Portugal é grande quando abre horizontes

01
Mai 16

Num dia como o de hoje, quando se celebra a festa do trabalho, permito-me lembrar que os sistemas educativos europeus precisam de levar uma grande volta. Têm que estar orientados para a economia de ponta, de alta tecnologia, de conhecimento e de criatividade e preparar as novas gerações para os desafios de amanhã. Não podemos ter um ensino inspirado nos métodos do passado, na repetição cega, na produção uniforme de diplomas que nada significam.

A educação tem que ter um cariz pessoal, capaz de dar a cada um o máximo de possibilidades, com flexibilidade e através da promoção do espírito criativo e da vontade de vencer. A ambição e a competitividade devem fazer parte dos currículos.

É no sistema de ensino que se manifesta e define a igualdade ou a desigualdade, que depois se irá aprofundar durante a vida activa. Um país que não invista a sério na educação é um país que está a preparar o seu próprio atraso. Está a criar os futuros trabalhadores de segunda. E igualmente, os frustrados de amanhã.

publicado por victorangelo às 16:08

01
Mai 14

O Primeiro de Maio foi comemorado no Cambójia com manifestações contra os salários baixos e a favor da independência do sistema judicial. Não terão sido mais de 700 os que ousaram trazer essas reivindicações para a praça pública, na capital, Phnom Penh. Diferentes serviços de polícia intervieram sem demoras e sem dó nem piedade, batendo em tudo e todos.

 

Falo de um país longínquo para que nos lembremos que existem muitos trabalhadores, por esse mundo fora, que estão longe de ter uma vida minimamente decente e de poder usufruir de liberdade. Mesmo num país como o Cambójia, que está a crescer economicamente a taxas anuais superiores a 7%. Um país com uma indústria têxtil baseada numa mão-de-obra que trabalha ao preço da miséria. 91% dos trabalhadores desse sector são mulheres. E os têxteis representam 80% das exportações do país.

 

Creio que lembrar estas coisas é uma maneira de celebrar o dia dos trabalhadores tão válida como outras. Tem, além disso, a vantagem de nos ajudar onde nos situamos no mundo de hoje. 

publicado por victorangelo às 21:43

01
Mai 10

Ontem não houve escrita. Mas, não foi por estar em greve.

 

Por falar em greve, penso que se trata de um direito amargamente adquirido pelos trabalhadores e que deve ser respeitado, sem hesitações. Existem, todavia, circunstâncias, quando a crise é tal e tão profunda, que devem fazer ponderar, com muito cuidado, o recurso a esse tipo de combate social. Nessas alturas, os líderes devem procurar o diálogo a todo o custo.

 

A situação na Grécia, em Portugal, e noutros países da UE exige, mais do que nunca, muita sabedoria na concertação social. Os anos futuros vão ser tempos de vacas magras. Só um esforço patriótico, partilhado e bem compreendido por todas as partes, vai permitir ultrapassar essa fase difícil. Temos a responsabilidade de contribuir para a clarificação do que é preciso fazer e cada actor social terá que entender qual o papel que lhe corresponde.

 

O essencial é estar à altura dos desafios.

publicado por victorangelo às 10:20

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