Portugal é grande quando abre horizontes

13
Jul 19

Numa sondagem de opinião que hoje veio para os jornais, fica claro que a direita tradicional portuguesa está em crise. Representada pelo PSD e CDS, não conseguiria hoje mais do que 28% dos votos. 23% para o PSD e o resto para o CDS, que sofre uma queda acentuada. A agremiação de A. Cristas anda mais às aranhas do que a de Rui Rio, o que é muito significativo.

Estes resultados mostram que não há uma mensagem política à direita que cative. Não há fôlego nem bandeiras.

É evidente que a responsabilidade cai, acima de tudo, nos ombros dos líderes primeiros desses dois partidos. Num mundo a sério, ambos deveriam reconhecer que não têm garras para a música que se lhes pede que toquem. Isto é ainda mais evidente se se tiver em conta o desgaste político que caracteriza o governo de António Costa.

Do outro lado, quem aproveita são o BE e PAN. As razões serão motivo para outra conversa.

publicado por victorangelo às 18:05

25
Jan 19

A referência feita pelo Primeiro-Ministro António Costa “à cor da sua pele”, insinuando assim que a líder do CDS estaria a mostrar um comportamento racista em relação à sua pessoa, foi injustificada e muito infeliz. Não é para repetir.

Assunção Cristas, quer se goste muito ou nada dela, tinha todo o direito de pedir a António Costa que esclarecesse se apoia ou não a actuação da PSP. Era um pergunta legítima e de actualidade. A resposta deveria ser dada com calma. E de modo inequívoco, expressando claramente que é preciso respeitar a Polícia, quando esta está a cumprir a sua missão dentro dos parâmetros da lei.

Perder as estribeiras, quando se é Primeiro-Ministro, e quando não há razão para tal, acaba por ser visto como um sinal de fraqueza. Ou, pelo menos, de cansaço, de quem anda a precisar de descanso e de mudar de vida. Em ambos os casos, fica uma imagem tremida.

 

 

publicado por victorangelo às 21:30

15
Mar 18

Vi num jornal impresso, não vale a pena lembrar-me em qual, uma fotografia da dirigente do CDS, tirada na altura do encerramento do congresso do seu partido. Os comentários que acompanhavam a foto ilustravam bem a palermice a que se chegou, no terreno fértil da política à portuguesa.

Cada peça do vestuário dessa senhora tinha uma seta a apontar o preço, da blusa aos sapatos. Os valores seriam vistos, na maior parte dos países europeus, como moderados. Em Bruxelas, mereceriam a epígrafe de baratos. Ora, o autor da proeza construiu a imagem de modo a que se pensasse em extravagâncias, em exageros de quem tem muito para gastar.

Não sou apoiante de Assunção Cristas. E muito menos das ideias retrógradas que constituem a genética política e o sistema de valores do seu partido.

Mas quero fazer duas ou três observações.

Primeiro, creio que o jornalista não teria produzido o mesmo tipo de observações se o líder fosse um homem. Vejo aqui, francamente, mais um exemplo de discriminação contra as mulheres que ousam fazer política. Pode ter sido um erro inconsciente, mas não deixa de ser um vestígio claro de subalternização das mulheres e da difícil aceitação de lideranças femininas.

Segundo, é verdade que na política parece valer tudo. Todavia, no jornalismo responsável não deve ser assim. Sublinhar o trivial não é aceitável na comunicação social responsável.

Finalmente, em terceiro lugar, publicações assim acabam por contribuir para a expansão das vistas populistas e demagogas. Muito mau. O populismo é inimigo da democracia e do futuro.

 

 

publicado por victorangelo às 17:31

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