Portugal é grande quando abre horizontes

02
Dez 16

Estive ontem no almoço anual dos Antigos Alunos do Liceu Nacional de Évora. Foi a primeira vez que participei, cinquenta anos depois de haver terminado o antigo sétimo ano. Claro que achei que estavam todos um bocado mais velhos. Mas gostei de estar presente. Apesar da reunião ter posto à prova a realidade das minhas amizades “facebuquianas”. Um bom número dos presentes no almoço é meu no Facebook. Mas não se notou. A culpa terá sido minha, que não tive a presença de espírito de ir de mesa em mesa para me apresentar aos meus “amigos virtuais”. Tive, depois, muita pena.

 

publicado por victorangelo às 22:35

27
Ago 16

Estive mais uma vez em Évora, a terra das minhas raízes e onde vivi até à idade adulta. E voltei a entender que existe uma profunda dualidade, que é outra maneira de dizer desigualdade, em vários sentidos, neste país que é o nosso. E que este é um assunto que precisa de receber mais atenção. E que eu não posso tratar assim de fugida.

 

publicado por victorangelo às 21:36

01
Set 13

Fui almoçar na zona dos Jerónimos. Na mesa ao lado, estava uma senhora francesa, uma turista residente numa pequena cidade perto do Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, nos arredores norte de Paris. Havia chegado a Portugal ontem de manhã, já havia comido, ainda ontem, num bom restaurante da Baixa e estava agora nesta cervejaria de bairro, que é provavelmente um dos melhores sítios para comer no Restelo.  Uma cervejaria de peixe e mariscos, muito conhecida e frequentada pelas famílias residentes no bairro – nem todos no Restelo são diplomatas ou gente muito rica – e que raramente atrai estrangeiros. Mas a senhora francesa lá estava, mais os seus três livros de viagens sobre Lisboa e Portugal. Tinha tudo bem estudado e programado, para os oito dias que iria estar no nosso país. Incluindo uma visita de ida e volta a Évora, na Terça-feira.

 

E sentia-se bem. Na frescura dos seus oitenta anos de idade.

 

publicado por victorangelo às 21:56

23
Ago 12

Passei uma boa parte do dia no termo de Évora, do lado das quintas do Louredo e de Nossa Senhora dos Aflitos, onde estão as minhas raízes maternas e onde os quinteiros são gente da terra, vidas simples, gerações e gerações a viver dos mesmos solos cansados e secos. É verdade que hoje os que ficam ainda agarrados à terra são os mais velhos, dos setenta para cima. Os outros vivem nas quintas e trabalham, como podem, na cidade. Os mais jovens, vão à Universidade de Évora e depois vagueiam no desemprego. Mas todos são gente de coração grande e de gostos modestos, que vivem com o que têm. Estar com eles é voltar a ler o livro de um país generoso e moderado. E pensar que os nossos dirigentes políticos não têm nem vontade nem saber para puxar este povo para a frente.  

 

publicado por victorangelo às 21:46

26
Fev 12

Ao fazer o meu exercício do costume no parque aqui ao lado, esbarrei - sem preocupações, falo em sentido figurado - novamente com uma das equipas de jardinagem. Sete homens grandes, vestidos a rigor, todos naquele uniforme laranja fluorescente que não os deixa passar despercebidos, dois carrinhos de mão, três ou quatro ferramentas, novas e limpas, a dar a volta pelos caminhos da verdura. Conversavam animadamente, o habitual, e por ali andavam. É assim o quotidiano no Parque Josaphat, em Bruxelas.

 

Não quero acrescentar que à volta do parque andam, e também um pouco por toda a parte, em grupos de três, uns agentes de segurança pública, homens e mulheres que caminham pelas ruas, com um uniforme especial, sem nenhum outro equipamento, para ver se está tudo em ordem. Nem lembraria que a estes se deve juntar os vigilantes de estacionamento, também eles a percorrer todas as ruas, numa caça sem defeso à multa (que vai de 17 a 25 euros, segundo as zonas, sendo possível ser multado várias vezes pelo mesmo estacionamento, uma multa por cada vez que os vigilantes por ali passarem). É que nas ruas, ou se paga, ou se tem o papel da licença de morador, ou um disco azul.

 

Todo este pessoal é pago pela tabela do salário mínimo. São, em geral, pessoas que estavam nas listas do desemprego. Estão, agora, ocupadas.

 

Mas quanto tempo pode uma economia, que tem que confrontar a globalização, aguentar este tipo de soluções?

 

Pensei nas câmaras municipais de Portugal. Dizem-me que em Évora, por exemplo, há tantos funcionários camarários por metro quadrado - 1 por cada 85 habitantes, crianças incluídas - que os chefes de serviços passam uma parte do tempo a tentar inventar trabalho para lhes dar. Évora será apenas um exemplo. O resto dos municípios portugueses vive a mesma experiência. 

 

Voltando a Évora, se aos funcionários camarários forem acrescentados os funcionários públicos da administração central e os da Universidade, que panorama se obtém?

 

Que economias são estas?

publicado por victorangelo às 08:42

03
Set 11

Estive hoje em Évora. A cidade parece estar com pouca actividade. Muitos prédios mostram precisar de cuidados. E existe muita habitação à venda. 

 

Dá a impressao de uma urbe exangue.

 

 

publicado por victorangelo às 23:46

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