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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um dia de sol, sem conspirações

Hoje vi muita gente a apanhar sol, um pouco por toda a parte em Lisboa. Parecia que tínhamos voltado à normalidade que nos era habitual. Mas era uma situação estranha. As esplanadas, os cafés e restaurantes estavam fechados, e isso faz parte da normalidade num dia de sol. Amanhã entramos num outro ciclo. Espero que o façamos com toda a prudência necessária, que a pandemia ainda não está controlada. É importante que a comunicação social os líderes e quem conta falem de prudência e de comportamentos que respeitem a saúde de cada um e a da comunidade.

Entretanto, falaram-me há pouco de teorias conspiratórias e de outras loucuras em que alguns ainda acreditam. A nossa responsabilidade é a de não propalar essas teorias. Temos o dever de denunciar abertamente quem o faz. Uma situação de crise é terreno fértil para fantasias. Muitas dessas fantasias são construções elaboradas por quem tem como missão confundir as pessoas e influenciar a opinião pública num determinado sentido. Há que estar atento.

Este é o momento de pensar de modo construtivo. Isso não que dizer ignorar os problemas. Quer dizer que é preciso perceber bem quais são esses problemas e dar-lhes a resposta adequada.

Notas optimistas

Creio que dentro de dias iremos começar a ver os números das infecções ligadas à Páscoa. Infelizmente. Voltei a ter notícias que no Porto a máscara é algo que se usa no braço. Entretanto, ao longo do rio, em Lisboa, a manhã esteve calma e eram poucos os que por ali faziam exercício.

Curiosamente, na zona dos Jerónimos vi duas famílias de turistas estrangeiros. Há muito que esse tipo de humanos haviam desaparecido da zona.

Ao falar com os meus amigos no Algarve fiquei a saber que reservas vindas de fora, nada ou quase nada. Ninguém quer reservar com três ou quatro meses de antecedência, quando tudo é incerto, nos países que tradicionalmente nos enviam turistas.

Veremos se a fronteira com a Espanha abre ainda este mês. Existe todo um debate sobre os benefícios e os inconvenientes do fecho das fronteiras Schengen. É importante que sejam reabertas tão cedo quanto possível. O nacionalismo sanitário não faz bem à ideia europeia.

Entretanto, começam esta semana as reuniões da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Um relatório que será discutido diz que os países mais pobres não terão ganho a imunidade de grupo antes de 2023. Ou seja, estamos a falar de um longo período até ver de novo esses países integrados plenamente na economia mundial. Uma das consequências será o agravamento da pobreza nessas terras, algo que já vem a acontecer desde o início da pandemia.

No meio de tudo isto, há que manter um certo optimismo. O problema é que não é fácil ser-se optimista a curto prazo. Mas convém tentar.

Um novo mandato, uma nova etapa

No dia da tomada de posse do Presidente da República, para exercer um segundo mandato, a correção cívica lembra-me que lhe devo desejar sucesso no cumprimento da missão que o povo, de modo inequívoco, lhe conferiu. E assim o faço, com toda a sinceridade. Os desafios que tem pela frente são enormes, num período de crise – uma crise cujos efeitos económicos e sociais se arrastarão por vários anos, não tenhamos dúvidas. Caber-lhe-á promover a estabilidade política que será necessária para uma saída de crise mais célere. Acima de tudo, será fundamental ter em conta as situações dos mais frágeis, económica e socialmente. A governação terá que ser centrada nas pessoas, na criação das condições de dignidade a que todos temos direito. Se há uma lição que possa ser tirada destes tempos de pandemia é o do valor que deve ser dado a cada pessoa. A pandemia ensinou-nos, espero, que o principal papel do Estado e da sociedade é o de proteger a vida e a segurança de cada um. Isso significa, entre muitas outras coisas, uma política mais humana e sem corrupção, sem oportunismos, sem jogos de poder pessoal. 

Voltar aos velhos equilíbrios

Deve ser do confinamento prolongado, mas noto que várias pessoas conhecidas estão a ficar mais intolerantes. Quando falam de política ou de personalidades públicas, nas áreas da política e da intervenção social, perdem facilmente o equilíbrio. Os comentários que emitem são mais radicais, mais definitivos, mais ofensivos também.

Creio que é altura de lembrar a todos que os passeios higiénicos não estão proibidos. É bom apanhar vento no rosto e refrescar os olhos e a cabeça.

Não podemos deixar que a pandemia nos torne mais extremistas. Um país de extremistas e de gentes de ideias feitas é um país que não está bem consigo próprio.

