Portugal é grande quando abre horizontes

14
Set 19

Como acontece noutros países europeus, a Suíça tem agora vários rostos. Tive uma vez mais a ocasião de o observar, ao longo de um par de dias de partilha de experiências com jovens suíços destacados no estrangeiro, ao serviço das suas embaixadas ou do sistema das Nações Unidas.

Falo de quem tem a nacionalidade, não dos imigrantes que vivem no país, que são muitos e diversos.

Uma característica evidente, comum a esse novo tipo de suíços, é que a a nacionalidade implica integração e aceitação das regras de vida e dos valores que a Suíça tradicional sempre considerou seus. Assim, existe um deve e um haver claro: a obrigação de um certo tipo de comportamentos cívicos é compensada por um Estado que protege e cria condições de vida de qualidade para os seus cidadãos.

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:41

27
Ago 19

O cabeçalho grande do Público de hoje lembra-nos que a morte nas estradas e nas ruas de Portugal continua em alta. Mais 12% de mortes por acidentes de viação, em 2018.

Já o disse – e quero afirmá-lo de novo – que a questão da sinistralidade rodoviária é um problema político. Deve merecer a atenção prioritária de quem manda. Assim acontece noutros países. Um aumento como o que ocorreu o ano passado e os altos níveis de sinistralidade que se conhecem há anos no país revelam um poder político desatento, indiferente, mesmo, a um problema que é bastante grave e que traz muita tragédia para muitas famílias portuguesas, cada dia que passa.

publicado por victorangelo às 17:24

21
Ago 19

O SAPO anda por aí a perguntar a certas pessoas qual seria a sua prioridade número um, se fossem o próximo Primeiro-Ministro, após as eleições legislativas de Outubro. Acho que é uma boa iniciativa. Mais ainda, creio que cada português – homens e mulheres – se deveria interrogar da mesma maneira. Daí resultaria, certamente, um sentido mais apurado do que falta fazer no nosso país. Todos ganharíamos com esse exercício.

publicado por victorangelo às 21:00

08
Ago 19

Depois de ter lido uma coluna de opinião, em que o autor se assanhava, sem se perceber bem a razão, sobre uma possível ligação entre as greves cá do burgo e a agenda política da extrema-direita nacional – um conceito que ficou por definir, sem que o camarada nos dissesse quais são os partidos com assento parlamentar que têm essa bandeira extremista –, só me faltava pisar merda de cão. E quase que acontecia. A rua com mais movimento aqui na vilória do Baixo-Alentejo onde me encontro está cheia de dejectos desses queridos animais. Tem sido um ver se te avias, desde o início da semana. Os donos dos bichinhos, que até nem serão cá da terra mas que por aqui estarão a passar uns dias, ficam deliciados com o funcionamento regular dos intestinos dos ditos, e querem que partilhemos a alegria.

Um articulista assanhado diria que se trata de complô contra a maioria de esquerda que governa o município. Tratar-se-ia de desacreditar a autarquia, que isso de pisar cocó leva ao reforço da oposição extremista.

Eu teria uma outra perspectiva. Inspirado pelo cheiro que os passeios nos brindam, e agradecido pela gincana que é preciso fazer, para não pôr o pé na coisa, diria apenas que se trata de duas dimensões. De um poupar de água, na altura mais seca do ano. Lavar os passeios não seria ecológico, como também não é a favor da sustentabilidade do ambiente plantar oliveiras e vinha por toda a parte do Alentejo. E, segunda dimensão, de um certo gosto que temos de andar, aqui e acolá, a fazer merda.

publicado por victorangelo às 22:19

29
Jul 19

Na governação de um país, abuso de poder e corrupção são dois males muito frequentes. O combate político deve dar uma atenção muito especial a essas duas questões, que minam a democracia e a moral cívica de uma nação. Fechar os olhos é um erro colossal. Dizer que roubam mas fazem, é burrice de quem não vê as consequências de um regime que apodrece.

publicado por victorangelo às 23:39

14
Jul 19

Acho bem que se procure debater as questões do racismo e da xenofobia. O debate de ideias faz parte das sociedades democráticas. Uns entrarão nele com muita paixão, outros de um modo mais frio, mas todos têm direito a dar a sua opinião, desde que essa não incite ao ódio e à violência física. E que evite a difamação pessoal.

E já agora, aproveitando a onda, por que não se discute a questão do civismo, da educação cidadã? Quando olha à minha volta, parece-me importante que tal aconteça. É um dos maiores défices da sociedade portuguesa. Muitos dos outros problemas, incluindo o relacionado com as diferentes manifestações de racismo, começam por criar raízes num terreno parco e falho de civismo.

Vamos debater o nosso problema de civismo?

publicado por victorangelo às 21:46

15
Jun 19

No Expresso de hoje, na primeira página, escreve-se sobre o aumento da sinistralidade em Portugal. E afirma-se que “as razões permanecem ocultas”. É uma frase estranha, mas mostra a preocupação que existe.

A verdade é que se conduz mal e à bruta em Portugal. Muitos automobilistas não sabem o que significa ter sentido cívico e respeitar os outros e as regras do trânsito. Assim se compreende que morra tanta gente nas passadeiras, à berma das estradas, na travessia das localidades e em ultrapassagens fora da lei.

Esta questão precisaria de ser tratada como uma urgência nacional. Pediria um outro empenho por parte do poder político. Empenho que parece não existir. Os políticos que nos governam andam por outras bandas, a fazer promessas, aos beijinhos, a agradar a gregos e a troianos. Mais ainda, vários de entre eles viajam em excesso de velocidade. Como se as leis não fossem aplicáveis aos responsáveis do Estado. A este propósito, já me aconteceu um par de vezes ser levado em excesso de velocidade num carro de um político, mesmo num veículo do Estado. A 180 km/h, por exemplo. Pedi menos velocidade e sempre me responderam que não me preocupasse. Preocupo, sim. E deixei de andar com essa gente. Vou pelos meus próprios meios.

publicado por victorangelo às 20:38

19
Mai 19

No meu país ideal não há lugar para as faltas de civismo e a desobediência às regras. Como também não há espaço para que um dirigente político de primeira linha possa dizer alto e bom som que a norma no seu partido é a de não ultrapassar a velocidade de 139 km/hora.

publicado por victorangelo às 19:50

23
Fev 19

Resumo. O personagem era primário, sectário e alucinado. Um mau exemplo, numa sociedade que precisa de doses cavalares de civismo, diálogo, equilíbrio e confiança em si própria.

É isso que me parece importante sublinhar.

publicado por victorangelo às 17:41

06
Abr 18

Por que digo, quando se fala sobre o tema, que a democracia portuguesa é fraca?

A resposta completa daria para uma tese académica. Uma tese que deveria começar por analisar a maneira como funcionam os partidos políticos em Portugal. Incluindo, muito especialmente, o modo como são seleccionados os dirigentes, os quadros políticos e as pessoas escolhidas para assumir lugares públicos. A vida interna dos partidos tem muito mais que ver com a intriga e os golpes do que com a capacidade e a qualidade dos protagonistas.

Depois, seria preciso discutir o papel bastante medíocre que a comunicação social desempenha em termos do debate público e do interesse geral. Sobretudo, os canais abertos de televisão. São uma lástima, que empobrece a compreensão dos problemas que são os nossos e em nada contribui para o enriquecimento cívico dos cidadãos. Ainda, para além das televisões, acrescentaria que a imprensa com um mínimo de qualidade tem hoje um alcance francamente limitado. Os jornais de referência não tocam as pessoas. São folheados por meia dúzia de fiéis e nada mais.

Seguir-se-ia uma avaliação da nossa sociedade civil. Encontraríamos aí algum dinamismo e boas vontades, mas também muito fogo de vista e pouco mais. E a grande fraqueza de termos uma sociedade civil com recursos financeiros miseráveis e, por isso, muito dependente dos dinheiros públicos, que dizer da política e dos partidos.

publicado por victorangelo às 17:25

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