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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Lisboa, uma cidade de ricos e pobres

No meu dia a dia, Lisboa reduz-se a uma parte da freguesia de Belém. É cada vez mais raro ir além desse limite, quando se trata de deslocações dentro da cidade. Mas hoje fiz algo que já não fazia há muito. Peguei no carro e andei às voltas por Lisboa. Ficaram-me duas ou três impressões. Por um lado, que a animação voltou ao centro da cidade e aos lugares turísticos. Por outro, que há muita habitação a cair de podre, muitos prédios que precisariam de uma renovação a sério. E que a Câmara Municipal não poda as árvores ao longo das vias públicas. Certas ruas e avenidas têm árvores que tapam a luz do dia aos moradores. Nesses prédios deve ser necessário ter as luzes acesas durante o dia todo.

Também tive a oportunidade de observar a ciclovia da Almirante Reis. Ocupa um bom espaço, na subida e na descida da avenida. São vias largas. Mas sem ciclistas, sem uso, pelo menos nesta tarde de domingo.

No final da volta, e tendo em conta os números que saíram das eleições autárquicas em Lisboa, perguntei a mim próprio como vai ser possível tratar desta cidade que bem precisa de uma gestão a sério. A vitória de Carlos Moedas pode facilmente ser transformada numa vitória de Pirro.

Um parque bem cuidado

Dá gosto ver áreas públicas bem cuidadas. Foi o que aconteceu hoje, quando fui andar de baloiço com a minha neta no parque dos moinhos do Alto da Ajuda, em Lisboa. O jardim está impecável, os moinhos bem cuidados e o espaço infantil arranjado como deve ser. As crianças brincam com contentamento.


E a vista é soberba.


O único ponto de interrogação diz respeito às instalações que haviam sido previstas para funcionarem como restaurante. São umas instalações amplas e bem desenhadas. No passado, houve ali um restaurante que até nem era mau. Agora não há. As salas estão subaproveitadas, a fazer de pequeno ginásio. Um projecto tímido, pouco mais do que a fingir, só para que não se diga que a coisa está fechada.


Talvez um destes dias apareça por ali um projecto de utilização mais a sério. Mas que estará sempre condicionado pelo facto do parque fechar ao fim do dia.


Aqui fica a nota.

 

Um vendedor de ar quente

Um optimista acaba por escrever, com mais ou menos frequência, sobre causas perdidas.

Não sei se Portugal é uma causa perdida. Mas a verdade é que procuro escrever pouco e espaçado sobre o nosso país. Mas hoje, volto à carga, o que fará de mim, talvez, um optimista arreigado ou, no pior dos casos, palerma.

Assim, depois de ver o que passa no meu bairro, aqui junto ao estádio do Belenenses, e noutras partes da cidade de Lisboa, onde a incompetência e o desleixo do município nos entram pelos olhos dentro, fico a pensar no que irá acontecer ao pobre do país, quando as eleições forem ganhas, como parece que poderá ser o caso, por quem tem mostrado provas tão evidentes de desinteresse pelas coisas públicas e pouca capacidade para discernir o que devem ser as prioridades de uma população. Sem contar com o pouco jeito para fazer funcionar as coisas.

Fico, mais ainda, que gostamos de eleger quem por aí anda a vender ar quente. Como tantas vezes tem acontecido.

 

De Bruxelas e de Lisboa

O centro de Bruxelas, várias ruas e galerias comerciais, não apenas a Grand´Place, estava apinhado de gente hoje ao fim da tarde. O último passeio de domingo, nas vésperas da passagem do ano. Havia gente de todo o tipo e origens, muitos com as marcas que definem os turistas.

 

Até o tempo estava ameno.

 

Havia descontração. Cada um, cada família, cada par de namorados, cada grupo de jovens, aproveitava as luzes da cidade e as decorações de fim de ano como muito bem entendia.

 

Pensei que a tranquilidade é um ingrediente fundamental do bem-estar.

 

Depois, voltei para casa. E vi as imagens de Lisboa. Do lixo por recolher. E outras, que a cidade está triste, insegura e agitada. Comparar não é boa ideia. Mas há coisas que são mais fortes que o querer. Que dão para pensar.

 

Lisboa está a tornar-se numa cidade em que os pombos voam baixinho e os corvos se sentem bem.

De pequenino

A minha neta, com três anos e meio, parece estar a preparar-se para ser candidata à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Os trabalhos de casa, que a sua escola quer que execute, diariamente, incluem a limpeza da sua área de brincadeiras, o botar no lixo de tudo o que pertence ao lixo, e a arrumação das suas coisas. Uma folha de avaliação permite à Mãe tomar nota do grau de organização e limpeza da criança. No final da semana, a folha é entregue, pela neta, na escola, para confirmação do grau de execução e da pontuação.  

 

Se continuar assim, pode contar com o meu voto.

 

Lisboa precisa de gente que dê atenção à sua limpeza e ordem pública.  

Deve ter aprendido uma lição

Aprecio a decisão de António Costa, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que decidiu assumir a responsabilidade com o incidente da bandeira nacional. E voltei a ver as imagens do momento em que a bandeira foi içada. É bem claro que Costa introduziu, na altura, alguma confusão quanto ao sentido a seguir para subir a bandeira. Viu-se, sem dúvida, que não havia ensaiado esse momento importante da cerimónia. Ora, estas coisas exigem ser praticadas antes do acto oficial. 

 

Foi negligência e à vontade a mais.

 

Quem pensa que houve uma outra qualquer intenção, vê conspirações onde elas não existem. 

 

 

Ver um país através da capital

A capital é a vitrina de um país. Muitos estados, mesmo os mais pobres, procuram dar uma imagem enobrecida de si próprios através de um investimento na renovação e embelezamento da cidade que lhes serve de capital política e económica. Tantas vezes, a imagem de um país é apenas o resultado de uma visita rápida à urbe principal. Dizemos, depois, que o país parece funcionar bem e é agradável simplesmente porque a capital nos pareceu assim.

 

É, por isso, importante ter uma boa sala de visitas. É a reputação nacional que está em causa. 

 

O município de Lisboa não entende esta maneira de ver as coisas. A cidade parece ser gerida por uma turma de incompetentes, apoiada por um governo de indiferentes e despreocupados.

 

O meu texto da Visão debruça-se, hoje, sobre esta questão. Está disponível no sítio:

 

 

 

http://aeiou.visao.pt/baku-bruxelas-lisboa=f612655

A capital da sujidade

Voltar a Lisboa tem altos e baixos. A cidade tem muitos aspectos agradáveis, mas, no geral, transmite uma imagem de má gestão, desleixo dos locais públicos e sujidade. É uma capital que destoa, quando comparada com as outras, no seio da UE. Como espelho de Portugal, ponto de entrada para muitos que vêm de fora, transmite uma imagem péssima.

 

Uma boa parte do problema tem que ver com a incompetência dos serviços municipalizados. O resto deve-se à falta de educação cívica de alguns dos seus habitantes. 

 

Será difícil de entender que esta situação nos traz má reputação?

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