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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Sobre a campanha em curso

O funcionamento das instituições e da máquina do Estado deveria ser um tema central da campanha eleitoral. Infelizmente, não é. Não há quem fale no desempenho dos serviços públicos, quem apresente uma visão clara sobre qual deve ser o papel do Estado, ou proponha um novo tipo de complementaridade entre a administração central e a autárquica. Ora, o sector público precisa de levar uma grande volta, ao mesmo tempo que se reconhece quão importante é, num país como o nosso.

 

De pequenino

A minha neta, com três anos e meio, parece estar a preparar-se para ser candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Os trabalhos de casa, que a sua escola quer que execute, diariamente, incluem a limpeza da sua área de brincadeiras, o botar no lixo de tudo o que pertence ao lixo, e a arrumação das suas coisas. Uma folha de avaliação permite à Mãe tomar nota do grau de organização e limpeza da criança. No final da semana, a folha é entregue, pela neta, na escola, para confirmação do grau de execução e da pontuação.  

 

Se continuar assim, pode contar com o meu voto.

 

Lisboa precisa de gente que dê atenção à sua limpeza e ordem pública.  

Eleições limpas

Creio que a última vez que votei, em Portugal, foi em 1976. Depois, começou uma longa peregrinação por terras estrangeiras. E nunca aconteceu ter estado no país num dia eleitoral. Quando havia embaixada, inscrevia-me e acabava por votar lá. Noutros casos, nem isso foi possível.

 

Hoje, estava em Lisboa. Regressara ontem ao fim do dia, depois de umas semanas na Letónia. De manhã, não deu para ir às urnas. À tarde, o tempo complicou-se e choveu a sério. Mas não podia deixar de ir. Chamo a isso o peso do dever. Nestas coisas, há sempre que ter presente que, em muitas partes do mundo, há quem não possa votar ou quem veja o seu voto ser roubado, pelas trafulhas eleitorais que estão no poder. Assim se dá mais valor a eleições limpas, como as nossas. 

Eleições

Em vésperas de eleições autárquicas, o meu receio é que os resultados venham mostrar um novo recorde de desilusão. Taxas de abstenção mais elevadas que de costume serão o indicador. Por outro lado, a votação em elementos independentes e em movimentos de cidadãos deverá ser vista como um bom sinal de participação democrática.

 

As autarquias são ninhos de corrupção

A edição de hoje do Diário de Notícias deixa o leitor comum totalmente revoltado. São páginas e páginas a contar histórias de corrupção e de práticas desonestas nas autarquias portuguesas. De Lisboa ao canto mais escondido do país. Depois remata com uma entrevista com o presidente do Tribunal de Contas (TC), Guilherme d’Oliveira Martins, que diz, entre outras coisas “ que o poder local não é um viveiro de corrupção, está é mais exposto”. Assim mesmo. Quem não acredite, veja a página 16.

 

Dizer que tudo isto é uma vergonha não serve de nada. É que, de facto, não há vergonha nem moralidade no poder local e na política portuguesa.

 

Andam a gozar com os portugueses, a aproveitar-se da democracia e arruinar o país. E os casos contados não serão mais do que uma pequena amostra da situação real.  

 

E as instituições que deveriam fazer a supervisão do poder local, como os serviços de inspecção do Ministério da Administração Interna, ou o TC, são ou incompetentes ou coniventes. Ou estão tão sobrecarregadas, que não chegam para as encomendas.

 

Não é esta a vivência democrática que os portugueses desejam. Não é este tipo de poder que serve o país. É tempo de dizer basta!

 

A política da casa não dá para entender

Com as câmaras municipais endividadas até ao nariz – e muitas delas, pura e simplesmente falidas – ainda estou para perceber como há tanta gente interessada em concorrer às eleições autárquicas e à procura de um lugar de presidente de câmara.    

 

Será que são todos ou quase todos masoquistas? Ou “pirómanos”, que querem ajudar a enterrar ainda mais a vida pública? Ou acharão que têm alma de salvadores da nação?

 

Não há dúvida que cada vez percebo menos da política portuguesa.

 

Votar em terras alheias

Há cerca de quatro semanas, a administração eleitoral da minha zona de residência, em Bruxelas, escreveu-me para me lembrar que, enquanto cidadão da UE, tenho o direito de me inscrever na lista de eleitores e para me convidar a fazer o registo. Dizia-me, ainda, que as próximas eleições autárquicas terão lugar a 14 de Outubro e que, se me inscrever como eleitor, terei a obrigação de votar. Quem está inscrito não pode faltar, no dia do escrutínio.

 

Acabei por me inscrever. Hoje. Antes, havia visto que apenas cerca de 17% dos europeus residentes na Bélgica se inscrevem como eleitores. É uma percentagem muito baixa. Não corresponde ao espírito que deveria animar a construção europeia. Põe, além disso, em causa, um direito político: os direitos que não são utilizados acabam por se tornar vulneráveis. Por isso tomei a decisão que tomei. Irei votar.

Amigos, amigos...

Amigos, amigos, Pedrinhos 'a parte.

 

Não são os Pedrinhos que separam os amigos, meu caro. Cada um, em política e' livre, pode optar por ser pau mandado, outra coisa, ou não.

 

Só não compreendo e' a escolha do reciclado cavalheiro para a candidatura 'a Câmara de Lisboa. Desde o famoso terramoto, dir-se-ia que Lisboa sempre foi uma cidade  atraída pelos desastres.

 

Debater a liderança e as instituições

Dizem-me que dou demasiada importância às questões de liderança, ao papel transformador que um bom líder desempenha na sociedade que o reconhece.

 

Não nego que considero a boa liderança fundamental para o progresso político e social. A qualquer nível, não apenas nos grandes palcos das cenas internacionais ou nacionais. Mesmo na dimensão local, pública, como as autarquias, ou privada, como nas pequenas empresas, as questões do fio condutor e de quem o assume fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso.

 

Mas o líder poderá facilmente resvalar para a área da arbitrariedade e do autoritarismo se as instituições não se revelarem fortes e razoavelmente operacionais. As instituições são o complemento indispensável de uma liderança determinada. Só o regular funcionamento das instituições permite que o progresso social e a democracia viajem juntos.

 

Seria importante lançar um debate em Portugal sobre o funcionamento das instituições, as suas fraquezas e o seu reforço. E como se exerce a liderança no nosso país, quando o quadro institucional é tão fraco como o que actualmente existe.

Talvez uma rede de bloguistas queira lançar as primeiras pedras da discussão. Com serenidade. 

Municípios e as casas da corrupção

A propósito do enredo das casas do município de Lisboa, aqui 'a porta do escrutínio dos meios de comunicação social, pense-se no que irá por esse país fora.

 

A verdade e' que a fiscalização dos executivos camarários pela Inspecção-geral do MAI deixa muito a desejar. Não e' feita com eficiência, não e' sistemática, não e' célere. Por isso, abre as portas a todo o tipo de práticas ilegais e corruptas. E quando ainda por cima o sistema de justiça funciona 'a maneira do nosso, a passo de caracol sem energia...

 

As câmaras municipais são, por esse mundo fora, quando não são vigiadas a sério, grandes centros de práticas corruptas. Mais ainda, com o aproximar das eleições autárquicas.

 

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