Portugal é grande quando abre horizontes

18
Mai 19

Por aqui, a demagogia e a asneira gostam muito de passear juntas. Desta vez, o motivo tem que ver com as condecorações atribuídas pela Presidência da República, no quadro das ordens nacionais. Alguma comunicação social e certos utilizadores das plataformas cibernéticas têm escrito trinta por uma linha sobre essas comendas e mesmo proposto que fossem abolidas.

A verdade é que todos os países atribuem condecorações a cidadãos que, por um motivo ou outro, se tenham distinguido de modo especial. É verdade que algumas dessas distinções honoríficas têm uma forte matiz político-partidária. O exemplo mais perto de nós é o do Reino Unido, com o gabinete do Primeiro Ministro – uma casa absolutamente partidária – a escolher quem será ou não condecorado. E, mais problemático ainda, com graus em cada ordem, que podem dar direito, ou não, ao enobrecimento do beneficiado. Esse enobrecimento é importante, quer em termos de estatuto social quer ainda de acesso a certas funções no sector privado. Mas o sistema está estabelecido e é aceite como tal, porque no essencial reconhece o mérito das pessoas escolhidas.

Soube-se agora que nos últimos 45 anos foram dispensadas 9477 comendas, pelos diferentes Presidentes portugueses. Considerando que uma parte dos homenageados já deve ter falecido, teremos hoje à volta de um condecorado por cada 2000 cidadãos. Não me parece exagerado.

Também não vejo motivo de escândalo se umas trinta ou quarenta pessoas, do total dos condecorados, acabaram por ter um comportamento que não se coaduna com o reconhecimento público que lhes foi dado. Não será por aí que o gato irá às filhoses. Nem isso justifica a demagogia e a asneirada que por aí anda.

 

 

publicado por victorangelo às 17:45

20
Mar 19

A frase da semana: a Coreia do Norte é uma ditadura retrógrada, extremamente violenta e inaceitável,  no mundo de hoje e o Jerónimo é simplesmente burro. Também desajustado com a realidade política de hoje.

publicado por victorangelo às 22:49

11
Fev 19

Aqui, neste espaço, a amizade verdadeira conta mais do que as divergências políticas. A amizade dura mais. As opiniões políticas, ou mudam com o tempo, ou são cegas, e nessa altura não vale a pena estar a insistir.

Também aqui, a força do argumento pesa mais do que a berraria descabelada. Berra-se muito, na nossa cena política. Mas isso não leva água a nenhum moinho. É, pelo contrário, sinal de fraqueza, sobretudo da mente.

publicado por victorangelo às 21:23

11
Dez 16

O papel do governo deve ser o de simplificar a vida dos cidadãos. Ora, aquilo a que assistimos vai no sentido contrário. Todas as semanas aparecem novas burocracias, regras e formalidades que nada acrescentam em termos de crescimento económico ou de bem-estar social. São meras invenções para justificar mais impostos, mais despesas, mais funcionários, mais arbitrariedades, para emperrar ainda mais a máquina administrativa, que já é pouco eficiente. É a política do tempo perdido, que nos faz perder tempo e dinheiro. É igualmente a atitude mesquinha de quem tem o poder, que vê os cidadãos como seres menores e irresponsáveis.

É essa maneira de exercer o poder que explica a “grande” ideia de obrigar os cidadãos com idade superior aos 65 anos a seguir uma “formação” – paga, claro –, se quiserem renovar a carta de condução. Isto, sem esquecer, que a maioria dos acidentes é provocada por gente jovem, de cabeça no ar e pé ligeiro. Tal e qual como os nossos políticos: cabeça no ar e mente acelerada pela cegueira estúpida de quem pensa que tem poder.

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:07

01
Fev 14

Portugal está nas mãos de fundamentalistas fiscais. Por isso, o micro-agricultor que for ao mercado vender umas nabiças, é obrigado a emitir factura. Uma loucura à portuguesa.

 

Em contraste, o serralheiro-sapateiro que tem loja aqui no meu bairro de Bruxelas, na rua comercial da minha zona, nem máquina de pagamento automático é obrigado a ter. Só aceita dinheiro contado e não passa factura.

