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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Acabar com o regime de Putin

A agressão russa contra o povo da Ucrânia atingiu hoje um nível ainda mais horrendo. Estamos agora na fase dos crimes de guerra em série e da destruição em massa de bairros urbanos. Mariupol ficará na história como a Guernica da era contemporânea. E a destruição urbana será vista como uma repetição dos crimes praticados pelos russos na Síria e na Chechénia.

Esta nova fase exige medidas drásticas, do ponto de vista económico e financeiro, contra a Rússia. Pede igualmente que se insista junto dos grandes países do mundo para que condenem os crimes que estão a ser praticados na Ucrânia.

É possível que medidas económicas e financeiras não sejam suficientes. A exigência absoluta já não é apenas fazer parar a guerra. Os actos praticados pelo regime de Vladimir Putin mostram que é preciso acabar com esse regime, que representa um perigo excepcional, por causa do armamento nuclear, para a paz e a segurança da Europa e de outras nações, bem para além do espaço europeu.   

A caminho das eleições

Ainda é cedo para comentar a actuação dos dirigentes partidários no seu caminhar para 30 de Janeiro. Neste momento, estamos na fase do fecho das listas de candidatos. Cada dirigente gere a coisa como muito bem entende. É tudo uma questão de equilíbrios internos, em cada partido. Tem muito pouco a ver com a visibilidade ou a qualidade dos candidatos, embora em vários casos as listas estejam cheias de gente que tem algum peso local ou nas autarquias.

A verdade é que as campanhas são feitas pelos chefes e poucos outros. Será o que esses vierem a dizer que contará e trará votos.

Estas eleições são importantes. Todas as eleições são importantes, na realidade. Mas estas acontecem num período que se segue à grande crise pandémica. Vão ter os dinheiros europeus – muitos milhares de milhões – para gastar. Por isso, são particularmente importantes.

Deveriam ser uma oportunidade para mostrar que se pode modernizar o país, desburocratizar a administração pública e tornar a vida dos cidadãos mais segura e mais fácil. Esses são os grandes desafios. As intervenções políticas deveriam concentrar-se nessas coisas.

 

Conversa política

Liderar implica estar atento às preocupações das pessoas. E saber dar voz e sentido a essas preocupações. Ou seja, é preciso manter uma ligação permanente com os cidadãos. O erro de muitos políticos é confundirem elitismo com liderança. As elites tendem a relacionar-se apenas entre elas e a ignorar o resto das pessoas, as gentes comuns. E assim acabam por falar uma linguagem que nada diz à generalidade das pessoas, uma linguagem que não é entendível e que é vista como uma maçada, um aborrecimento, um falar à “político”.

Ainda recentemente um amigo meu escrevia um texto sobre a reforma do Estado, que faria se estivesse no poder. Foi uma escrita enfadonha, cheia de lugares-comuns e de frases feitas, que são frequentemente repetidas, mas que nada dizem de concreto às pessoas. É como a conversa sobre a redução dos impostos, uma bandeira frequente de vários políticos. Juram a pés juntos que os irão baixar, mas não explicam que relação haverá entre essa descida e a modernização e racionalização de certas funções do Estado. Ora, sem uma reorganização de certos serviços – é preciso dizer quais – não é possível poupar nas despesas públicas. E sem isso, não há imposto que diminua. Também deveriam dizer que a alta taxa de imposição tem muito que ver com o mau funcionamento da administração pública. Há muito dinheiro que é gasto em burocracias inúteis e em serviços que poderiam ser agrupados ou reorganizados. Assim se faz noutros países, incluindo em países de desenvolvimento intermédio. Há que enumerar esses serviços, proceder a uma avaliação em profundidade e reestruturar.

Assim se ganharia apoio popular. E se faria política de uma maneira mais séria e mais eficiente

Reflexões actuais

Duas breves notas políticas, tendo em conta a actualidade que se vive. Primeira: a ironia nem sempre é entendida. Pode mesmo acabar por ser utilizada contra quem a procurou utilizar. Em coisas sérias, como por exemplo em questões de defesa, é melhor ser-se claro e chamar os bois pelos nomes. Segunda: recuar, quando se tem razão, é sinal de fraqueza. Diminui a credibilidade do líder que assim procede. E a credibilidade é um bem precioso

Debates e diamantes

https://www.dn.pt/opiniao/as-missoes-de-paz-e-os-diamantes-14308209.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. Tem muito que ver com a actualidade portuguesa. 

Sublinho apenas a última frase do texto: " Uma pedrinha pode ter um impacto político enorme." Penso que a mensagem é clara. 

 

Vamos a eleições

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a data das eleições, depois de ter explicado o raciocínio político que seguiu para chegar à conclusão que se justificava dissolver a Assembleia da República. Fechou, assim, dois capítulos: o referente à queda do governo e a discussão sobre a data das eleições.

