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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os selvagens negacionistas

Os insultos e as ameaças proferidos contra o Presidente da Assembleia da República devem ser inequivocamente condenados e objecto de procedimento criminal. Não sei se os diferentes partidos políticos se pronunciaram sobre o que aconteceu. Espero que o tenham feito e sem qualquer tipo de ambiguidades. Isto não é uma questão partidária. Trata-se de salvaguardar o respeito por quem exerce funções públicas. Ferro Rodrigues não será o político mais arguto ou mais simpático ou tolerante na colecção que temos. Mas é o segundo magistrado da nação e como tal deve ser tratado.

Por outro lado, os tresloucados que cometeram os crimes contra Ferro Rodrigues são gente que não dá para entender. Mas a sua falta de inteligência é uma coisa. A violência que revelaram é outra. Essa é pura e simplesmente inaceitável.

Entretanto, ainda não percebi se Fernando Nobre tinha ou não discursado perante estes energúmenos. Esta é uma questão menor. No entanto, precisa de resposta. O próprio deverá esclarecer se sim ou não e, caso tenha botado palavra, explicar publicamente aquilo que lhes disse.

Numa nota mais geral, sempre achei um erro misturar acção humanitária com combate político. São duas coisas completamente diferentes. Quem anda numa não se deve meter na outra.  

Cidadania e responsabilidade

O Presidente dos EUA está visivelmente preocupado com o facto de uma parte importante dos americanos ainda não estar vacinada contra a Covid-19, apesar de todos os esforços que têm sido feitos nos últimos seis meses. Mais ou menos 50% dos cidadãos, por razões várias, está por vacinar. Uns porque associam a campanha à presidência democrata e são visceralmente do partido oposto, outros por não acreditarem na eficácia da vacina e um certo número porque não querem perder o salário de umas horas de trabalho, por estarem na fila à espera da sua vez.

O discurso de Joe Biden foi muito bem articulado. Mas nestas coisas, só aceitam a argumentação os que já estão convencidos. Por isso, Biden teve de propor incentivos financeiros e adoptar medidas, ao nível federal, que tornam a vacina uma necessidade. É lamentável que assim seja. A eficácia da vacina está mais do que provada. Cada cidadão deveria considerar a sua imunização como um acto cívico indispensável para o seu bem e o de todos.

Sou dos que defendem a obrigatoriedade da vacina. O vírus é algo de muito sério. Tem um impacto humano, social e económico muito profundo. Quanto mais rapidamente for combatida a sua propagação, melhor será.

À espera do inquérito do acidente

A A6, a autoestrada que vai da zona do Montijo em direcção a Évora e à fronteira com Badajoz, tem pouco movimento. Mais ainda, os veículos pesados são raros. Preferem encher a Nacional 4, que segue a autoestrada, para não ter que pagar o elevadíssimo custo da portagem até Caia-Elvas. Assim, alguns motoristas dos carros ligeiros usam e abusam do excesso de velocidade quando circulam pela A6. Quem viaja a 130 km/hora já está fora do limite. Mas é constantemente ultrapassado por veículos a circular acima dos 150 ou mesmo dos 160. Os controlos de velocidade são raros. A GNR concentra-se sobretudo no trânsito que percorre a N4.

Foi nessa autoestrada que o carro do ministro da Administração Interna matou um operário que trabalhava na berma da via. O inquérito de que se fala e que foi prometido deverá elucidar-nos sobre a velocidade a que ia essa viatura oficial. Esse é um dado fundamental. Houve morte de homem, um homicídio involuntário. Há que apurar as causas e as responsabilidades de cada um.

Veremos se a GNR consegue produzir um relatório que se veja.

Eles consideram-se acima das leis

O que se pede aos políticos, sobretudo a quem está no governo, é que não pensem que estão acima das leis e que podem fazer aquilo que o cidadão comum não pode. Uma vez, há uns anos, fui convidado para ir dar uma palestra na delegação do Porto de uma instituição pública. O dirigente dessa instituição disse-me que poderia ir no seu carro oficial, ao lado dele, com motorista e tudo. Aceitei e jurei que nunca mais aceitaria uma boleia desse tipo. O carro foi conduzido a alta velocidade, muito além do limite e da prática que existe na A1. Fiz duas ou três observações sobre o perigo e a ilegalidade desse excesso de velocidade. A resposta foi que não me preocupasse, pois, o motorista era um excelente profissional e a viatura era oficial.

Trata-se de um mero exemplo. Mas há muitos mais, incluindo viagens ao estrangeiro por tudo e por nada, quando as pessoas estão confinadas. Esses desrespeitos pelas normas e pela normalidade acabam por manchar profundamente a classe política. E criam a mentalidade, entre certos dirigentes, que são donos e senhores do poder, quando na realidade, deveriam considerar-se simples encarregados de missão.

Uma medida gratuíta

A Área Metropolitana de Lisboa fica entregue a si própria durante o fim-de-semana. Quem nela vive ou visita vai continuar a poder andar nas ruas sem máscara – é isso que vejo todos os dias – e a organizar almoços e jantares com grupos de amigos. Ou a ver jogos de futebol com a malta do clube a celebrar à brava à volta dos ecrãs das televisões. E ninguém lhes irá lembrar que a prevenção é o melhor remédio. Nem que o vírus ainda não desapareceu, antes pelo contrário.

