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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Evitar um conflito aberto entre os Estados Unidos e a China

https://www.dn.pt/opiniao/mudar-de-rota-para-evitar-a-colisao-13445950.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

"Realiza-se hoje a primeira cimeira do Quad, uma nova plataforma de consulta estratégica entre os Estados Unidos, a Austrália, a Índia e o Japão. Quad resulta da abreviatura de quadrilateral."

Assim começa este meu escrito. 

 

O povo heróico de Myanmar

A situação em Myanmar piorou bastante nestes últimos dias. Agora, a polícia e os militares atiram a matar. E publicam vídeos nas plataformas sociais com ameaças de morte contra os manifestantes. Apesar disso, a população continua a vir para as ruas e a expressar a sua oposição ao golpe militar. A coragem que mostram é exemplar. Merecem todo o apoio que lhes possa ser dado. Por isso, sugiro que a União Europeia se reúna com os líderes da região (ASEAN) e procure saber qual é a sua opinião sobre as acções que os europeus poderão tomar, em concerto com esses países, para aumentar a pressão sobre os generais golpistas. Esta é uma oportunidade que temos de mostrar que não agimos sem consultar os países da região.

Singapura, que é o maior investidor estrangeiro em Myanmar, já disse claramente que o golpe é inaceitável. É uma posição clara e muito importante.

Entretanto, a China está a perder terreno em Myanmar. Uma grande parte dos manifestantes considera que Beijing apoia os militares. Essa percepção não ajuda em nada os interesses chineses. Anteriormente já havia bastante relutância em aceitar os colossais investimentos vindos da China. No futuro, a relutância passará a ser resistência. Uma das dimensões que está a resultar da presente situação é um enorme desenvolvimento do orgulho nacionalista birmanês. Ora, um dos alvos tradicionais do nacionalismo nesse país é a China.

Sobre a Nova Rota da Seda

O meu texto de hoje no Diário de Notícias é sobre a China e a Nova Rota da Seda. Tem fundamentalmente duas mensagens. A primeira é que esta iniciativa do Presidente Xi Jinping é demasiado gigantesca. Revela uma pressa em ganhar acesso a várias partes do mundo, com projectos faraónicos a serem executados ao mesmo tempo, sem que se perceba se há uma lista de prioridades ou não. A impressão que fica é que não há uma hierarquia de prioridades. Xi Jinping deve ter considerado que o músculo financeiro da China daria para tudo. Parece-me um erro. Mesmo Deus, segundo dizem, resolveu fazer o mundo em sete dias e não tudo de uma só vez. A segunda é que não tem havido qualquer tipo de preocupação em conquistar o apoio das populações que são afectadas pelos projectos. Isto está a provocar um retorno da manivela, uma oposição crescente aos investimentos chineses. Esta poderá ser a fragilidade mais crítica de todo o empreendimento.

Logo que o texto esteja disponível em rede aberta colocarei o link no blog.

A China e o mundo de amanhã

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, lançou ontem um apelo de ajuda aos países em vias de desenvolvimento. Fez o que se esperava que fizesse e fê-lo bem. O problema é que os países mais desenvolvidos – os doadores tradicionais das Nações Unidas – estão todos presos de pés e mãos numa crise inimaginável. O apelo de Guterres não será ouvido. A própria comunicação social não teve espaço para lhe dar a ênfase que merecia. Cada um pensa apenas em si, no que se está a passar à sua volta, no interior das fronteiras nacionais. A agenda da cooperação internacional será uma das áreas profundamente afectadas pela crise. Já estava na mó de baixo. Agora, poderá desaparecer da lista de prioridades dos países mais desenvolvidos.

Um país que irá tirar partido da situação será muito provavelmente a China. Deverá aumentar a sua cooperação bilateral com vários países em desenvolvimento, sobretudo em África e nalgumas partes da Ásia. Mais ainda, mobilizará as empresas multinacionais chinesas para que contribuam em paralelo com o governo de Beijing. Será uma ofensiva conjunta do sector estatal e do empresarial. E com muita visibilidade e sentido prático. Mencionarão o plano de Guterres mas a sua ajuda será dispensada directamente. Só passará pela ONU o que possa servir para fortalecer a posição chinesa dentro do sistema das Nações Unidas. Uma posição que já está bastante forte, aliás. A China controla hoje várias agências e departamentos da ONU.

