Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

O comportamento que se espera do líder

Quem ocupa um lugar de liderança, está de serviço de dia e de noite. A fronteira entre a vida pública e a privada é muito ténue. Liderar é dar o exemplo. E para que se continue a liderar, é fundamental manter um comportamento coerente. Sem isso, lá se vai a credibilidade. E fica apenas o apoio dos incondicionais do chefe e do partido. Ou seja, perde-se uma fatia que é importante para tornar a base do poder mais ampla, mais abrangente. Um exemplo que tenho presente, agora que escrevo estas linhas, foi o dado por Kofi Annan. Comportava-se sempre, mesmo nos momentos mais amistosos e fora das obrigações oficiais, com a dignidade e a presença que se espera de um Secretário-Geral. Se tivesse sido primeiro-ministro, ter-se-ia comportado sempre como um primeiro-ministro. Não iria em futebóis, como dizemos nós, que não somos primeiro-ministros.

O texto desta semana no Diário de Notícias

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/08-ago-2020/questionar-a-obsessao-securitaria-12503101.html

O texto que publiquei no DN de sábado, 8 de agosto, já está com acesso livre.

Deixo-vos o link acima. E desejo-vos boa leitura. E peço que o comentem, se vos for possível. 

10 de junho e um discurso que enobrece as gentes

Pessoa amiga chamou-me a atenção para o discurso proferido pelo Cardeal D. José Tolentino Mendonça na cerimónia do 10 de Junho de 2020. Esse discurso está disponível no You Tube. São 22 minutos de reflexão sobre a nossa condição de portugueses. Foi pensado com um espírito positivo e uma visão generosa do que podemos ser. Por vezes é um pouco lírico, mas vale a pena ouvi-lo. O Senhor Cardeal representa o que de melhor existe entre os nossos intelectuais. Comparar as suas palavras com as dos comentadores do costume é como contrastar um dia de Sol com uma tarde feia de neblina e sem visibilidade.  

A maneira de falar é muito importante

Utilizar as expressões “forretas” e “poupados” não ajuda o nosso país. O Zé do Cacete ou o comentador televisivo com um ar de vinho tinto mal apurado são certamente fãs desse tipo de linguagem. Mas, a política tem que ser feita com outro espírito. O relacionamento entre os Estados membros da União Europeia deve assentar em discussões construtivas entre os líderes e numa narrativa pública positiva.

Uma relação séria e com peso e medida. Crítica, não haja dúvidas, capaz de defender os nossos interesses, certamente, directa, para que se entenda, mas dentro dos limites que promovem o bom entendimento entre parceiros de um mesmo projecto.

O projecto europeu é para continuar

Hoje, os ministros das Finanças do Eurogrupo voltam a reunir-se para discutir como custear os investimentos excepcionais que a pandemia vai exigir. Esta é uma questão muito delicada, que tem dividido a zona euro em dois campos. Também deu azo ao aparecimento de toda uma série de colunas de opinião, aqui na nossa praça, que se inspiraram mais no emocional e nas ideias feitas do que numa análise da realidade do que é o mosaico europeu.

A UE é o resultado de um equilíbrio de interesses diversos, de vários tipos, não apenas económicos, de modo a garantir um certo modo de vida, que tem na democracia, na segurança humana e na prosperidade os seus principais pilares. Este equilíbrio será mais forte se os diversos países membros conseguirem evitar grandes disparidades entre eles. Creio que em relação a isso não há dúvidas nas diferentes capitais e nas cebeças de quem pensa nestas coisas pela positiva. Como também não me parece que hajam dúvidas quando se trata de reconhecer as diferenças que existem e peso negativo que essas disparidades trazem para o projecto comum.

Mas estas coisas entre Estados constroem-se progressivamente. Em certas áreas e em dados momentos, é possível avançar mais depressa. Outras vezes, estaremos perante um trabalho penoso de discussão, de resolução das divergências. É nessa altura que é precisa muita diplomacia, ideias claras e argumentação inteligente.

Certos comentaristas caem na estupidez ou, então, no jogo barato e afirmam, por exemplo, que os Estados membros têm como modelo uma Europa desigual, com níveis de desenvolvimento diferentes. Esse afirmação soa bem, nos meios que querem destruir a união, mas não corresponde à verdade.

