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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A Europa esta semana para os ouvintes em Macau

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8830

Aqui vos deixo o link para o meu programa desta semana na Rádio TDM de Macau. Os meus comentários abordam os resultados das eleições legislativas no Reino Unido, a situação económica na zona euro, com uma referência ao caso do Banco Popular em Espanha, e ainda as relações entre a UE e os países do Sahel.

O Magazine Europa é coordenado por Rui Flores e conta agora com o trabalho altamente profissional da jornalista Catarina Domingues, ambos sediados em Macau.

Os bancos portugueses

Já que se fala hoje no estado do sistema financeiro do nosso país, lembro que na semana passada tive uma discussão com um banqueiro luxemburguês. Disse-me, com franqueza e sem arrogância, que colocar dinheiro em quantidades avultadas nos bancos portugueses era, na sua opinião, um acto de imprudência. E acrescentou que essa é a opinião que prevalece no Luxemburgo, no que respeita à saúde financeira dos operadores bancários portugueses.

Impunidades

Voltando ao escândalo que é a Caixa Geral de Depósitos, qual é a justificação para que a anunciada “auditoria forense”, decidida pelo governo há mais de dois meses, ainda não tenha sido iniciada? Quem tem aconselhado o governo a não andar para a frente com a auditoria, dizendo que uma investigação judicial dos actos praticados nos últimos mais ou menos dez anos não seria politicamente oportuna, por poder vir a mexer em gente com muitos poderes?

Não houve actos ilícitos? Não há responsáveis? Ninguém tem culpa?

É só fechar os olhos, toca a roda e mais do mesmo?

É por estas que eu penso que a política e os negócios devem ser mantidos em esferas separadas. Cada um no seu domínio, com regras claras e supervisão a sério. O resto é conversa, é ideologia barata, é abrir as portas à corrupção e ao roubo organizado e impune.

 

Caixa Geral dos Partidos

Este blog foi dos primeiros a escrever sobre a catastrófica situação a que sucessivos governos e interesses partidários do chamado “centrão” conduziram a Caixa Geral de Depósitos. Os anos da governação Sócrates foram particularmente desastrosos para a Caixa, que foi emprestando dinheiro a torto e a direito, sem qualquer outro critério que não fosse o da roubalheira e da negligência criminosa. Os de Passos Coelho foram anos de empurrar o problema para a frente, a fingir que este não existia. 

Agora o cidadão vai pagar uma vez mais a conta. Trata-se de pôr o banco de pé, dizem. Eu acrescento que se trata acima de tudo de criar as condições para que a interferência política volte a acontecer. Não houve vergonha no passado. Seria ingénuo pensar que a haverá agora e nos próximos anos. 

Os partidos querem controlar os bancos para poderem satisfazer as suas clientelas. É o saque organizado sob o lema do banco público.

 

Um assunto urgente: a banca portuguesa

Não sou nem pretendo ser o primeiro-ministro de Portugal. A minha ambição política actual não chegaria nem para ser o motorista do primeiro-ministro. No entanto, se alguém me perguntasse hoje qual seria a questão número um, fosse eu o chefe do governo, a principal preocupação a que deveria dar uma atenção muito especial, creio que responderia de um modo muito claro: o sistema financeiro nacional. Os bancos nacionais estão profundamente enfraquecidos, com carteiras cheias de créditos mal-parados, com custos fixos elevados, uma actividade comercial ao ralenti e sem capacidade para financiar ou acompanhar o crescimento da economia nacional. Até a Caixa Geral de Depósitos, que muitos gostam de ver como uma instituição de todos nós, está a acumular prejuízos significativos e a viver de ficções contabilísticas. Precisa, rapidamente, de uma importante injeção de capital.

Nas praças bolsistas mais importantes da Europa sabe-se que a situação da banca privada portuguesa é frágil. Ninguém com juízo compra ações de bancos portugueses.

Entretanto, em Lisboa, quem tem poder finge que não vê.

 

Ainda sobre os bancos

A banca portuguesa está em crise. Já várias vezes aqui o disse. Há demasiados bancos, poucas oportunidades de negócios, e muito compadrio. O compadrio tem favorecido uma elite que gira à volta das personalidades que controlam o sector e levado a más decisões comerciais, a um volume elevado de créditos malparados, e, nalguns casos bem conhecidos, à falência de bancos, a falcatruas e à corrupção.

O sector precisa de uma reforma profunda, incluindo consolidação e profissionalismo, com base nas regras do mercado e da competitividade. Não se salva com falsos arremedos patrioteiros, com os manifestos do pessoal de Aljubarrota, como agora parece ser o caso, ou as profissões de fé de outros retrógrados, nem com a manutenção dos mesmos indivíduos à frente das instituições.

Teria tudo a ganhar com uma maior internacionalização dos seus capitais e dos quadros. Por isso, o interesse de bancos estrangeiros deve ser aceite de bom agrado. Faz parte do dinamismo dos mercados.

Estamos na Europa e integrados numa certa maneira de ver as relações económicas.

É verdade que uma boa parte do interesse pelos bancos portugueses vem do vizinho do lado. Também isso é normal. Conhece melhor o nosso tecido económico que outros, vindos de mais longe.

E não nos podemos esquecer do que é evidente: se o capital espanhol investir em Portugal é para ganhar dinheiro. Só o ganhará se conseguir fazer trabalhar os nossos bancos a sério. Ou seja, se conseguir que a nossa actividade bancária esteja na verdade ao serviço da economia e das famílias portuguesas.

 

Notas sobre a decisão do Banco Central Europeu

 

BCE : a bazuca de Draghi; as medidas anunciadas a 10 de março de 2016

 

QE (Quantative Easing) mensal que passa de 60 para 80 mil milhões de euros. 

