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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Voltar aos velhos equilíbrios

Deve ser do confinamento prolongado, mas noto que várias pessoas conhecidas estão a ficar mais intolerantes. Quando falam de política ou de personalidades públicas, nas áreas da política e da intervenção social, perdem facilmente o equilíbrio. Os comentários que emitem são mais radicais, mais definitivos, mais ofensivos também.

Creio que é altura de lembrar a todos que os passeios higiénicos não estão proibidos. É bom apanhar vento no rosto e refrescar os olhos e a cabeça.

Não podemos deixar que a pandemia nos torne mais extremistas. Um país de extremistas e de gentes de ideias feitas é um país que não está bem consigo próprio.

Questões dos tempos que vivemos

Estamos cada vez mais fechados em nós próprios. Sair de casa passou a ser algo de absolutamente excepcional. Muitos de nós temos apenas como visão do mundo a parede do prédio da frente ou as imagens que quem manda nas televisões decide pôr nos ecrãs.

Isto seria aceitável noutras eras. Agora, é cada vez mais difícil, embora a maioria dos cidadãos tenha compreendido a necessidade do confinamento. Mas quanto tempo mais poderá durar essa aquiescência? E que efeitos no comportamento irão ocorrer? E, mais ainda, quem irá tirar dividendos políticos destes tempos tão diferentes?

A declaração presidencial

A comunicação do Presidente da República foi suficientemente clara. Lembrou-nos que a situação é grave, no que respeita à pandemia da covid, e que continuará a sê-lo durante os próximos meses. Os sistemas de saúde estão à beira da ruptura e, por outro lado, a economia está a ser profundamente abalada. Assim, o estado de emergência irá continuar – foi esse um dos avisos que fez – durante o mês de dezembro e para além desse período.

Pessoalmente, não vi nenhuma contradição maior entre o que disse e a maneira como o governo tem estado a encarar a pandemia. Penso, no entanto, que deveria ter insistido mais no que se espera de todos nós em matéria de comportamentos que evitem o risco. É aí que está uma das respostas mais importantes à crise sanitária. Na China, na Coreia do Sul, em Singapura, e noutros países, a disciplina cívica – nomeadamente o uso generalizado de máscaras – tem desempenhado um papel fundamental.

É, no meu entender, altura de começara falar disso com mais insistência e de um modo que possa ser entendido por todos. A política tem muito que ver com o comportamento dos cidadãos. Se o comportamento for o adequado, não haverá necessidade de fechar trinta por uma linha.

 

A responsabilidade cívica

As medidas de contingência anunciadas ontem pelo governo têm como fundamento uma previsão do agravamento do estado da pandemia. Creio que convém ser claro sobre essa tendência. Como também me parece importante que se continue a apelar para o sentido cívico dos cidadãos. Várias das medidas serão difíceis de executar se não houver boa vontade cidadã. Creio ser fundamental sublinhar essa dimensão, pedir que cada um de nós assuma um comportamento responsável. Essa deve ser, também, a mensagem que o governo precisa de manter actual.

O poder da cidadania

Uma vez mais, numa longa lista de vezes desde a falcatrua eleitoral de inícios de agosto, o povo bielorrusso esteve na rua, para pedir a demissão de Alexander Lukashenko. A mobilização popular na capital foi impressionante, quer pela multidão que reuniu quer ainda pela participação em massa de de mulheres e homens jovens. As imagens do dia destroem qualquer teoria conspiratória que queira apresentar estas manifestações cidadãs como o resultado de manobras exteriores, organizadas por poderes ocidentais. A oposição ao ditador é genuína e generalizada. Creio que, mais tarde ou mais cedo, os que ainda o apoiam nos serviços de segurança e na administração pública acabarão por compreender que Lukashenko é um homem do passado. O povo quer um futuro diferente.  

Polícias e políticos

A opinião que publico no Diário de Notícias deste sábado trata da nova estratégia da União Europeia sobre segurança. Esta é uma questão central, uma função essencial de cada Estado. Mas pouco debatida. Fala-se e discute-se muito o tema da defesa e pouco o da segurança interna. Ora, para o cidadão comum, a segurança é uma preocupação quotidiana, ou pelo menos, frequente. Há, pois, que trazer o assunto para a praça pública. Sobretudo se se tiver em conta que as novas capacidades informáticas podem ser utilizadas para criar um sistema de controlo total dos cidadãos e para manipular os riscos de segurança para fins políticos.

