CULTURA) em que diz algo que tem toda a lógica, pois “essas” é que não querem ser reconhecidas…(PORQUE AS MULHERES QUE USAVAM VÉU NO TEMPO DOS PROFETAS ERAM AS PROSTITUTAS) é bem explicito isso e explica bem as diferenças entre muçulmanos Sunitas e Xiitas (daí muitas vezes se ver também em países maioritariamente muçulmanos ataques suicidas e que matam largas dezenas de pessoas.

http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/as-mulheres-que-usavam-veu-no-tempo-dos-profetas-eram-as-prostitutas=f649002
Filos a 26 de Agosto de 2016 às 16:43

Sou da opinião de que deve haver proibição. se nos quando vamos para la temos que usar burca por ser costume deles, aqui eles tem que tirar porque não é costume nosso.
Anónimo a 26 de Agosto de 2016 às 16:58

"uma maneira de vestir que traz, de modo ostensivo e provocatório, a militância religiosa extremista para um espaço comum de lazer, criando assim situações que podem perturbar a ordem pública" Se uma freira for a uma praia de Nice também é multada e forçada a despir o hábito?
É que bem vistas as coisas não consigo encontrar muitas diferenças...
imota a 26 de Agosto de 2016 às 17:36

Explique aonde viu freiras na praia? Eu vivi ate me casar a 100 metros de uma praia a da Rainha em Cascais, na Av. Valbom, tem uma serie de outras em volta, e jamais vi ali uma freira vestida quanto mais a fazer praia e passei anis na praia! Muita imaginação malvada têm vocês! Vi uma vez um padre, visto de forma normal, que acompanhava jovens e mesmo assim estava a organizar! Não vai aqui dizer que já viu um padre de batina na praia? Só a má fé pode afirmar uma coisa dessas! Diria para ter vergonha, mas seria tempo perdido.
João a 27 de Agosto de 2016 às 01:32



Definitivamente não frequentamos as mesmas praias, metafórica e literalmente falando. Má fé? Vergonha? Afinal parece-me que temos de falar com reverência de umas religiões e de outras não. Não tenho vergonha das minhas opiniões e quem escreve publicamente deveria perceber a importância do debate de ideias.

imota a 27 de Agosto de 2016 às 10:06

Disse tudo. Percebi claramente que quis apenas mandar barro para a parede. Já desconfiava.
João a 27 de Agosto de 2016 às 12:03

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