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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A revolução climática é possível

https://www.dn.pt/opiniao/mais-paineis-solares-e-menos-ogivas-nucleares-14287952.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. É uma escrita com várias mensagens, mas quero aqui destacar duas. Primeiro, que a cooperação entre as grandes potências é fundamental para o futuro da humanidade. Segundo, que existem meios para acelerar a transição climática, como existem meios para investir em todo o tipo de armamentos sofisticados. É tudo uma questão de confiança entre os grandes e de vontade política. 

Afeganistão: e agora?

https://www.dn.pt/opiniao/nao-podemos-varrer-o-afeganistao-para-debaixo-do-tapete-14196999.html

Este é o link para o meu texto desta semana, hoje publicado no Diário de Notícias. 

Trata-se de reflexão prospectiva sobre o futuro a curto prazo do regime talibã. Abordo a urgência humanitária, a situação económica e a questão do reconhecimento diplomático do novo regime. 

"O reconhecimento do novo regime, incluindo a sua representação na ONU, vai depender da posição que cada membro do G20 vier a adoptar. Acontecimentos recentes mostram uma tendência para o estabelecimento de contactos pontuais, enquanto ao nível político se continuará a falar de valores, de direitos humanos, da inclusão nacional ou do combate ao terrorismo. E a mostrar muita desconfiança para com a governação talibã. Com o passar do tempo, se não surgir uma crise migratória extrema ou um atentado terrorista que afecte o mundo ocidental, o novo regime afegão, reconhecido ou não, poderá ser apenas mais um a engrossar a lista dos estados repressivos, falhados e esquecidos."
Este parágrafo fecha o meu texto. 

Os europeus andam à procura do Indo-Pacífico

https://www.dn.pt/opiniao/a-china-o-indo-pacifico-e-as-ilusoes-europeias-14177483.html

Aqui vos deixo o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

Um dos meus leitores habituais disse-me que o texto está demasiado denso. Poderá ser. 

A verdade é que a designação de "Indo-Pacífico" é demasiado complexa, imprecisa e tem problemas muito distintos, sendo cada país um mundo à parte. Mas o mais significativo diz respeito à China. Quando em Beijing se ouve falar em "Indo-Pacífico" o que se compreende é que se trata de uma procura de alianças e portas de entrada na região, pelos americanos e agora também pelos europeus, tudo isso visando a China, numa tentativa -- vã -- de lhe fazer concorrência.  

A relação entre a Europa e os Estados Unidos

A questão dos submarinos australianos alterou profundamente a política nacional francesa no que respeita ao seu relacionamento com a administração do Presidente Joe Biden. Mas é ainda mais séria, por ter feito perder a confiança na cooperação de defesa entre uma parte da Europa, representada pela França, e os Estados Unidos.

Vai, entre outros aspectos, ter um impacto no funcionamento político e operacional da NATO. A França já não se sentia à vontade numa organização que tem a Turquia como membro. E ficou ainda menos convencida, perante o comportamento americano, que decide sem consultar e tem apenas em conta a preocupação com o crescimento da influência global da China. Ora, a China, para a França e para outros dos seus aliados europeus, é um problema distante, secundário e mais aparente do que real. Para esse grupo de aliados, os desafios de defesa e segurança estão bem mais perto das fronteiras europeias, quer a Leste quer a Sul.

Temos aqui um momento de viragem. Mas ainda não é possível medir todas as suas dimensões.

A cena internacional está cada vez mais complicada

A cena estratégica internacional está a mudar a grande velocidade. Começa a ser difícil acompanhar as mudanças, quando não se tem uma equipa de apoio. Os observadores a título individual, como é o meu caso, precisariam de trabalhar 24 horas por dia.

Hoje, por exemplo, aconteceram duas situações que são estruturalmente importantes.

Primeiro, foi o anúncio do acordo de defesa entre os EUA, o Reino Unido e Austrália, a que chamam AUKUS, sem qualquer consulta prévia com os aliados europeus e acompanhado, para cúmulo, da anulação de um contracto que a Austrália fizera com a França. Esse contracto, da ordem dos 56 mil milhões de euros, dizia respeito ao fornecimento de uma dúzia de submarinos de propulsão convencional, que a Austrália encomendara à França. A Austrália assinou agora uma nova encomenda com os EUA, para o mesmo número de submarinos, mas de propulsão nuclear.