Os Britânicos, os Alemães e nós

Hoje, a Alemanha decidiu impor uma quarentena de duas semanas aos viajantes provenientes do Reino Unido. Está preocupada com a incidência da nova estirpe indiana no seio da população britânica.

Entretanto, Portugal começou a receber de braços abertos turistas vindos do Reino Unido. Mostra, mais uma vez, que não há, no seio da União Europeia, um tratamento unificado da pandemia.

E a coisa pode ficar complicada, de novo, em Portugal. Depois das festas desportivas e outras comemorações, e agora com a abertura das viagens turísticas, os números estão a aumentar. Se o nível de contágios atingir o patamar critico, os países começarão a colocar o nosso na lista vermelha. Isso iria comprometer seriamente o período de férias de verão.

Nas ruas, é cada vez mais frequente ver gente sem máscara. Andam com ela no braço. Esta atitude deve ser combatida por quem tem a responsabilidade de o fazer. A ideia de que a pandemia está a ficar vencida é uma ideia que ainda pode custar caro. A nossa economia não pode fazer frente a uma nova vaga. Prudência e comportamentos cívicos deveriam continua a ser as palavras de ordem.

Civismo e vida em sociedade

As sondagens mostram quais são as seis grandes preocupações dos cidadãos franceses neste momento. A saúde aparece em primeiro lugar, como não poderia deixar de ser. Depois, estão o desemprego, o poder de compra, o ambiente, a segurança e a educação, mais ou menos por esta ordem. É curioso ver o ambiente entre as grandes preocupações. Revela uma grande atenção dada ao respeito pelo ordenamento do território, pela limpeza e manutenção das zonas residenciais, pela valorização da natureza. Será igualmente o resultado das campanhas públicas sobre o meio ambiente, o clima e a preservação do mar e das águas interiores.

Se a mesma pergunta fosse feita em Portugal, quais seriam os resultados? Que preocupações estariam no topo da lista dos portugueses?

Pela liberdade

No Dia da Liberdade, é fundamental que se sublinhe a importância do conceito. A liberdade é fundamental para o desenvolvimento de cada indivíduo e para a valorização da vida em sociedade. É, por isso, um conceito que tem duas faces, ambas igualmente importantes. A liberdade que cada um deve usufruir e a dimensão social, que passa pelo respeito dos outros e por um comportamento cívico responsável. É isso que vamos aprendendo todos os dias, desde Abril de 1974.

Uma sociedade é plural. Por isso, é fundamental que cada um se sinta bem e à vontade para exprimir o que lhe vai na mente. Ninguém é dono da verdade, nem a verdade absoluta existe. Do mesmo modo, ninguém é dono da democracia. A democracia vive-se. Só a prática democrática assegura a continuidade e a sobrevivência da democracia. Mas também não devemos ter ilusões. Há quem fale de democracia e pense ditadura. Quem assim procede deve receber uma mensagem forte: a democracia não é um cavalo de Troia.

 

Évora, nestes tempos cinzentos

Ontem, caminhei pelo centro histórico de Évora, coisa que não fazia há muitos anos. Na verdade, nos anos passados, sempre que voltava à terra natal era para visitar um ou outro familiar e ia diretamente para as suas casas. E como já ninguém da família mora dentro das muralhas, acabava por não entrar nas ruas que foram as minhas, passo a passo, durante as duas primeiras décadas da minha vida.

Entrei ontem e fiquei triste. A cidade estava sem movimento, várias lojas haviam fechado definitivamente as suas portas e muitos prédios apresentavam um ar cansado e miserável. Outros gritavam aos passantes o estado de abandono em que se encontram. As máquinas para o pagamento do estacionamento tinham todas o mesmo letreiro: fora de serviço.

Mesmo no exterior das muralhas havia um ar estranho, uma mistura de abandono, desleixo e de falta de meios. A estrada da Chainha, por exemplo, que era um dos meus destinos, deixou-me a impressão que há por ali quem abandone ao longo das bermas objectos que deixaram de ter valor, meio escondidos nas ervas que não são cortadas e que não são alvo de cuidados.

Digo isto, mas espero que os meus conterrâneos e amigos me venham dizer que vi mal, que me enganei na minha percepção do estado da urbe. Ficaria menos preocupado

Um dia de sol, sem conspirações

Hoje vi muita gente a apanhar sol, um pouco por toda a parte em Lisboa. Parecia que tínhamos voltado à normalidade que nos era habitual. Mas era uma situação estranha. As esplanadas, os cafés e restaurantes estavam fechados, e isso faz parte da normalidade num dia de sol. Amanhã entramos num outro ciclo. Espero que o façamos com toda a prudência necessária, que a pandemia ainda não está controlada. É importante que a comunicação social os líderes e quem conta falem de prudência e de comportamentos que respeitem a saúde de cada um e a da comunidade.

Entretanto, falaram-me há pouco de teorias conspiratórias e de outras loucuras em que alguns ainda acreditam. A nossa responsabilidade é a de não propalar essas teorias. Temos o dever de denunciar abertamente quem o faz. Uma situação de crise é terreno fértil para fantasias. Muitas dessas fantasias são construções elaboradas por quem tem como missão confundir as pessoas e influenciar a opinião pública num determinado sentido. Há que estar atento.

Este é o momento de pensar de modo construtivo. Isso não que dizer ignorar os problemas. Quer dizer que é preciso perceber bem quais são esses problemas e dar-lhes a resposta adequada.

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