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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Notas optimistas

Creio que dentro de dias iremos começar a ver os números das infecções ligadas à Páscoa. Infelizmente. Voltei a ter notícias que no Porto a máscara é algo que se usa no braço. Entretanto, ao longo do rio, em Lisboa, a manhã esteve calma e eram poucos os que por ali faziam exercício.

Curiosamente, na zona dos Jerónimos vi duas famílias de turistas estrangeiros. Há muito que esse tipo de humanos haviam desaparecido da zona.

Ao falar com os meus amigos no Algarve fiquei a saber que reservas vindas de fora, nada ou quase nada. Ninguém quer reservar com três ou quatro meses de antecedência, quando tudo é incerto, nos países que tradicionalmente nos enviam turistas.

Veremos se a fronteira com a Espanha abre ainda este mês. Existe todo um debate sobre os benefícios e os inconvenientes do fecho das fronteiras Schengen. É importante que sejam reabertas tão cedo quanto possível. O nacionalismo sanitário não faz bem à ideia europeia.

Entretanto, começam esta semana as reuniões da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Um relatório que será discutido diz que os países mais pobres não terão ganho a imunidade de grupo antes de 2023. Ou seja, estamos a falar de um longo período até ver de novo esses países integrados plenamente na economia mundial. Uma das consequências será o agravamento da pobreza nessas terras, algo que já vem a acontecer desde o início da pandemia.

No meio de tudo isto, há que manter um certo optimismo. O problema é que não é fácil ser-se optimista a curto prazo. Mas convém tentar.

Civismo e falta de liderança

No meu país ideal não há lugar para as faltas de civismo e a desobediência às regras. Como também não há espaço para que um dirigente político de primeira linha possa dizer alto e bom som que a norma no seu partido é a de não ultrapassar a velocidade de 139 km/hora.

Contra os rufiões

Nos últimos tempos, a França tem conhecido toda uma série de manifestações de rua. Hoje, em Paris, foi a vez dos polícias se manifestarem. A razão dessa demonstração tem que ver com a violência. Os agentes da autoridade estão cansados da violência que alguns grupos anarquistas e desordeiros têm desencadeado, nomeadamente contra os agentes da polícia, aproveitando a boleia de marchas pacíficas e concentrações de cidaddãos. Nalguns casos, as agressões são de tal ordem que deixam marcas permanentes nos que são assaltados pelos bandos de rufias. Uma das agressões mais frequentes é a de atacar um agente caído no chão com garrafas de vidro, partindo as mesmas contra a cara e cabeça da vítima. Nestes casos, os danos pessoais são muito sérios.

A detenção e o julgamento sem demoras e com mão pesada desses criminosos merecem uma atenção prioritária. Uma coisa é proteger a liberdade de oposição e de manifestação, a indignação de certos sectores da população. O poder político e a polícia servem para isso. Mas perdem autoridade quando deixam resvalar esse direito e permitem o caos nas ruas. Numa sociedade democrática e moderna, é igualmente preciso proteger a polícia e a ordem pública. Foi isso que os polícias parisienses nos lembraram hoje.

Pensar alternativo

Como compreender que num Estado de Direito os governantes não possam aparecer em público sem ser enxovalhados? Que se tenha chegado ao ponto, como acontecerá amanhã, que uma cerimónia nacional e popular tenha que ter lugar num recinto fechado, por causa de dúzia e meia de pessoas que acham que a democracia, neste canto do mundo, dá direito a berros e assobios em cerimónias oficiais e à falta de respeito pelas manifestações formais da representação do Estado? 

 

Uma coisa é não estar de acordo com as decisões políticas. Outra, é tratar os titulares do Estado, com os quais se pode estar em total desacordo, com comportamentos incivis. 

 

O Estado de Direito exige que se respeite cada cidadão, que se reconheça o simbolismo formal das instituições, e que se proceda ao debate politico segundo as regras da representatividade, da participação popular dentro da lei, da ordem pública e do civismo. 

 

Não se pense que o que está a acontecer é porque estamos numa situação pré-revolucionária. Não estamos. O que nos espera, se continuarmos assim, é o caos cívico e o que vem em seguida. 

 

 

 

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