Portugal é grande quando abre horizontes

01
Set 15

Nos cafés das vilórias do Alentejo há sempre um ecrã de televisão ligado. Está sintonizado, de um modo geral, para o canal por cabo do Correio da Manhã (CMTV). É uma maneira de atrair os poucos possíveis clientes que ainda existem por essas terras. Trata-se de um canal que, por ser pago, não está disponível nos lares da maioria dos habitantes. Mas é um canal muito procurado e capaz de influenciar muita gente. A leitura que fica sobre a realidade do país é, em grande medida, influenciada pela CMTV.


Por vezes, à noite, há uma outra vida nas televisões desses cafés. São momentos em que impera a TV Sport, outro canal pago, e o futebol é rei.

publicado por victorangelo às 21:33

31
Ago 15

Terminou hoje o meu retiro rural. Duas semanas na aldeia do Cano, concelho de Sousel, são como um convite a esquecer o resto do mundo. Incluindo a política portuguesa. Uma grande parte dos habitantes é idosa. São gente simples, com hábitos de consumo muito modestos e uma grande capacidade de adaptação ao que a vida vai oferecendo. O dia-a-dia é feito de pequenas rotinas, de umas sopas e muito pão. À terça e à quinta, há um jovem que vende peixe na única banca do mercado, na porta ao lado da Junta de Freguesia e do posto dos Correios. Os mais velhos aparecem por ali, compram dois ou três euros de peixe, conversam uns com os outros e têm parte da semana feita. Raramente vão às compras a Estremoz, a vinte minutos de carro, nem mesmo a Sousel, a sete ou oito minutos de distância.


A televisão enche o resto do tempo. Mas fala de um mundo distante, diferente e estranho.

publicado por victorangelo às 22:19

11
Jul 15

Quem entra em Espanha por Vila Verde de Ficalho, no Baixo Alentejo, percorre 71 Km em direção a Sevilha e chega à localidade de Aracena, no meio do montado e da serra. Com cerca de 8 mil habitantes, Aracena é sobretudo conhecida pelas grutas espectaculares que se situam no meio da povoação e por ser uma espécie de capital do presunto e dos enchidos de porco da variedade pata preta.

Por aqui ando hoje e amanhã.

E o dinamismo desta pequena terra e a qualidade de vida que se nota deixam-me a pensar, com angústia, nas vilas e cidades do outro lado da fronteira, Serpa e o resto, Beja mesmo, e na distância que as separa. Por aqui vive-se com alegria, há dinheiro para andar às tapas e vestir bem, respira-se modernidade e confiança, apesar do isolamento, de Aracena ser um canto recuado do país.

Num remate rápido, digo que até a polícia municipal parecia melhor equipada e mais amparada do que o que se vê do nosso lado.

Perante isto, lembrei-me mais uma vez do que costumo dizer de vez em quando. Ou seja, que temos que ver as coisas como elas são e puxar mais por nós próprios.

 

publicado por victorangelo às 22:38

10
Jul 15

Almoço e início da tarde em Serpa e a constatação que essa parte do Alentejo está a mexer e acredita que é possível trabalhar para um futuro melhor.

Deu também para notar a influência dos sítios da internet de conselho aos turistas. Os locais que aparecem mencionados no Trip Advisor, por exemplo, atraem clientes. Mesmo numa terra como esta, que está longe dos circuitos nacionais e internacionais de turismo.

 

publicado por victorangelo às 22:38

11
Ago 13

 A costa alentejana tem estado a atrair, este ano, um grande número de espanhóis. Muitos serão de Badajoz e da província da Estremadura.

 

Ainda bem, que a nossa economia bem precisa de turistas, de quem gaste dinheiro e faça compras.

 

Espero que se entenda isso e que se trate bem quem nos visita. 

publicado por victorangelo às 21:52

12
Jul 13

Custa muito percorrer centenas de quilómetros no Alentejo e ver o subaproveitamento – nalguns casos, a falta de aproveitamento – das terras. Tanto hectare que poderia estar cultivado, ou ser utilizado para a pecuária, para florestas comerciais, para fins produtivos. Que diferença que isso faria, em termos da nossa situação económica.


Pensei nisso e na hipótese de se criar um imposto especial –e pesado –sobre as terras que não estão a ser exploradas de modo produtivo. 


Enfim, ideias…

publicado por victorangelo às 22:04

24
Mar 12

Passei o dia na zona do Alqueva. As aldeias não têm vivalma, tudo fechado, até os rafeiros que por acaso por ali aparecem dão a impressão de estar no enredo errado, os restaurantes com pouco gás, clientes espaçados, os campos a pedir atenção, investimento, gente que se interesse pela produção, agrícola e pecuária. Fica-se com a impressão que fazem falta pessoas com capacidade para organizar, empreender, transformar. Se assim fosse, com os recursos que por ali existem, o país seria menos pobre.

 

publicado por victorangelo às 21:39

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