Portugal é grande quando abre horizontes

06
Abr 15

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tem o mandato de representar aquela coisa vaga que dá pelo nome de “comunidade internacional”, é mais uma vítima do terrorismo internacional. Por que o digo? Simplesmente porque o Conselho não consegue chegar a acordo e aprovar um plano de acção contra certos grupos violentos, terroristas e absolutamente condenáveis, com destaque especial para os criminosos do Estado Islâmico, da organização somali al-Shabbab e para al-Qaeda. Estas associações de fanáticos continuam a executar inocentes e destabilizar várias regiões do globo. E continuam a mostrar que o Conselho de Segurança não está à altura dos desafios de segurança que existem hoje, em particular os que têm uma importância estratégica de primeira ordem.

Esta constatação levanta uma série de questões sobre o que será o futuro do Conselho de Segurança bem como sobre o caos que existe neste momento no tecido das relações internacionais de segurança.

publicado por victorangelo às 17:08

13
Jun 14

Onze anos após a intervenção ocidental no Iraque, depois de dezenas de milhares de mortos e de incapacitados para o resto das suas vidas, de valores incalculáveis gastos com a guerra, a reconstrução e a estabilização, o país está novamente em crise profunda. Desta vez, a fractura abre-se ao longo das linhas étnico-religiosas. É uma divisão identitária, baseada nos medos colectivos, na exclusão dos outros que não partilham as mesmas raízes culturais, uma divisão fanática e assassina que vive de mitos ancestrais e ódios antigos.

 

A guerra entre vizinhos é sempre a mais cruel e dramática.

 

Quanto a nós, na nossa parte do mundo, a diferença entre hoje e 2003 define-se pela indiferença. Agora, o chamado Ocidente passa ao lado, olha para o futebol ou para o umbigo, para os orçamentos públicos, e não tem ânimo nem vontade de agir. A única preocupação, e mesmo essa é apenas um franzir de sobrolho vago, tem a ver com a produção de petróleo. O Iraque é o segundo maior produtor, no seio da OPEP ou OPEC, na sigla inglesa. Mas como o Ocidente está cada vez menos dependente do petróleo do Médio Oriente, o impacto do caos actual permanece dentro de limites aceitáveis. Os mercados financeiros e, em particular, os respeitantes aos recursos naturais, estão a reagir à crise com calma. Os políticos seguem, então, os indícios que os mercados lhes oferecem. E acham, por isso, que não há pressa.

 

Mas há. A pressa que tem que ver com as centenas milhares de refugiados que estão em debandada. Com as execuções sumárias que os extremistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante estão a levar a cabo, em Mossul e noutras cidades entretanto ocupadas. Uma pressa que tem igualmente que ver com a necessidade imperiosa de pôr um travão ao avanço das ideias extremistas. E de mostrar que o Ocidente pode ser e é um aliado com o qual os moderados do Médio Oriente devem contar.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 19:13

05
Mai 11

Escrevo esta semana na Visão sobre Obama, o Paquistão e os riscos, depois da eliminação de Bin Laden.

 

Como a edição impressa da revista o sublinha, numa caixa do artigo, "as operações especiais podem matar o homem, mas não fazem mossa no símbolo".

 

O meu texto está disponível on-line:

 

http://aeiou.visao.pt/no-rasto-de-bin-laden=f601408   

 

Não se esqueçam de o comentar no sítio apropriado, na Visão on-line. Fico sempre muito agradecido.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 18:52

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