Agora, cabe aos partidos prepararem-se para convencer os eleitores, aqueles que ainda podem ser convencidos. Sim, porque uma parte do eleitorado vota sistematicamente pelo seu partido, como se tratasse de uma relação de fidelidade absoluta. Mas há os outros, que votam consoante as circunstâncias e as personalidades em cena. É essa parte do eleitorado que precisa de ser ganha. Cada partido deve fazer uma análise aprofundada do eleitorado que poderá captar, para além dos fiéis. E dirigir toda a sua campanha nesse sentido. Deve, igualmente, entender claramente quais são as razões ou temas que poderão levar à perda de votos. E falar deles, responder à desconfiança ou às críticas, esclarecer.

Claro que cada partido deve ter um programa de governação. Mas o mais importante é saber dirigir-se aos potenciais eleitores, aos cidadãos que poderão potencialmente acrescentar o seu voto aos votos dos fiéis.

Este blog não promove nenhum partido. Mas não fica indiferente perante uma campanha eleitoral.

 

 

PSD: a escolha dos jornalistas

A comunicação social portuguesa parece já ter decidido quem deverá ser o próximo líder do PSD. Sentem-se melhor com um dos candidatos. E dão-lhe projecção. É uma forma de democracia muito especial: a democracia do papel de jornal. Ou do visual. Efeitos, meus amigos, efeitos.

 

A crise é outra

Os últimos 18 meses de pandemia tiveram certamente um impacto na maneira como os cidadãos portugueses vêem agora a dinâmica política nacional. Por isso, sou dos que pensam que eleições gerais no quadro da nova realidade não seriam nenhuma desgraça, se porventura vierem a acontecer.

É verdade que trazem um período de incerteza e de agitação, mas a democracia funciona assim.

Dizem-me que terão um impacto negativo sobre certas forças à esquerda do PS. É provável. Mas isso significaria que esses partidos já não pesam o que pesavam há algum tempo.

Também me dizem que o PS poderá sair enfraquecido dessa contenda. As sondagens continuam, no entanto, a ser favoráveis aos socialistas.

E há quem receie uma subida do Chega. Irá certamente acontecer. Não será, todavia, uma onda avassaladora que ponha em causa a democracia ou a estabilidade governativa, segundo penso. Esse partido é um movimento sem substância, sem uma implantação nacional que vá além dos medíocres da terra, sem experiência nem argúcia política. É, além disso, dirigido por alguém que não sabe voar, que não passa das banalidades primárias. Pode haver quem se identifique com esse senhor. Mas será sempre uma franja da população.

Creio que é um exagero falar de uma crise nacional. A crise existe, mas é outra. Tem que ver com a qualidade dos nossos agentes políticos. Na política, não vingam os melhores.

Conspirações e mentes distorcidas

A cegueira partidária manifesta-se frequentemente. A seguir às autárquicas, houve quem dissesse “o meu partido perdeu votos, mas está cada vez mais forte”. Agora, que o ministro da Defesa parece ter metido os pés e pelas mãos, e depois do responsável pela associação de oficiais no activo ter dito que Cravinho é arrogante e não ouve ninguém, apareceu gente a dizer que a embrulhada foi uma conspiração do pessoal da Armada para embaraçar o governo e criar divisões entre António Costa e o Presidente da República. A querela pública entre o ministro das infraestruturas e o das finanças também deve ser uma conspiração. Só que não se percebe quem poderá ser o autor, a não ser que seja o António Costa para atrapalhar o primeiro-ministro. Tudo é possível, sobretudo nas mentes inventivas dos teóricos das conspirações.

Ainda sobre a eleição em Lisboa

Um erro frequente em política é o de subestimar os adversários. Dir-se-ia que Fernando Medina cometeu esse erro, nestas eleições autárquicas. Ter-se-á deixado embalar pelas sondagens, que o davam largamente vencedor.

Não se percebe bem como foi possível ter sondagens com resultados tão enganadores, mas aconteceu. E o presidente cessante deve ter acreditado nelas, como aliás seria de esperar.

Temos aqui uma segunda lição, para além da que se refere ao erro de subestimar a competição. Essa segunda lição é que não se deve dar demasiado crédito às sondagens. Mesmo sabendo que a maioria das sondagens são hoje feitas com base em técnicas comprovadas, é fundamental continuar a lutar por cada voto, procurar convencer cada eleitor, mostrar que não se acredita em favas contadas.

Uma terceira lição diz respeito à arrogância. Cada candidato deve mostrar que se sente à vontade, que não se deixa levar em ondas de entusiasmo, que está ali para ser eleito e não para ser consagrado. A arrogância, verdadeira ou vista como tal, faz perder votos. É muito mal-aceite pelos cidadãos. Nos tempos da sociedade digital e do individualismo que daí nasce, cada eleitor vê-se como igual aos outros, incluindo aos candidatos. Não quer ver e não apoia quem se sente acima do cidadão lambda, do cidadão comum, do meio da escala.

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