Portugal é grande quando abre horizontes

01
Jan 19

Hoje é dia de Ano Novo. Tempo de desejar muitas felicidades aos meus amigos. Muitas, mesmo!

Também, de lhes pedir que nos votos que enviem me desejem muita calma, ideias equilibradas, mas corajosas e inovadoras, e clareza de espírito, para além da sempre necessária boa saúde.

Obrigado.

publicado por victorangelo às 17:06

31
Dez 18

Foi um tempo complicado. Há anos assim. Apesar de tudo, termino a coisa com calma, lendo umas notas sobre o taoísmo. Que se podem resumir muito simplesmente em três pequenas frases: continuar a viver os dias que passam; manter uma conexão positiva com as pessoas que contam; procurar sorrir perante o que a vida nos vai trazendo.

Bom fim de ano.

publicado por victorangelo às 17:45

02
Jan 16

No meu primeiro escrito do ano novo, tenho que ser positivo. Faz parte da quadra festiva. E também das resoluções habituais nesta época.

É verdade que tenho lido, na mais variada imprensa, muito prognóstico negativo sobre 2016. Há um grande pessimismo no ar, a diferentes níveis. Nomeadamente sobre a Europa.

Um ponto de partida assim não é o melhor. E não tem em conta que há por aí muita gente a lutar para que as coisas não corram mal. A nossa voz deve, isso sim, juntar-se à voz dessas pessoas.

Aqui fica a promessa de uma escrita construtiva em 2016. Espero ser capaz de a manter.

E bom ano para todos os que me seguem.

 

publicado por victorangelo às 15:54

01
Jan 15

No seu discurso de Ano Novo, o Presidente da República quis combater o pessimismo generalizado, a desmotivação reinante neste momento na sociedade, a maledicência, que se transformou numa espécie de passatempo nacional. Pintou, na verdade, um retrato do país que mostra a existência de uma crise moral aguda e de uma perturbação profunda da vida política, que deixou de ter a credibilidade necessária.

Creio que as palavras do Presidente Hollande podem ser igualmente lidas noutros cantos da Europa, incluindo nas terras da beira-Atlântico.

publicado por victorangelo às 17:14

31
Dez 14

O último dia do ano como que passa depressa. Está tudo já com os olhos postos no novo que se aproxima. A verdade é que, olhando para trás, o ano de 2014 parece ter sido um relâmpago que agora se extingue. Em Portugal, o relâmpago não foi mais do que uma manifestação de um ano de grandes tempestades. Foi o ano que abalou o que restava de confiança na liderança da sociedade portuguesa. Perderam os políticos, com a excepção de António Costa, que vai ter o seu ano teste em 2015. Perderam os banqueiros e os dirigentes das grandes empresas públicas, com destaque para o banco que se revelou um castelo de cartas gerido por uma família de malabaristas, e para a PT, que vale hoje uma pequena parte do que valia há tempos. Perderam os comentadores “oficiais” das televisões, que poucos acreditam ainda na bondade das opiniões que emitem.

Assim, num balanço rápido, pode dizer-se que Portugal termina o ano de 2014 mais pobre. Em várias áreas, mas sobretudo no domínio das lideranças e das ideias inovadoras e generosas.

Dir-me-ão que se faço um balanço negativo. Talvez. Com realismo, acrescentarei. Mas também quero ser optimista. Um dia teremos dias melhores. Até lá, comecemos 2015 sem desânimos. Que o melhor só se consegue quando se acredita na sua possibilidade e se luta por ele. Assim, em 2015, a luta continua, como diria aquele camarada de Moçambique…

publicado por victorangelo às 14:58

27
Dez 14

Estes são dias de balanços, antes de se começar a olhar para o Ano Novo. Há balanços para todos os gostos. O problema é que, na vida como nas empresas, nem sempre se consegue ou quer olhar a verdade nos olhos. E assim, fazem-se contas, deitam-se culpas e inventam-se desculpas que procuram pôr a responsabilidade nos ombros de outros ou na má sorte. É assim a natureza humana. Sobretudo quando as coisas não correm de feição. Olha-se à volta mais do que para dentro. Na política, é o mesmo.

