Portugal é grande quando abre horizontes

22
Nov 08

 

 

 

Cheguei hoje à noite, Sábado, a N'Djamena, caros amigos, e viajo amanhã para a fronteira, não muito longe da linha de separação com o Sudão, na zona de Goz Beida, para visitar um campo de deslocados chadianos.

 

Os deslocados têm condições de apoio e acolhimento muito piores do que os refugiados. É que há toda uma estrutura, a nível internacional, e a começar pelo Alto-Comissariado,  para apoiar os refugiados. Já os deslocados internos, que fugiram às zonas de conflito, recebem muito menos recursos. Por isso, as ONGs não se instalam, na maior parte das vezes, nos campos de deslocados, pois não há fundos.

 

Às 22:00, hora de aterragem, a temperatura era de 25 graus. Tinha deixado Bruxelas a nevar, por volta das 11:00. Com zero graus.

 

Até nestas coisas do clima estamos em mundos diferentes.

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:45

02
Nov 08

Neste momento, a questão mais urgente e' a de garantir a manutenção da trégua no Norte Kivu, entre as forças de Laurent Nkunda e as tropas congolesas, ou o que delas resta. Havendo uma paragem na frente militar, na ofensiva armada, torna-se possível restabelecer a ajuda humanitária, e abrir, ao mesmo tempo, um processo político entre Kinshasa e Kigali, que contribua efectivamente para a estabilização da região e para uma paz duradoura.

 

A presença de tropas da UE não e' aconselhável. Se há uma necessidade comprovada de mais tropas estrangeiras, que se reforce a força de paz das Nações Unidas, MONUC. Contingentes militares internacionais fora do quadro político e legal da ONU só deverão ser aceites em momentos de grande excepção, quando outras alternativas tiverem sido esgotadas.

 

publicado por victorangelo às 09:10

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