Curiosamente, por muito estranho que possa parecer, será a China um dos ganhadores com a crise actual, que começou, aliás, numa das suas províncias. O cenário geopolítico de amanhã tem todas as condições para ser bem diferente do que conhecemos até agora.

A nova era no Japão

Segui com algum cuidado a transição que acaba de ter lugar no Japão, do Imperador Akihito para o seu filho, o agora Imperador Naruhito.

Apesar da distância cultural que nos separa do Japão, este acto político deve fazer-nos reflectir. É, também, uma fonte de inspiração quando se pode observar uma outra prática do exercício do poder e do simbolismo. Sobretudo, quando o principal objectivo é o de assegurar a unidade nacional e o orgulho colectivo, que é indispensável para que haja optimismo e se possa acreditar no futuro.

As palavras que utilisarei, para resumir a transição que agora ocorreu e que tem uma importância enorme para a população japonesa, são cinco:

Simplicidade.

Brevidade.

Tradição.

Cerimonialismo

Elegância.

Mais ainda. O Primeiro Ministro Shinzo Abe discursou esta manhã, durante menos de dois minutos, para reconhecer a autoridade do novo Imperador. Referiu-se apenas a três ideias-chave, cuja menção me parece igualmente relevante. Unidade nacional. Paz internacional. Florescência da cultura japonesa. Três objectivos que cabem bem no novo período imperial, que procura combinar harmonia com beleza (Reiwa).

Em matéria política e de liderança, foi uma lição. Que aqui partilho.

Japão: um xadrez geopolítico complexo

"As declarações políticas mais recentes e as subsequentes decisões do governo em matéria de equipamentos e gastos militares mostram claramente quais são as prioridades de defesa do Japão atual. Revelam, igualmente, a complexidade do xadrez geopolítico em que o Japão se insere. A curto termo, trata-se de reforçar o sistema antimísseis, tendo presente os riscos e a imprevisibilidade da liderança da Coreia do Norte. A médio prazo, a intenção é a de aprofundar a cooperação económica com a vizinha Rússia, especialmente à volta do Ártico. Uma cooperação que possa levar, finalmente, à assinatura de um acordo de paz entre ambos. A outra faceta, no mesmo horizonte temporal, tem que ver com a expansão hegemónica da China, nos mares e nos céus que rodeiam o Japão. Essa é a ameaça fundamental, estratégica, na ótica de Tóquio", afirma Victor Ângelo, antigo alto quadro da ONU, onde chegou a ser equiparado a secretário-geral adjunto."Entretanto, agora e no futuro previsível, os líderes japoneses sabem que continua a ser absolutamente indispensável privilegiar a relação de defesa com Washington", acrescenta Victor Ângelo, notando que demorará anos a completar-se o reforço militar japonês.

Extracto do artigo que Leonído Paulo Ferreira publicou no DN sobre as novas opções militares do Japão. Esta foi a minha contribuição.

Pôr Kim Jong-un na ordem

O regime da Coreia do Norte não respeita os princípios básicos das relações internacionais entre estados. É um regime fora-da-lei. Por isso, assim deve ser tratado. Como um regime inaceitável. As relações diplomáticas com esse governo devem ser reduzidas ao mínimo. E as sanções políticas devem ser acompanhadas por um modelo extremamente apertado de sanções económicas e financeiras, que apenas deixe de fora os bens e serviços de natureza humanitária. É isso que se espera que o Conselho de Segurança da ONU adopte.

Pôr no mesmo pé Kim Jong-un e qualquer outro líder mundial, incluindo D. Trump, é má política. Kim é um violador das normas internacionais e a maior ameaça que existe para a paz, a segurança e a prosperidade de centenas de milhões de pessoas. E isso precisa de ser dito com clareza, incluindo pelos dirigentes chineses e russos. Podem tê-lo utilizado para tentar diminuir a influência americana na Península da Coreia. Mas ele é agora o feitiço que saiu da garrafa e se irá virar, também, contra os interesses dos chineses e dos russos.

Kim Jong-un e a sua clique têm que ser postos na ordem. Essa deve ser, neste momento, a maior preocupação das principais potências do mundo.

Bombas e diplomacia

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-17-Depois-dos-estrondos

Este é o link para o meu novo texto na Visão sobre o papel da força na resolução das crises.

Vai certamente suscitar algumas reacções.

Boa leitura.

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