Portugal é grande quando abre horizontes

28
Fev 18

O Magazine Europa da Rádio Macau desta semana debruçou-se sobre a recente cimeira informal do Conselho Europeu, em especial sobre as questões orçamentais e fez a análise da campanha eleitoral na Itália e das amizades que Sílvio Berlusconi continua a manter nas altas esferas de Bruxelas. No programa, tratámos ainda da situação dos direitos humanos na China, uma questão muito delicada naquela parte do mundo, e também da detenção, em condições pouco claras, do livreiro Gui Minhai, uma personalidade muito conhecida em Hong Kong e que tem dupla nacionalidade, chinesa e sueca.

Os meus comentários sobre estes temas podem ser ouvidos no link seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9979

publicado por victorangelo às 20:32

25
Fev 18

O programa desta semana na Rádio TDM de Macau sobre a Europa, um programa em que participo há quase três anos, tratou das questões da segurança na Europa, da reunião do Conselho Europeu, da escolha do futuro Presidente da Comissão Europeia, das listas transnacionais e da situação da social-democracia na Europa, numa altura em que esta corrente política parece estar em crise e continua a perder apoio, nos diferentes países da Europa.

O link para o programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9936

publicado por victorangelo às 20:36

10
Fev 18

Os meus comentários desta semana, para os ouvintes da Rádio Macau, incidiram sobre a recente visita de Teresa May à China, sobre a Polónia e os campos da morte nazis, as eleições que irão ter lugar em breve na Itália e ainda sobre a vitória de Anastasiades nas presidenciais de Chipre.

O link para o programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9856

publicado por victorangelo às 19:58

04
Set 17

O regime da Coreia do Norte não respeita os princípios básicos das relações internacionais entre estados. É um regime fora-da-lei. Por isso, assim deve ser tratado. Como um regime inaceitável. As relações diplomáticas com esse governo devem ser reduzidas ao mínimo. E as sanções políticas devem ser acompanhadas por um modelo extremamente apertado de sanções económicas e financeiras, que apenas deixe de fora os bens e serviços de natureza humanitária. É isso que se espera que o Conselho de Segurança da ONU adopte.

Pôr no mesmo pé Kim Jong-un e qualquer outro líder mundial, incluindo D. Trump, é má política. Kim é um violador das normas internacionais e a maior ameaça que existe para a paz, a segurança e a prosperidade de centenas de milhões de pessoas. E isso precisa de ser dito com clareza, incluindo pelos dirigentes chineses e russos. Podem tê-lo utilizado para tentar diminuir a influência americana na Península da Coreia. Mas ele é agora o feitiço que saiu da garrafa e se irá virar, também, contra os interesses dos chineses e dos russos.

Kim Jong-un e a sua clique têm que ser postos na ordem. Essa deve ser, neste momento, a maior preocupação das principais potências do mundo.

publicado por victorangelo às 21:23

12
Jul 17

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=8957

Acima vos deixo o link para os meus comentários desta semana na Rádio Macau sobre a UE.

Abordo o acordo comercial assinado com o Japão, as fricções entre J-C Juncker e o Parlamento Europeu, a presidência da Estónia neste segundo semestre de 2017 e os resultados do G20.

publicado por victorangelo às 21:13

04
Jun 17

Três semanas de viagem por diferentes partes da China proporcionam um conjunto de lições fascinantes. Uma das mais importantes diz respeito ao futuro da UE.

O desenvolvimento acelerado da China, o potencial do seu comércio externo, a enorme capacidade de investir nas economias de outros países, tudo isso, combinado com os imensos desafios políticos que a China acabará por ocasionar ao nível da cena internacional, mostra que sem unidade e um maior nível de integração económica e política a Europa não conseguirá fazer frente à competição vinda da China. Dito de outro modo, ou optamos por uma visão positiva da UE ou deixaremos os nossos valores e interesses serem postos em causa.

Unidos, podemos tratar da China como um aliado e construir uma parceria equilibrada. Fragmentados, acabaremos esmagados por uma maneira de ver o mundo que não coincide exactamente com a nossa.

 

publicado por victorangelo às 14:45

18
Abr 17

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-17-Depois-dos-estrondos

Este é o link para o meu novo texto na Visão sobre o papel da força na resolução das crises.

Vai certamente suscitar algumas reacções.

Boa leitura.

publicado por victorangelo às 12:25

23
Dez 16

Antes de fechar as portas por motivos de Natal, tentei hoje entender o que irá ser discutido no Fórum Económico de Davos, a partir de 17 de janeiro.

Como é sabido, Davos atrai, cada ano, uma boa parte da elite política, financeira, económica e académica mundial. Nesta próxima edição, vai ter como estrela o presidente da China, Xi Jinping. O que é significativo: a liderança chinesa quer posicionar-se na linha da frente no que respeita aos grandes debates económicos e sociais sobre o futuro.

O que que me faz voltar à questão da agenda.

