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A ambição africana de Espanha

https://www.dn.pt/opiniao/a-espanha-quer-correr-em-africa-em-pista-propria-13573789.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Nessa crónica faço uma breve análise da ambição espanhola relativa a África. 

Cito, de seguida, um parágrafo desse texto, como sendo um convite à leitura completa da crónica.

"A visita a Angola deixou claro que se trata de ocupar o maior espaço económico possível, da agricultura e pescas aos transportes e à energia. Existem mais de 80 projetos de investimento espanhol já em curso ou em fase de arranque. Parece haver igualmente a intenção de contar com Luanda para ajudar Madrid na normalização das relações com a Guiné Equatorial, que foi a única colónia que Espanha teve ao sul do Saará e que agora faz parte da CPLP. À primeira vista, estas diligências parecem estar em competição direta com os interesses de Portugal. Ora, o conhecimento das complexidades de Angola e da Guiné Equatorial aconselhariam a um esforço conjunto por parte dos dois Estados ibéricos."

Guiné-Bissau

A situação política na Guiné-Bissau está muito complicada e tensa. Parece-me fundamental – e urgente – organizar uma mediação exterior que possa ajudar os dirigentes políticos nacionais na procura de uma solução negociada. A resolução do confronto em curso pode ser facilitada por quem venha de fora e não tenha nenhuma sardinha no lume. Quem vai tomar a iniciativa?

Ainda sobre a Guiné-Bissau

A posição intransigente de Portugal em relação ao chamado governo de transição na Guiné-Bissau está a criar um sério clima de tensão entre o nosso país e a CEDEAO, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Esta situação precisa de ser resolvida ao mais alto nível da política externa portuguesa, pelas consequências negativas que tem no que respeita aos nossos interesses naquela região de África. 

 

Mais ainda, dentro da CPLP, Portugal deve trabalhar no sentido de fazer com que o Brasil assuma um papel mais activo na resolução da crise guineense. Uma linha de actuação desse tipo será coerente com o facto do Brasil ter, ao nível da ONU, um papel de liderança nas matérias relativas à Guiné-Bissau, enquanto chefe de fila do grupo de nações que apoiam a consolidação da paz em Bissau. 

A Guiné-Bissau: um caso esquecido

Ao fim do dia, a Rádio Renascença telefonou-me, por causa de um programa que está a ser preparado sobre a situação na Guiné-Bissau. A verdade, respondi-lhes, é que não tenho acompanhado a evolução recente do caos em que se encontra esse país. A Guiné-Bissau saiu do mapa estratégico internacional. Mesmo do regional, pois na África Ocidental o que conta, neste momento, é o caso do Mali bem como a proliferação dos grupos ligados, de modo mais ou menos real, à al-Qaeda. Quem se interessa ainda pela Guiné? Quem está disposto a perder mais tempo com esse poço sem fundo? 

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