Dias de pandemia

Actualmente, aqui em Portugal, as estatísticas relativas à pandemia são dramáticas. Revelam um alto nível de incidência e, sobretudo, um número muito elevado de óbitos. Penso que se deve insistir mais nas medidas de prevenção, no comportamento que cada um de nós deve assumir no quotidiano das nossas vidas. Vamos entrar num novo período de restrições. Mas essas limitações servirão de pouco se os comportamentos de risco continuarem. É fundamental apelar ao bom senso de cada um de nós, para o nosso bem, para o bem dos que nos são próximos e também para o bem colectivo.

Um período muito difícil

As medidas de confinamento decretadas pelo governo para os próximos quinze dias são bastante restritivas. Esperam que tenham um impacto positivo na redução da taxa de propagação do vírus, já que o impacto negativo na economia é mais que evidente. Seria simplesmente desastroso se o enorme custo económico das medidas não fosse compensado por uma melhoria da situação sanitária, que é, de facto, muito má.

Lamento, por outro lado, que não se insista no uso obrigatório de máscara em todos os lugares públicos. Esta manhã, por exemplo, havia muita gente a passear ao longo do Tejo, na zona lisboeta de Belém, entre a Ponte 25 de Abril e o Monumento aos Combatentes do Ultramar, junto ao Forte do Bom Sucesso. Uma grande parte das pessoas não andava com máscara. Embora se tratasse de um passeio ao ar livre, a verdade é que havia zonas em que a proximidade entre as pessoas era um facto.

Lamento, também, que o discurso do Presidente da República da passada sexta-feira, que sublinhava bem a seriedade da ameaça, não tenha sido comentado na comunicação social de modo a amplificar a mensagem. É preciso insistir na gravidade da situação e no apelo ao civismo de todos.  

A declaração presidencial

A comunicação do Presidente da República foi suficientemente clara. Lembrou-nos que a situação é grave, no que respeita à pandemia da covid, e que continuará a sê-lo durante os próximos meses. Os sistemas de saúde estão à beira da ruptura e, por outro lado, a economia está a ser profundamente abalada. Assim, o estado de emergência irá continuar – foi esse um dos avisos que fez – durante o mês de dezembro e para além desse período.

Pessoalmente, não vi nenhuma contradição maior entre o que disse e a maneira como o governo tem estado a encarar a pandemia. Penso, no entanto, que deveria ter insistido mais no que se espera de todos nós em matéria de comportamentos que evitem o risco. É aí que está uma das respostas mais importantes à crise sanitária. Na China, na Coreia do Sul, em Singapura, e noutros países, a disciplina cívica – nomeadamente o uso generalizado de máscaras – tem desempenhado um papel fundamental.

É, no meu entender, altura de começara falar disso com mais insistência e de um modo que possa ser entendido por todos. A política tem muito que ver com o comportamento dos cidadãos. Se o comportamento for o adequado, não haverá necessidade de fechar trinta por uma linha.

 

Nós e o nosso covid

A nova vaga de covid está a paralisar os serviços de saúde de vários países europeus. O pessoal dos serviços nacionais de  saúde começa a estar exausto e as unidades de cuidados intensivos saturadas. Uma boa parte do problema reside no comportamento das pessoas. Continuo a ouvir muitas histórias que mostram que as pessoas não respeitam as regras mínimas de precaução. Ainda hoje vi várias fotografias dos estudantes universitários de Évora que se concentravam, aos magotes e sem protecção, nas principais praças da cidade. Assim é difícil conter a coisa. E esse é apenas um exemplo do que por aí há.  

Os cidadãos e as suas polícias

O conceito actual de policiamento inclui a proximidade e a aceitação por parte dos cidadãos das actividades e práticas das polícias. Um serviço de polícia é tanto mais eficaz quanto melhor for o entendimento entre ele e os cidadãos. A imagem e a credibilidade das polícias são hoje em dia um factor fundamental de sucesso. Tendo presente tudo isto, custa-me compreender operações de controlo de trânsito – as chamadas Operações Stop – despropositadas, efectuadas a uma sexta-feira, por exemplo, às horas de ponta, no período de regresso a casa dos cidadãos. Os cidadãos perderam horas nas filas sem fim e as polícias perderam credibilidade.

As Operações Stop são, pelo seu carácter repetido e sistemático, uma especialidade portuguesa. Noutros países europeus, as polícias são muito mais selectivas, quando se trata de trânsito. Controlam as velocidades e a partir daí, os documentos e os tráficos de toda a espécie. Os profissionais ficam assim disponíveis para tratar dos grandes problemas e fazer uma vigilância móvel, que é, de longe, a mais necessária.

 

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