Taxas de juro negativas para incentivar os bancos a emprestar dinheiro para investimentos e consumo. 

Compra por parte do BCE de obrigações emitidas pelas empresas com um rating de crédito alto; uma medida inesperada. 

O BCE está preocupado em estimular o crescimento económico, em financiar a economia.

Mas o problema é que o quadro macroeconómico de negócios não é favorável:

  • os impostos e a pressão fiscal são altos
  • a regulamentação das empresas é demasiado apertada e afecta a sua competividade em relação a actores económicos baseados fora da UE
  • com a globalização, os grandes grupos económicos preferem investir fora da UE
  • os bancos têm muito crédito malparado e poucas oportunidades de negócios; há demasiados bancos na UE, no conjunto da UE; continuamos a pensar em termos nacionais, na “nossa banca” que é preciso proteger; os nossos políticos, um pouco por toda a parte, deveriam adquirir uma visão europeia do sistema bancário e ser capazes de a defender
  • falta emprego e estabilidade o que tem um impacto sobre o consumo das famílias; as famílias adoptam uma aitude de prudência em relação a novos consumos, sobretudo por muitas delas já estarem com um nível de dívidas pesado

Mais ainda, o Euro precisa de baixar de valor, a taxa de câmbio deveria estar entre USD 1,05-1,08 por cada Euro.

O dinheiro na Suíça

9 de fevereiro de 2015

HSBC, um dos maiores bancos do mundo, muito ligado aos interesses ingleses no Oriente, a começar por Hong Kong, está hoje nos cabeçalhos dos jornais. A razão é de peso. São milhares de milhões de dólares depositados em contas clandestinas, na filial suíça do mesmo. Essas contas foram agora reveladas por um grupo de jornalistas independentes que se dedica a estas coisas. Os titulares da massa são gente muito fina, embora nem todos muito sejam muito recomendáveis, antes pelo contrário. Alguns deles são conhecidos por terem ligações directas com o crime organizado ou com ditaduras da pior espécie.

Os dados são do período 2005-2007. HSBC diz-nos que essas coisas já não acontecem, nos dias de hoje. Será verdade, creio. E o motivo é simples. É que os controlos estão muito mais apertados. E a própria Suíça deixou de querer ser associada ao dinheiro sujo. Por isso, os bancos suíços têm estado a correr com os titulares não-residentes de contas na Suíça que não consigam demonstrar que estão em ordem com as autoridades fiscais dos seus países de residência. É uma boa medida. Embora haja quem diga, à boca pequena, que são apenas as contas menos gordas que caem nessa categoria. Quem tem muito cabedal acaba sempre por conseguir residir num país generoso do ponto de vista fiscal. E pode assim declarar aos banqueiros suíços que está tudo em ordem

Draghi é um bom exemplo

Confesso que expressei sérias dúvidas, em discussões recentes, nos primeiros dias desta semana. Não acreditava que Mario Draghi tivesse a coragem suficiente para se opor às profundas objeções das elites políticas e económicas alemãs e, por isso, acabaria por anunciar um Quantitative Easing que ficaria muito aquém das expectativas. A oposição alemã tornara-se, com o começo da contagem final antes de 22 de janeiro, muito clara e militante.

Ontem, pela manhã, ao analisar os dados então disponíveis, mudei de opinião. Pareceu-me que Draghi iria, em grande medida, ter a ousadia de lançar um programa verdadeiramente significativo. Ao fim do dia, chegaram-me umas notas que mostravam que a posição dentro do Banco Central Europeu ia no sentido de um programa de peso.

Hoje, o anúncio das modalidades e dos montantes do programa mostraram que Mario Draghi e o BCE estão à altura das suas responsabilidades. Foi uma decisão corajosa. Quem estava comigo no Luxemburgo, a assistir em directo à declaração do presidente do BCE, pensou o mesmo.

Não resolverá tudo, mas é uma contribuição fundamental para a saída da crise financeira e económica europeia. É a contribuição que cabe ao BCE, dentro do seu mandato. Agora, cabe aos outros, em Bruxelas e nas capitais, nas suas áreas de responsabilidade política e económica, mostrar que têm o mesmo calibre que Draghi revelou.

Virunga, o parque dos gorilas e da cobiça

Acaba de chegar às salas de cinema americanas e outras um filme de longa-metragem sobre o Parque Nacional de Virunga. Vale a pena ver.

O parque tem uma área que equivale a quase duas vezes a superfície do Algarve e situa-se na fronteira leste da República Democrática do Congo, na extrema com o Uganda e parte do Ruanda. É a “casa” de várias centenas de gorilas das montanhas, uma espécie em vias de extinção. Depois de um longo período de ameaças, por parte de milícias armadas e de caçadores furtivos, o parque tem conseguido, nos últimos anos, recuperar e proteger a sua riqueza natural.

Essa recuperação tem estado a ser ameaçada pelos interesses de uma companhia de exploração de petróleo inglesa, que dá pelo nome de SOCO International plc. O filme documenta o jogo de influências e as manipulações de funcionários e outros agentes contratados de SOCO. A companhia queria que uma parte significativa do parque, que é considerado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade, deixasse de ser reserva natural e pudesse ser objecto de pesquisas petrolíferas.

O director do parque, Emmanuel de Mérode, um nome de referência em matéria de coragem e de conservação da natureza, tem conseguido opor-se a esses desígnios. Em April passado foi vítima de uma emboscada, levou vários tiros e só não morreu por acaso.

Recentemente, depois de muita indignação internacional, SOCO resolveu retirar-se do Congo (RDC).

Curiosamente, um dos administradores não-executivos de SOCO é um antigo embaixador português, hoje jubilado e ligado a interesses bancários. Alguém por quem sempre tive muita consideração.

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