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Crescemos quando abrimos horizontes

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A luta do povo iraniano

Não terminar o dia sem deixar uma palavra de homenagem às mulheres do Irão que lutam contra a ditadura dos aiatolas primários. A interpretação da religião que estes indivíduos tentam impor não diz respeito apenas ao controlo do poder político. É isso e uma leitura da vida em sociedade absolutamente retrógrada. É também uma forma de nacionalismo idiota, que tenta fazer a diferença entre o conservadorismo que se pratica na Arábia Saudita e no Irão. Tudo isso é simplesmente inaceitável.

 

Uma no cravo, outra no descrédito

O Príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, cheira a petróleo por todos os lados. Esse perfume é bem mais intenso que o cheiro a sangue, que tem nas mãos, por ter mandado assassinar o jornalista Jamal Khashoggi. E torna-o um convidado de luxo do Presidente Macron, com quem esteve hoje, em visita oficial à França. Na véspera, o Príncipe tinha estado na Grécia, um país onde a Arábia Saudita tem a intenção de investir à grande.

Em ambos os casos, os líderes europeus perderam credibilidade. E não terão ganho nada que não pudesse ter sido obtido, mantendo Mohamed bin Salman à distância.

 

Médio Oriente: Joe Biden perdeu a cartada

Como previra no meu texto desta semana no Diário de Notícias, o Presidente Joe Biden saiu a perder da sua deslocação ao Médio Oriente. Não conseguiu nenhum resultado em Israel. Não mexeu no dossier palestiniano, para além de uma visita de cortesia ao Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas e da confirmação de um financiamento de 500 milhões de dólares, que serão transferidos através da agência das Nações Unidas que se ocupa do apoio a esse povo, a UNRWA. E ficou nitidamente a perder, no seu encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman. Este teve mesmo a ousadia de lhe responder, quando o assassinato de Jamal Khashoggi foi abordado, que os EUA também cometem erros.

Também não conseguiu convencer os seus interlocutores sobre a produção diária de petróleo. Para já, não haverá nenhum incremento quanto ao número de barris produzidos.

Tudo isto era previsível. O meu prognóstico não tinha nada de excepcional. Estou seguro que os conselheiros de Biden lhe terão dito o mesmo: neste momento, a viagem estava destinada ao fracasso. Mas o presidente não os quis ouvir. Teve demasiada confiança nas suas capacidades de convencimento. Um erro. Hoje, esses países do Golfo têm outras escolhas, para além dos EUA. São muito mais independentes nas suas decisões estratégicas. E mostraram-no, sem ter de fazer um grande esforço.

Joe Biden anda pelo Médio Oriente

https://www.dn.pt/opiniao/joe-biden-o-medio-oriente-e-a-coerencia-em-politica-15019740.html

Assim escrevo no Diário de Notícias de hoje. E a quem pensa o contrário, esclareço que não comparo a minha escrita com outras. Cada um tem o seu estilo, os seus temas preferidos, a sua interpretação do que pode significar escrever para um público diverso e, em geral, bem informado. Há espaço para todos. 

Cito apenas umas linhas do meu texto de hoje. 

"Uma visita que não traz qualquer tipo de resposta à questão palestiniana, ao obscurantismo e à crueldade do regime saudita, ou à contenção da ameaça iraniana, só pode ser notada pela negativa."

O Presidente Biden está no Médio Oriente

Acho um erro a visita de Joe Biden a Israel e à Arábia Saudita. São dois países que devem ser tratados com muito tacto e apenas a níveis abaixo da presidência da república. Mais concretamente, devem ser contactados pelos embaixadores residentes e por enviados especiais, que mostrem que são países problemáticos. O recurso a enviados especiais é uma maneira de dizer que são países que estão fora do que é normal nas relações diplomáticas.

Vou abordar este assunto na minha crónica no Diário de Notícias desta sexta-feira.

 

Não podemos esquecer o Afeganistão

Embora no pino do período das férias, não é possível ignorar o que se passa em determinadas partes do mundo, em termos de sofrimento humano e violação dos direitos mais básicos das pessoas. Assim, neste domingo de agosto muitas das atenções estiveram focadas nas tragédias que estão a acontecer no Afeganistão. E, infelizmente, essas tragédias irão continuar.

Mais ainda, qualquer tentativa, por qualquer outro Estado, de dar credibilidade política aos Talibãs deve ser fortemente condenada. Os Talibãs são um grupo terrorista primitivo e inaceitável nos tempos de agora. Os apoios que recebem do Paquistão, da Arábia Saudita e de outros devem ser denunciados

A Europa e as vacinas que não chegam

Durante a minha tele-conferência desta tarde com gente de Beijing, China, fiquei a saber que aí o critério da vacinação contra a covid-19 é o do sector de residência. Cada zona da cidade é designada, em determinado momento, como área de vacinação e todos os habitantes que aí residem são vacinados, independentemente da idade. Assim se criam perímetros de imunização, que se vão expandido à medida que os dias avançam.

Parece-me uma boa lógica. Sobretudo porque a vacinação progride rapidamente. Não há espaço para que uns se sintam mais privilegiados que os outros.

Mais tarde recebi notícias dos meus amigos americanos em Riade, na Arábia Saudita. É um casal no grupo etário dos 40-49 anos. Foram hoje inoculados com a primeira dose da vacina. E disseram-me que o sistema funciona bem.

Entretanto, os meus antigos colegas que residem no Estado de Nova Iorque já foram todos vacinados.

Na União Europeia andamos todos à procura do tempo que não chega.

 

Joe Biden e o Príncipe saudita

A administração Biden, no seguimento do relatório da CIA sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, decidiu esta sexta-feira banir 76 adjuntos do Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, proibindo-os de entrar nos Estados Unidos. Mas não tomou nenhuma medida contra o Príncipe, embora tenha ficado claramente estabelecido que o crime foi cometido por ordem sua. Esta decisão pode ter uma explicação geopolítica e espero escrever sobre ela nos próximos dias. Mas tem um custo político enorme no que respeita à credibilidade do Presidente Biden. Precisa de ser vista desse ponto de vista também. Como também deve ser considerada sob o prisma da ética e dos direitos humanos.

Na realidade, o comportamento criminoso de bin Salman é apenas uma dimensão de um regime que é inaceitável – como vários outros – no mundo actual. Esta é uma discussão que continua em aberto: como tratar regimes anacrónicos, violentos e desumanos.

Dizem-nos que amanhã haverá uma comunicação complementar sobre o caso. Veremos o que Washington nos irá dizer. Será certamente algo que merecerá uma reflexão a sério.  

Joe Biden e a sua política externa

Disse agora à Antena 1 que o discurso sobre política externa do Presidente Biden foi excelente. Define claramente quais são as grandes linhas, com uma referência especial às questões da democracia, da resolução de conflitos por via de negociações, à promoção dos direitos humanos. Também é claro em relação à China, à Rússia e, ao suspender o apoio à ofensiva militar da Arábia Saudita contra o Iémen, abre a porta às negociações e permite a ajuda humanitária que tanta falta faz.

As ditaduras saudita e chinesa

Como o tenho escrito várias e repetidas vezes, considero o respeito e a protecção dos direitos humanos de cada cidadão uma obrigação fundamental de um Estado democrático. Para mim, esta questão é uma prioridade política.

Por isso, sinto-me profundamente indignado com as sentenças que foram hoje decretadas contra duas mulheres excepcionalmente corajosas.

Na Arábia Saudita, a activista dos direitos humanos Loujain al-Hathloul, uma jovem de 31 anos de idade, foi hoje arbitrariamente condenada a cerca de seis anos de prisão efectiva. Tem sido uma voz incómoda e o regime não perdoa.

Na China, Zhang Zhan, de 37 anos, jornalista independente, recebeu uma sentença que a fechará quatro anos numa prisão, por ter feito reportagens sobre o início da pandemia em Wuhan, sem passar pelos canais da censura oficial.

Já sabíamos, é claro, que ambos os regimes são ditatoriais. Mas isso não deve ser uma desculpa para que fiquemos silenciosos. É essencial reagir perante cada novo caso. Cada violação da liberdade individual, de cada um de nós, é um drama.

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