A nova estratégia, que diz respeito aos próximos cinco anos, mostra que caminhamos rapidamente para um sociedade de vigilância apertada. A minha mensagem é que não podemos deixar as questões de segurança sem uma supervisão eficiente por entidades de reconhecida credibilidade e que sejam autónomas em relação às lutas partidárias. Esta função de controlo democrático e independente das forças de segurança e de inteligência é fundamental para garantir os direitos e as liberdades que definem o espaço europeu. A estratégia ignora essa dimensão. Vê-se que foi escrita por polícias e revista por políticos que não sabem do que estão a tratar. Isso deixa-me preocupado.

Visitar Orban é um erro político

Eu não teria visitado o Primeiro-Ministro da Hungria, Viktor Orban. Ele representa aquilo que a União Europeia não pode aceitar no seu seio, os ataques à democracia, à liberdade académica, às organizações de cidadãos, às personalidades com raízes judaicas, aos valores da modernidade e da inclusão. E também não afirmaria, com aquele ar de esperto que só engana os tolos e que é saudado pelos oportunistas da mesma família política, que não há qualquer ligação entre a falta de respeito pelos direitos humanos e o acesso aos fundos europeus.

Orban ataca a Europa quando lhe convém, comete transgressões diárias contra os princípios do Estado de direito, mas quer que a massa continue a correr de Bruxelas para Budapeste, aos milhões e sem condicionalismos. Eu dir-lhe-ia que não. Que, na nossa União, a política e a economia estão entrelaçadas. E dar-lhe-ia um conselho, mas de longe, sem o visitar: a democracia e o respeito pela diversidade devem ser vistos como essenciais, no processo de construção da solidariedade europeia.

Não aceito o pessimismo

Não se pode confundir realismo com pessimismo. Realismo significa que se compreende bem a situação e o impacto que ela tem nos diversos aspectos da vida. O pessimismo é um sentimento de impotência em relação ao futuro. Não se acredita que existe visão, determinação e genica suficiente para mudar o curso dos eventos. O pessimismo rima com determinismo, fatalismo. Sem uma visão clara, acabamos por ter uma perspectiva confusa das soluções possíveis, andamos à nora no que respeita às prioridades que devem ser atacadas antes de tudo, criamos uma imagem negativa de nós próprios. Perdemos, igualmente, o sentido de urgência. Deixa de haver confiança. Sem confiança, cai-se no pessimismo.

É esse pessimismo que é preciso evitar, neste momento de grande crise. A enormidade da crise pede respostas claras, rápidas e um diálogo permanente com os cidadãos. Não se sai de uma crise destas sem se ter conseguido mobilizar a grande maioria dos cidadãos. A compreensão e a adesão são essenciais. Só se conseguem com diálogo e argumentos convincentes, tendo como pano de fundo um calendário de etapas. Argumentos que demonstrem que há espaço para alterar o destino.

 

A tempestade e a bonança

Continuamos num período de grandes incertezas. Num tempo assim, é fundamental não sair do porto de abrigo, manter a calma e agir segundo as regras que tenham sido estabelecidas. A serenidade, a consideração pela comunidade a que pertencemos e o civismo são fundamentais. Isto, no que respeita a cada cidadão.

Aos políticos, cabe atenuar as incertezas. Intervir de modo profundo, saber explicar as razões dessas medidas e dar sentido ao caminho que está à frente dos cidadãos.

Todas as tempestades acabam por perder a força destruidora. O importante é conseguir, durante a passagem da espiral de crise, limitar os prejuízos. E, depois, pôr à disposição da economia os meios necessários para acelerar a recuperação.

A obrigação cívica

Uma pandemia como o coronavírus só se resolve com a mobilização de todos. Os serviços de saúde, só por si, não têm capacidade de resposta, tendo em conta a natureza exponencial da doença e o tratamento que os casos mais graves exigem. É fundamental que cada cidadão faça o que lhe é pedido, em termos de higiene pessoal, de prevenção, de isolamento, de distanciamento social. O apelo que deve estar sempre no ar é para que haja civismo, para que se adopte um comportamento responsável.

 

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