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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um parque bem cuidado

Dá gosto ver áreas públicas bem cuidadas. Foi o que aconteceu hoje, quando fui andar de baloiço com a minha neta no parque dos moinhos do Alto da Ajuda, em Lisboa. O jardim está impecável, os moinhos bem cuidados e o espaço infantil arranjado como deve ser. As crianças brincam com contentamento.


E a vista é soberba.


O único ponto de interrogação diz respeito às instalações que haviam sido previstas para funcionarem como restaurante. São umas instalações amplas e bem desenhadas. No passado, houve ali um restaurante que até nem era mau. Agora não há. As salas estão subaproveitadas, a fazer de pequeno ginásio. Um projecto tímido, pouco mais do que a fingir, só para que não se diga que a coisa está fechada.


Talvez um destes dias apareça por ali um projecto de utilização mais a sério. Mas que estará sempre condicionado pelo facto do parque fechar ao fim do dia.


Aqui fica a nota.

 

Lisboa é uma cidade mal gerida

Em termos de gestão do ambiente e da qualidade do ar, Zurique ganha ao resto das grandes cidades europeias. E Lisboa, num total de 23, aparece como a 22ª, ou seja, numa posição que nos envergonha e que mostra a falta de interesse ou de competência dos dirigentes da nossa capital, em matéria de medidas que melhorem a qualidade do ambiente da cidade.

Ao ver estes dados lembrei-me de vários comentários de amigos meus, estrangeiros, que acham que Lisboa tem uma situação privilegiada em termos de paisagens, de localização e mesmo de clima, mas dá, ao mesmo tempo, a ideia de uma urbe pouco cuidada e caótica.

Uma Câmara partida

Hoje à tarde, fazia eu, como de costume, uma caminhada à beira-rio, entre o monumento das Descobertas e a Ponte 25 de Abril, quando tive uma vez mais a oportunidade de dizer mal da Câmara Municipal de Lisboa.

 

Não por causa do baldio em que se transformou a área junto ao rio, mesmo no alinhamento do Palácio de Belém -- uma vergonha de lixo, ervas daninhas e objectos abandonados, de festas que já terminaram há muito. Nem pelo facto das obras de saneamento, um pouco mais à frente, a caminho da Ponte, iniciadas pelas Águas de Portugal, um monopólio que pretende ser uma empresa, estarem paradas há tempos, depois de terem aberto uma cratera mal planeada. Nem tão pouco pelo facto do trânsito junto ao Museu da Electricidade, do lado do rio, ainda não ter sido fechado, apesar do investimento já feito, em termos de controlos, barreiras, etc. Menos ainda por a Câmara ter aceite colocar aqueles tijolos junto à água, e, a gozar com o povo, chamar àquilo uma obra de arte.

 

Não. A razão foi bem mais terra-à-terra. Meti um pé num dos muitos buracos da calçada esburacada que é o passeio, torci a perna, estatelei-me ao comprido, abri a mão esquerda, quase partia o braço direito, e pouco mais. E claro, a torneira de água, que a CML colocara no jardim, provavelmente para que lavemos as nossas mágoas, estava partida e não funcionava.

Lisboa, lixo,Portugal, Freeport

 

Chego a Lisboa vindo do Norte da Europa, desvio-me por Benfica, para fugir ao engarrafamento da Segunda Circular, corto por ruas com lixo e pedaços de jornais a voar no vento forte do desleixo e incompetência da Câmara Municipal do senhor Costa, chego a casa a tempo de ver que o prato forte das notícias é o Portugal do Freeport, com engenhocas que sabem a alta corrupção, mas não há problema, diz-me depois quem conhece bem a justiça portuguesa, que mais Freeport menos Freeport, mais lixo menos lixo, tudo acabará como de costume, nas memórias esquecidas de uma classe que finge que é dirigente, e de um pequeno povo que passa os tempos livres nos Centros comerciais dos arredores da vida.

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