 

Hoje, por exemplo, fui pagar a minha conta pendente. Resumia-se a duas letras em metal, um 18 capaz de resistir à ferrugem, para colocar do lado da rua da porta de casa, para que o leitor, quando me visitar, não se enganar no número da porta, e mais uma reparação de uns sapatos. Paguei a conta, que incluía também o trabalho de montagem das duas letras. 100 Euros. Desculpe, mas tem que ser em dinheiro. Factura? Não, não há.

 

Sem desculpas.

 

Nem crises na inspecção de finanças. Nem ASAEs e GNRs.

publicado por victorangelo às 20:20

15
Dez 13

Vi há pouco o vídeo do programa que a SIC, uma cadeia de televisão privada portuguesa, transmitiu creio que na sexta-feira, para marcar o regresso dos “Gatos Fedorentos” aos seus ecrãs. Foi apresentado sob o título “A Solução”. E foi uma desgraça, um atentado à inteligência dos portugueses, uma vergonha para quem sabe fazer humor a sério, uma armadilha em que fizeram cair um jornalista honesto como o é Rodrigo Guedes de Carvalho, uma bacorada primária que apenas serve para diminuir intelectualmente quem vê televisão.

 

Por cima de tudo isto, dez minutos de apelo à violência contra gente com responsabilidades máximas na governação do país, personalidades que podem ter cometido muitos erros e com as quais somos livres de estar em oposição, mas que têm direito ao respeito democrático.

 

Nunca achei os “Fedorentos” particularmente graciosos, nem nunca os vi capazes de ir além de uma graça rasca e de acentuado mau gosto. O seu regresso promete mais do mesmo. É um excelente contributo para o processo de abrutamento que temos estado a viver.  

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:11

02
Fev 13

Dizem-me que, num país em crise profunda, os deputados se entretiveram a votar uma recomendação sobre a grelha de programas da TV pública. Parece que aconselharam o governo a incluir no canal televisivo oficial uma série semanal sobre batatas e cebolas, couves-galegas e animais de capoeira, e por aí fora, tudo numa perspectiva indefinida e abstracta de uma TV Rural. 

 

A razão deve ser, imagina-se, porque muitos dos habitantes desse país distante estão a voltar a viver ao nível de uma economia de subsistência. Sem contar, claro, que este tipo de resoluções mantém os deputados entretidos, sem que ninguém se lembre de os mandar às favas. 

publicado por victorangelo às 16:44

31
Jan 13

Na Visão de hoje, António Mega Ferreira, que é considerado um grande pensador contemporâneo, ilustra a barbaridade do simplismo intelectual português de hoje. À pergunta sobre a Europa, "onde certas elites falam nos "preguiçosos do Sul" face "aos competentes do Norte", questão sugerida pelo jornalista, o brilhante responde assim, com este tipo de absurdidades:

 

"A raiz histórica está mais atrás, no luteranismo. O ódio do Norte ao Sul vem da inveja. Eles não suportam o nosso sol, a boa comida, certa moderação nos costumes, na maneira de viver e de trabalhar. Os povos do Norte foram sempre organizados, como queria Lutero - um bandido do pior. "

 

E vai por aí fora.

 

Com um nível de reflexão deste género e desta "profundidade", um país como o nosso não precisa de inimigos exteriores. Basta-lhe as "elites" nacionais que por aí andam a definir a linha de pensar. 

 

É de ficar muito preocupado. 

publicado por victorangelo às 15:45

26
Dez 12

 

Mais do mesmo, na continuação do post anterior. Desta vez, em Maio de 2012. Uma Presidência que ignora as mulheres portuguesas.

publicado por victorangelo às 21:09

 

Esta fotografia foi retirada hoje, por mim, do sítio oficial da Presidência da República portuguesa.

 

Parece que este grupo de homens que está à volta do Presidente e do MNE são o apregoado Conselho da Diáspora Portuguesa. Ninguém, que eu conheça, entende como foram seleccionados. Como foi estabelecido este Conselho. Mas, mais ainda, ninguém percebe por que razão não há nenhuma mulher neste Conselho? Será que a gente ilustre que faz grande o nome de Portugal no estrangeiro só inclui machos?

 

Ou teremos aqui mais um exemplo do nosso machismo oficial?

publicado por victorangelo às 20:55

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