E a verdade é que não entendo bem onde se quer chegar com o programa proposto. Os temas são abstractos, pouco claros, cheios de palavras grandiosas, enfim, uma maneira de falar que ninguém entende. Ora, isto para quem se diz preocupado com a distância que continua a aumentar entre as elites e os cidadãos…

A conversa da agenda mostra bem esse fosso. E não irá certamente contribuir para o lançamento de pontes entre ambos os lados.

Pena, porque a questão das elites é uma das grandes interrogações que precisa de ser debatida com urgência. Como Donald Trump e outros do género nos lembram diariamente.

Enfim, vamos, para já, fechar para as festas. Um bom Natal a todos.

publicado por victorangelo às 17:39

01
Out 16

O Conselho de Segurança volta a pronunciar-se sobre a eleição do Secretário-Geral a de 5 de outubro.

Nas vésperas de uma votação que poderá ser decisiva, a diplomacia está na fase das grandes manobras. Que na realidade têm que ver com dois ou três cargos importantes no Secretariado da ONU. Trata-se de lugares de chefia dos departamentos considerados mais importantes: Operações de Paz e dos Assuntos Políticos. E também com a designação do novo Vice-Secretário-Geral, uma escolha que faz parte das prerrogativas do Secretário-Geral.

As Operações de Paz têm estado debaixo da alçada dos franceses. É muito provável que a França não consiga manter o controlo desse departamento no futuro. Diz-se que a China está com os olhos postos nesse lugar.

Os Assuntos Políticos são, desde alguns anos, uma coutada americana. Vai ser difícil desalojá-los. Tudo se pode negociar, porém.

E então, que se deve oferecer aos russos, para que deixem passar o candidato em causa? Neste momento, controlam a área que se ocupa da Polícia das Nações Unidas e temas similares. Mas não chega, face às ambições de Moscovo. A área é um tema menor dentro das Operações de Paz.

Os russos também andam à procura de um ou outro compromisso por parte dos europeus. Sobre as sanções, sobre o futuro da Ucrânia, sobre os gasodutos e a política energética da UE. Daqui, a importância da Comissão em Bruxelas. E de Berlim, claro, que também arvora aspirações, no que respeita à estrutura funcional das Nações Unidas.

Quanto à nomeação do número dois da ONU, não deverá ser um europeu, se o novo Secretário-Geral for de nacionalidade europeia. Poderá, para satisfazer os russos, ser alguém da Ásia Central, de um estado cliente de Moscovo. Também poderia ser Helen Clark, para calar os americanos e os britânicos, sem levantar ondas em Moscovo ou Beijing. Ou Susana Malcorra, que tem muitos amigos influentes, incluindo os Clinton, e a vantagem de não ser considerada como ocidental. Será, de qualquer modo, alguém do sexo oposto ao do novo SG. E alguém que vai exigir uma certa margem de manobra, para que a função de Vice não seja apenas para a galeria ver.

É nisto que estamos, nos próximos dias.

Entretanto, Kristalina Goergieva vai a provas na segunda-feira. Veremos que conclusões poderão ser tiradas das suas prestações.

 

publicado por victorangelo às 22:02

22
Mai 16

A China e o seu estatuto perante a EU no quadro da Organização Mundial do Comércio 

Economia de mercado? 

12 de maio no Parlamento Europeu: os MEPs votaram contra a atribuição à China do estatuto de economia de mercado. 

O voto é meramente indicativo, não é vinculativo. 

Mas a Comissão Europeia não é favorável à mudança de estatuto da China e vários estados ir-se-ão opor ao novo estatuto. Irão continuar a aplicar medidas anti-dumping contra a China.  

A minha sugestão: o câmbio de estatuto poderia ser limitado a certos sectores, como o do aço (330 000 empregos na EU), das indústrias químicas, cerâmicas, etc. 

Receio da uma concorrência desleal e da perda de muitos empregos na Europa: embora ninguém saiba ao certo quantos empregos possam estar em risco: fala-se de 200 000 a 3,5 milhões…Ou seja, não há uma ideia clara, vive-se nas nuvens do medo.  

Entretanto as empresas chinesas e os consórcios de investidores chineses já adquiriram este ano, até 11 de maio, 111 mil milhões de USD em empresas estrangeiras. 

Em 2015, haviam investido 107 mil milhões de dólares em todo o ano

Em 2006, 21 mil milhões de dólares gastos pelos chineses em aquisições de empresas em todas as partes do mundo.

Em 2000, apenas 1,7 mil milhões de dólares. 

Este ano o destino das aquisições chinesas tem sido o seguinte: Suíça, EUA, Hong Kong, Alemanha e França, por ordem decrescente do valor dos investimentos 

Exemplos:   ChemChina comprou este ano a sua rival suíça Syngenta por 43 mil milhões de dólares. 

                   Em 2015, um consórcio chinês comprou o aeroporto de Toulouse, que é a base de Airbus.

publicado por victorangelo às 21:14

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