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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Um fim-de-semana prolongado, no meio de um período de confinamento, é um aborrecimento. Sem que se possa sair de casa, excepto por motivos justificados, a pergunta que fica é que fazer com estes três dias de folga? Como os tornar diferentes dos outros dias de confinamento?

Entretanto, li o discurso da camarada que manda na CGTP. Aquilo que disse ontem, na Alameda, em Lisboa, por motivo do 1º de Maio. Fiquei com a impressão que a senhora ainda não foi informada do extremo impacto negativo que a Covid-19 tem na economia nacional e nas economias que estão intimamente ligadas à nossa. É verdade que fez umas referências, de raspão, à epidemia. Mas se eu tivesse arriscado a pele, como cerca de um milhar de pessoas o fez ontem, ao deslocarem-se à celebração da CGTP, teria querido, em compensação, ouvir mais do que os habituais lugares-comuns. De uma central que representa uma parte dos trabalhadores portugueses esperam-se ideias novas, neste mundo diferente em que estamos agora.

Um 1º de Maio muito estranho

Este é um 1º de Maio de grande precariedade. Aqui e por toda a parte. Um 1º de Maio que só nos pode deixar preocupados. Temos agora um mundo mais pobre e mais frágil. E não sabemos por quanto tempo. Ao princípio, os optimistas diziam-nos que a recuperação se faria em V. Batíamos no fundo, depois voltava tudo ao lugar. Era como se a economia fosse um interruptor. Desligado, ficávamos todos às escuras. Uma vez ligado, teríamos novamente a luz habitual e seria só voltar a ligar as máquinas e os sistemas. Nunca acreditei nesse optimismo. Quando o sistema económico entra em curto-circuito, a engrenagem sai dos gonzos e rompem-se os circuitos. Pôr novamente as coisas em andamento não é tarefa de um dia. Perante estas reservas, disseram-me que talvez seja em W, a anunciada recuperação. Ou em U. Continuo a não acreditar. As rupturas são demasiado grandes e o recuo para detrás das fronteiras nacionais excessivamente preocupante, para que se possa prever uma retomada rápida do que entretanto foi perdido.

O melhor é deixar as letras do alfabeto em paz. Porque o alfabeto também tem as letras I e L.

O fundamental é, neste 1º de Maio de um ano estranho, continuar a ter esperança. Mas um esperança realista, sem ilusões e sem radicalismos malucos. Prometer mundos e fundos, que não estão disponíveis, é um engodo.

O Primeiro de Maio

Num dia como o de hoje, quando se celebra a festa do trabalho, permito-me lembrar que os sistemas educativos europeus precisam de levar uma grande volta. Têm que estar orientados para a economia de ponta, de alta tecnologia, de conhecimento e de criatividade e preparar as novas gerações para os desafios de amanhã. Não podemos ter um ensino inspirado nos métodos do passado, na repetição cega, na produção uniforme de diplomas que nada significam.

A educação tem que ter um cariz pessoal, capaz de dar a cada um o máximo de possibilidades, com flexibilidade e através da promoção do espírito criativo e da vontade de vencer. A ambição e a competitividade devem fazer parte dos currículos.

É no sistema de ensino que se manifesta e define a igualdade ou a desigualdade, que depois se irá aprofundar durante a vida activa. Um país que não invista a sério na educação é um país que está a preparar o seu próprio atraso. Está a criar os futuros trabalhadores de segunda. E igualmente, os frustrados de amanhã.

Primeiro de Maio

O Primeiro de Maio foi comemorado no Cambójia com manifestações contra os salários baixos e a favor da independência do sistema judicial. Não terão sido mais de 700 os que ousaram trazer essas reivindicações para a praça pública, na capital, Phnom Penh. Diferentes serviços de polícia intervieram sem demoras e sem dó nem piedade, batendo em tudo e todos.

 

Falo de um país longínquo para que nos lembremos que existem muitos trabalhadores, por esse mundo fora, que estão longe de ter uma vida minimamente decente e de poder usufruir de liberdade. Mesmo num país como o Cambójia, que está a crescer economicamente a taxas anuais superiores a 7%. Um país com uma indústria têxtil baseada numa mão-de-obra que trabalha ao preço da miséria. 91% dos trabalhadores desse sector são mulheres. E os têxteis representam 80% das exportações do país.

 

Creio que lembrar estas coisas é uma maneira de celebrar o dia dos trabalhadores tão válida como outras. Tem, além disso, a vantagem de nos ajudar onde nos situamos no mundo de hoje. 

Um Primeiro de Maio em crise

Ontem não houve escrita. Mas, não foi por estar em greve.

 

Por falar em greve, penso que se trata de um direito amargamente adquirido pelos trabalhadores e que deve ser respeitado, sem hesitações. Existem, todavia, circunstâncias, quando a crise é tal e tão profunda, que devem fazer ponderar, com muito cuidado, o recurso a esse tipo de combate social. Nessas alturas, os líderes devem procurar o diálogo a todo o custo.

 

A situação na Grécia, em Portugal, e noutros países da UE exige, mais do que nunca, muita sabedoria na concertação social. Os anos futuros vão ser tempos de vacas magras. Só um esforço patriótico, partilhado e bem compreendido por todas as partes, vai permitir ultrapassar essa fase difícil. Temos a responsabilidade de contribuir para a clarificação do que é preciso fazer e cada actor social terá que entender qual o papel que lhe corresponde.

 

O essencial é estar à altura dos desafios.

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