Segundo, temos o Parlamento Europeu a aprovar uma resolução claramente hostil a Vladimir Putin. Essa resolução pede à Comissão Europeia que tome um determinado número de medidas retaliatórias e de sanções contra o grupo no poder em Moscovo. A resolução leva o conflito com a Rússia para um patamar mais elevado de tensão. Mesmo que não leve a um qualquer resultado prático, dá ao Kremlin a oportunidade de tirar dividendos desta manifesta hostilidade. A relação com a Rússia deve ser firme, estou de acordo, mas não pode fechar as portas do diálogo. Tem de ser construída com pilares positivos. As sanções e outras medidas devem sempre deixar uma possibilidade de se encontrar uma solução.

Duas abstenções no Conselho de Segurança

A resolução sobre o Afeganistão, que foi tema do meu blog de ontem, foi aprovada por 13 dos 15 estados que compõem o Conselho de Segurança da ONU. A China e a Rússia abstiveram-se, apesar do texto ter sido trabalhado de modo a torná-lo menos imperativo e mais respeitador da nova autoridade que controla o Afeganistão.

No caso da China, ficou pouco claro qual foi a razão da abstenção. Quanto à Rússia, tratou-se, para já, de um favor feito à China, pois o representante russo disse que a abstenção se justificava por não haver no projecto de resolução uma qualquer referência ao Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, um grupo moribundo que a China acusa de levar a cabo acções terroristas na província uigur de Xinjiang. A verdade é que esse grupo está inactivo há já algum tempo.

A Rússia precisa da China. E a China olha para o Afeganistão com grande interesse. Ambos querem estabelecer boas relações com o poder talibã. Nessa competição, ganhará a China.

 

Um novo e complexo desafio chamado Talibã

https://www.dn.pt/opiniao/um-novo-capitulo-nas-relacoes-internacionais-14063658.html

Este é o link para o meu texto de hoje, no Diário de Notícias. 

O texto centra-se em duas mensagens. A primeira, para sublinhar que a política internacional deve dar a primazia aos direitos e à dignidade das pessoas. A segunda, para defender que a nova situação no Afeganistão é um desafio regional e internacional muito importante. Por isso, exige um novo tipo de diplomacia, que procure sentar à mesma mesa o G7, a Rússia e a China.

Cito um parágrafo do texto que escrevi:

"O G7 deveria mostrar-se especialmente inquieto com o tipo de governação que os talibãs vão impor. A Rússia está consciente dos riscos para a estabilidade dos seus aliados na Ásia Central. A China está preocupada com a defesa dos seus interesses no Paquistão – os chineses não excluem um cenário em que terroristas paquistaneses e outros possam atuar, no futuro, a partir do Afeganistão e ameaçar o corredor económico que une a China ao porto de Gwadar, no Oceano Índico. Quer a China quer a Rússia teriam certamente muito interesse em participar nessa discussão com os países do G7. Assim se transformaria uma crise numa oportunidade de aproximação entre potências rivais. Ganhariam todos com esse tipo de diálogo, a começar pelos cidadãos do Afeganistão."

O Afeganistão numa perspectiva mais ampla

https://www.dn.pt/opiniao/cabul-e-depois-do-adeus-14045427.html

Acima fica o link para o meu texto desta semana, que publico no Diário de Notícias. 

O objectivo da escrita de hoje é o de defender uma tese mais ampla -- o descalabro americano e ocidental visto pela liderança chinesa. Mas também quis falar das pessoas, da má vizinhança em que se insere o Afeganistão e da resposta da União Europeia. 

"Vistos de Beijing, os acontecimentos no Afeganistão indicam que a opinião pública americana está menos disposta a comprometer-se em guerras que não são suas, em terras longínquas, difíceis de localizar no mapa e de entender culturalmente. Xi Jinping e os seus ficaram agora mais convencidos de que os americanos vergarão de novo perante factos consumados. Neste caso, perante a realidade que resultaria da ocupação pela força de Taiwan. Nessa visão, Washington reagiria com muito ruído, mas de facto hesitaria até finalmente abandonar a hipótese de uma resposta militar."

Este é um dos parágrafos do meu texto. 

 

Não podemos esquecer o Afeganistão

Embora no pino do período das férias, não é possível ignorar o que se passa em determinadas partes do mundo, em termos de sofrimento humano e violação dos direitos mais básicos das pessoas. Assim, neste domingo de agosto muitas das atenções estiveram focadas nas tragédias que estão a acontecer no Afeganistão. E, infelizmente, essas tragédias irão continuar.

Mais ainda, qualquer tentativa, por qualquer outro Estado, de dar credibilidade política aos Talibãs deve ser fortemente condenada. Os Talibãs são um grupo terrorista primitivo e inaceitável nos tempos de agora. Os apoios que recebem do Paquistão, da Arábia Saudita e de outros devem ser denunciados

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