A guerra dos cavernosos

Este ano vou continuar a fugir de trauliteiros como o Diabo da cruz. No entanto, isto não quer dizer que não entre numa ou noutra guerra, se valer a pena. Só que com a maioria dos meus amigos e conhecidos caceteiros, não vale a pena. Nesses casos, é melhor fingir que não vi. E cada um entenderá isso como melhor lhe parecer. 

O comentador sabe-tudo

Ontem foi a propósito do grave incidente na Ponte de Londres. Para além dos factos, as televisões passaram horas a comentar o ataque. Puseram, como de costume, câmaras e microfones à frente dos especialistas na análise do terrorismo – a malta habitual – que discorreram sobre o assunto quando nada de concreto se sabia sobre o autor, as possíveis motivações, as circunstâncias para além do que acontecera na Ponte, etc. Se tivesse paciência para os ouvir, ficaria certamente pasmado. Emitem tanta teoria sobre um assunto em relação ao qual falta toda a informação que é essencial. São uns criativos. E servem para encher espaço.

Os dias que passam por nós

 

Não sei se é por estar em convalescença, ou por causa do tempo cinzento e frio, mas estes dias considero que a política portuguesa se transformou numa grande maçada. Não há nada de novo, é a rotina habitual, com a falta de visão que nos caracteriza. Somos pequeninos nas ideias e nas ambições.

 

Fico mesmo a matutar como é possível aos comentadores políticos do costume arranjarem temas para escrevinhar. Depois, percebo que continuam a rabiscar frases, uns sobre os outros, e a discorrer sobre as idiotices dos últimos tempos. Provavelmente ninguém os lê, nem mesmo os reformados que matam as horas do dia em frente dos ecrãs dos seus computadores.

 

Há falta de ideias mas não há falta de quem comente. Parece-me, aliás, que cada vez há mais comentário, que, sendo produzido a título gratuito ou muito mal pago, é escrito em cima do joelho, a despachar, mas sobretudo à espera da sorte grande. Mas esta está reservada para uma meia dúzia, que pouco acrescentam à inovação do pensamento que por aí aparece. Têm, todavia, os contactos que o pretenso sucesso exige. Dão nas vistas, porque sabem como navegar nestas nossas águas pouco profundas.

 

No país, o que conta são as redes de amigos e de compadres, não o mérito. Acho bem, pois assim é fácil de perceber como se consegue vencer na vida.

 

E haja conversa.

 

 

 

O comentador Labaredas

O meu amigo tem a crítica fácil. Escreve e fala de uma maneira inflamada. Acha-se mais vivaço que os outros, mesmo quando os outros já nos deram grandes provas de coragem, de capacidade estratégica e mostraram resultados concretos.

Disse-lhe que assim, com esse afogueamento, só convence parolos. E expliquei-lhe, como amigo mais velho, que nas minhas análises, o ponto de partida é sempre o de tentar ver o que esteve na base da decisão estratégia e da acção dos outros. É que eles lá terão as suas razões. Parvos é que eles certamente não são.

Tancos sob o prisma da política

A parte “justiça” do caso de Tancos não deve, na verdade, ser comentada. Um número de indivíduos foi constituído arguido, acusados de vários crimes. Cabe agora à administração da Justiça tratar desses casos, um a um. A única observação que se poderá fazer é para rogar que os processos avancem rapidamente, tendo em conta a natureza dos crimes imputados e o tipo de instituição que está no centro da questão. Certos brados são uma ilusão, reconheço, mas devem ser feitos, apesar de tudo.

Mas existe uma parte política, que não pode ser escondida por detrás do biombo da justiça. Essa parte levanta muitas interrogações. Devem ser esclarecidas. A lista dessas interrogações inclui: a responsabilidade política; o funcionamento e a circulação da informação nos órgãos de soberania directamente ligados ao assunto; a responsabilidade militar, de quem mandava e estava na linha de comando; a performance, a disciplina e a motivação de algumas secções do Exército, o que isso implica e exige como medidas de correcção; o sistema de valores que impera em certos círculos com autoridade e que terá levado alguns dos arguidos a pensar que o caso seria abafado pelos grandes do reino.

Só estas questões já dariam pano para muitas mangas, se houvesse uma vida partidária capaz de ir além do nevoeiro mental.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D