Portugal é grande quando abre horizontes

19
Mai 19

No meu país ideal não há lugar para as faltas de civismo e a desobediência às regras. Como também não há espaço para que um dirigente político de primeira linha possa dizer alto e bom som que a norma no seu partido é a de não ultrapassar a velocidade de 139 km/hora.

publicado por victorangelo às 19:50

18
Mai 16

Nos últimos tempos, a França tem conhecido toda uma série de manifestações de rua. Hoje, em Paris, foi a vez dos polícias se manifestarem. A razão dessa demonstração tem que ver com a violência. Os agentes da autoridade estão cansados da violência que alguns grupos anarquistas e desordeiros têm desencadeado, nomeadamente contra os agentes da polícia, aproveitando a boleia de marchas pacíficas e concentrações de cidaddãos. Nalguns casos, as agressões são de tal ordem que deixam marcas permanentes nos que são assaltados pelos bandos de rufias. Uma das agressões mais frequentes é a de atacar um agente caído no chão com garrafas de vidro, partindo as mesmas contra a cara e cabeça da vítima. Nestes casos, os danos pessoais são muito sérios.

A detenção e o julgamento sem demoras e com mão pesada desses criminosos merecem uma atenção prioritária. Uma coisa é proteger a liberdade de oposição e de manifestação, a indignação de certos sectores da população. O poder político e a polícia servem para isso. Mas perdem autoridade quando deixam resvalar esse direito e permitem o caos nas ruas. Numa sociedade democrática e moderna, é igualmente preciso proteger a polícia e a ordem pública. Foi isso que os polícias parisienses nos lembraram hoje.

publicado por victorangelo às 21:17

04
Out 12

Como compreender que num Estado de Direito os governantes não possam aparecer em público sem ser enxovalhados? Que se tenha chegado ao ponto, como acontecerá amanhã, que uma cerimónia nacional e popular tenha que ter lugar num recinto fechado, por causa de dúzia e meia de pessoas que acham que a democracia, neste canto do mundo, dá direito a berros e assobios em cerimónias oficiais e à falta de respeito pelas manifestações formais da representação do Estado? 

 

Uma coisa é não estar de acordo com as decisões políticas. Outra, é tratar os titulares do Estado, com os quais se pode estar em total desacordo, com comportamentos incivis. 

 

O Estado de Direito exige que se respeite cada cidadão, que se reconheça o simbolismo formal das instituições, e que se proceda ao debate politico segundo as regras da representatividade, da participação popular dentro da lei, da ordem pública e do civismo. 

 

Não se pense que o que está a acontecer é porque estamos numa situação pré-revolucionária. Não estamos. O que nos espera, se continuarmos assim, é o caos cívico e o que vem em seguida. 

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:06

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