Felizmente, dentro de dias, estaremos às portas do Ano Novo. Nessa altura, voltam os sonhos, as promessas e a esperança. Tudo será melhor. Ainda bem que Janeiro começa assim, ano após ano.

publicado por victorangelo às 17:47

21
Dez 14

A cerca de um mês do encontro anual de Davos, dizem-me que as três grandes questões que a Europa terá que enfrentar em 2015 são: 1) a retoma do crescimento económico, com base nomeadamente na inovação; 2) o desemprego dos jovens; 3) as relações entre a União Europeia e a Rússia.

Ou seja, nesta perspectiva, 2015 não parece nada fácil.

publicado por victorangelo às 20:02

02
Jan 14

Um dos objectivos do discurso de Ano Novo do Presidente da República tem que ver com o chamado Programa Cautelar. Cavaco Silva quis dizer aos Portugueses que vem aí, após o termo do programa actual com a “Troika”, um novo pacote de medidas. E apresentou a coisa como se se tratasse de algo absolutamente natural e anódino. Disse mesmo que “um programa cautelar é uma realidade diferente”.

 

A realidade de um programa dito cautelar é outra. Trata-se da continuação de um acordo com instituições financeiras internacionais ou supranacionais. Uma das partes compromete-se a emprestar dinheiro a taxas mais favoráveis que as praticadas pelo mercado enquanto a outra terá que cumprir toda uma série de reformas administrativas e financeiras. Ou seja, durante a vigência do anunciado programa cautelar vai ser necessário tomar certas medidas de fundo.

 

O problema é mais complexo do que nos querem fazer crer. Os credores exteriores sabem que o governo actual não irá muito além de meados de 2015. O programa cautelar vai, por isso, ser um programa curto, de 12 meses, para caber no período de vigência da presente governação. E os credores vão procurar incluir nesse período reduzido todo um pacote de reformas que eles consideram indispensáveis para a competitividade de Portugal e para o equilíbrio sustentável das contas públicas. Será um pacote bem recheado. E difícil de fazer aceitar. Daí a previsão que existe hoje, em certos círculos europeus, de que Portugal vai ser um país de grande agitação social nos próximos tempos.

 

Este é o ano de 2014 que temos pela frente.

 

É importante ter esperança no futuro. Mas é igualmente necessário falar das coisas como elas são.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:17

20
Dez 13

O último Conselho Europeu deste ano começou ontem e termina hoje. Como de costume, um vasto perímetro de Bruxelas, em torno das instituições europeias, está sob um controlo apertado da polícia federal belga. Os meios mobilizados são imensos, sobretudo por ter havido uma manifestação de agricultores europeus. Quando estes vêm para a rua, com as suas máquinas agrícolas e produtos do campo, a confusão nas ruas da cidade à volta do Berlaymont é grande.

 

Onde não houve confusão foi à mesa da cimeira. Os líderes que mais contam, que não têm medo de falar abertamente, mostraram claramente o que querem, no que respeita às próximas etapas da integração europeia. Querem uma pausa. A integração, no seu entender, deve ser feita com base no que já existe. Para eles, este não é o momento para novas frentes.

 

Mostraram também que não tencionam alargar ou aprofundar os poderes da Comissão Europeia. A aposta, para eles, continua a ser na soberania nacional e nos acordos entre estados.

 

Não será muito, em termos da construção da União. É o que eu já esperava e que havia escrito em textos recentes que publiquei na Visão. Não haverá grandes mudanças enquanto não se entrar num novo ciclo, com um novo Presidente à frente da Comissão. O que só deverá acontecer perto do início do último trimestre de 2014.

 

O ano novo vai ser, por isso, um compasso de espera na construção europeia. Mas é assim que se faz a história.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 17:28

01
Jan 13

 

Copyright V. Ângelo


Nascer do dia, visto da minha varanda, e uma boa maneira de renovar os votos de um bom ano de 2013.


Por cima das sombras, aparece a luz. 

publicado por victorangelo às 16:16

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