Portugal é grande quando abre horizontes

27
Jul 15

Esta semana terminam cinco anos de negociações entre os EUA e mais onze países da Ásia e do Pacífico. Trata-se do acordo final de comércio conhecido como a Parceria Trans-Pacífico, ou TPP. Inclui, para além dos americanos, o Japão, a Malásia, o Canadá, a Austrália, Singapura, o Perú, o Chile, o México, Brunei, o Vietname e a Nova Zelândia. Estes países representam 40% do PIB mundial. A reunião que permitirá aos ministros do comércio acertar as últimas agulhas começa amanhã no Havai.

Para além da dimensão comercial, que é muito importante, o TPP permite duas outras leituras, de natureza política, que gostaria de sublinhar.

A primeira diz respeito à China. A China não faz parte do acordo, o que em grande medida é visto como uma vitória estratégica favorável aos EUA e ao Japão. Houve a preocupação de a excluir do processo.

A segunda tem que ver com a UE. Os EUA estão metidos numa negociação semelhante com Bruxelas, conhecida pelas iniciais TTIP. Mas na realidade, a grande prioridade política, para Washington, é o Pacífico. O Pacífico, numa concepção ampla, que engloba igualmente o Canadá e países considerados de grande interesse na América Latina.

O TTIP também terá a sua importância, é claro, mas o esforço principal era o de conseguir levar a bom porto o TPP. Até porque com esta parceria aprovada, nos moldes em que o está a ser, vai ser muita mais fácil, pensa Washington, influenciar os europeus e fazê-los aceitar certas posições americanas. Nomeadamente no que respeita ao mecanismo de resolução dos conflitos comerciais. No entender americano, esse mecanismo deve seguir um modelo arbitral, fora da alçada dos tribunais convencionais.

 

publicado por victorangelo às 22:01

22
Jan 14

Yukon é uma das províncias do Canadá, na fronteira com o Alaska. Com uma superfície comparável à da Espanha, tem uma população residente de 31 000 pessoas. Foi tema de conversa, este serão. Uma região longínqua, que nos lembra que o ser humano se adapta aos climas mais extremos. Enquanto falávamos dessas terras do fim do mundo, no calor de uma sala aquecida de Bruxelas, alguém nos disse que era, na altura, a hora do meio-dia em Whitehorse, a capital do Yukon, e que a temperatura exterior estava nos menos 33 graus centígrados.

 

Depois, alguém disse que acabara de passar o fim-de-semana em Portugal e que sentira, nas casas por onde tinha passado, um frio dos diabos. Muito mais frio do que em Bruxelas. Talvez não tanto frio como em Yukon, mas ao fim e ao cabo, é tudo uma questão de recursos, nesta parte do mundo onde vivemos.

publicado por victorangelo às 22:13

twitter
Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

13
14
15
17
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


subscrever feeds
<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO