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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O clima que nos desafia

O dia esteve de tempestade. Chamaram-lhe Dennis. Há dias tinha sido a Ciara. São nomes bonitos, mas dias feios e perigosos. Com a Ciara, uma árvore do meu vizinho caiu no meu jardim. No dia seguinte, já estava tudo tratado, a árvore cortada e o jardim pronto para a tempestade de agora.

Por outro lado, tivemos um mês de Janeiro seco e com temperaturas acima do que é normal. O mesmo está a acontecer com Fevereiro. Os arbustos aqui de casa já estão a desabrochar, coisa que normalmente só acontece na segunda quinzena de Março.

Tudo isto nos lembra que o clima está a mudar e que é preciso responder a esse desafio sem demoras. António Guterres lembrou hoje, a partir de Islamabad,  que esse é o desafio mais importante que temos pela frente. Ao dizer isso, referia-se às consequências que resultarão do aquecimento global, da subida das águas dos oceanos, das intempéries de grande dimensão e frequentes, bem como à perda da diversidade natural.

É certamente um desafio maior. O problema é que os discursos dos dirigentes políticos não são seguidos por factos, por mudanças profundas e estruturantes. É verdade que não é fácil alterar todo um modo de produção e de vida. Mas tratando-se de uma questão global, é essencial que as medidas sejam tomadas em concerto, que haja uma resposta global e harmonizada.

E já agora, como Guterres se encontra no Paquistão, quero lembrar que outro problema maior é do poder político ser usurpado, em várias partes do mundo, por elites entranhadamente corruptas.

 

 

 

COP 25 e as centrais a carvão

Na altura em que se tenta concluir a conferência da ONU sobre o clima, que está a decorrer em Madrid há duas semanas, convém lembrar que os três bancos gigantes japoneses – Mizuho, Mitsubishi UFJ Financial Group e o Sumitomo Mitsui Banking Corporation – ocupam os primeiros lugares no que respeita ao financiamento de novas centrais a carvão. Sim, a carvão. Em quarto lugar, está o banco americano Citigroup. O muito europeu e certinho BNP Paribas ocupa a quinta posição.

Mudanças climáticas

Portugal é um dos Estados europeus que ainda não ratificou a convenção de Paris sobre as mudanças climáticas.

Andamos perdidos noutras discussões, de lana-caprina, ou à procura das melhores mensagens simbólicas que mostrem o nosso radicalismo simplório e que afastem os investidores das nossas terras.

As questões estratégicas não fazem parte do nosso ecrã político quotidiano.

O nosso comportamento e as mudanças climáticas

Na altura de decidir que meio de transporte iria utilizar para me deslocar ao hospital, do outro lado da cidade, lembrei-me da publicação, nesta segunda-feira, do quinto relatório da Painel Intergovernamental da ONU sobre as Mudanças Climáticas. O relatório, que resulta do trabalho colectivo de 837 cientistas de renome, espalhados pelo mundo, é bem claro sobre a necessidade de mudar de vida, tão depressa quanto possível, para que se possa ainda evitar o pior cenário, em termos de aquecimento global.

 

Vale a pena ler o relatório. Como também seria útil que a comunicação social aproveitasse melhor as principais conclusões que dele constam e as divulgasse. É um assunto muito sério, com consequências globais. Precisa de entrar na agenda da opinião pública e fazer parte integrante das preocupações das forças políticas.

 

Mas voltando à decisão que tinha que tomar, e por ter acabado de folhear o relatório em questão, acabei por me descobrir a comparar custos. Não apenas os custos monetários -2,20 euros de elétrico, quase 20 euros, se fosse de carro, adicionando o valor da gasolina ao do estacionamento – nem tão pouco os custos em termos de tempo de trajecto: 41 minutos de eléctrico, um pouco mais de 30, indo de carro. Pensei nos custos ecológicos: 264 gramas de emissões CO2, no transporte público, contra 1391 gramas, caso utilizasse o meu veículo.

 

Qual foi a decisão que tomei?

Um cenário de horror

Cada um tem a sua crise.

 

No caso dos Estados Unidos, nem quero acreditar que um fulano como o ultra-reaccionário Newt Gingrich poderá estar, dentro de um ano, a semanas de ser investido como Presidente. Se isso vier a acontecer, e a possibilidade existe, a política internacional dos EUA será extremamente negativa no que respeita às Nações Unidas, à Palestina, África e a certas questões globais, como por exemplo, as alterações climáticas e a cooperação internacional. Internamente, haverá um retrocesso em termos sociais, de valores e de tolerância. 

 

Gingrich é mais um pesadelo num horizonte já bastante carregado.

 

Uma linha que faz pensar

 

 

 

Ainda há quem não acredite no aquecimento global. Veja-se a tendência que este gráfico revela. Que não é só de agora, que remonta aos anos 20 do século passado e acelerou a partir da década de 80.

 

E pense-se nas consequências deste aumento da temperatura média da terra sobre o meio ambiente, a biodiversidade e a vida de muitas pessoas.

Horizontes fechados

 

N'Djaména está sem ligações aéreas com o resto mundo desde Quinta-feira. Completamente isolada. Sucessivas tempestades de areia e de pó fino fecham o horizonte e paralisam a vida quotidiana. As casas, as máquinas, as pessoas, está tudo com uma camada de pó, como se fosse uma nova pele, bem espessa, que se viesse sobrepor ao coiro duro que a natureza nos deu. O pó não pede licença para entrar no íntimo das nossas vidas. Penetra por todos os orifícios, enche-nos a boca e a os miolos, fica tudo emperrado, com o sabor da terra seca a dominar-nos o pensamento.

 

Só quem tenha experimentado este tipo de fenómenos climáticos pode compreender o que é viver no meio de nuvens de poeira.

 

A minha viagem de regresso, prevista para amanhã, está agora suspensa no ar pesado que sopra dos desertos. Será que vou poder voar? Hoje à noite, o prognóstico é muito negativo.

 

 

Ano de fome

 

Tive hoje oportunidade de constatar que as terras do Sahel estão demasiado secas, numa estação em que ainda deveriam existir pastagens e tons verdes. Foi um mau ano agrícola, o que terminou há dois ou três meses. As chuvas foram poucas e mal repartidas.

 

Vai ser necessário providenciar ajuda alimentar. Muito em breve e por cerca de sete meses.

 

Mais um problema, a juntar ao da insegurança. Na verdade, passara uma parte da manhã a estudar os casos mais recentes de raptos e outros casos de criminalidade grave. Casos que têm um impacto enorme sobre o trabalho das agências humanitárias. Que afastam os trabalhadores das ONGs. Que avolumam os receios.

 

Agora, será fome e violência, seguidos de mais violência e mais fome.

 

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