Portugal é grande quando abre horizontes

25
Fev 18

O programa desta semana na Rádio TDM de Macau sobre a Europa, um programa em que participo há quase três anos, tratou das questões da segurança na Europa, da reunião do Conselho Europeu, da escolha do futuro Presidente da Comissão Europeia, das listas transnacionais e da situação da social-democracia na Europa, numa altura em que esta corrente política parece estar em crise e continua a perder apoio, nos diferentes países da Europa.

O link para o programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9936

publicado por victorangelo às 20:36

05
Jun 17

Tratar o relacionamento estratégico da UE com os EUA com base numa situação política acidental e excepcional, ou de um modo contabilístico, com cifrões de um lado e do outro, seria um erro. Como também não é prudente nem acertado abordar de modo superficial e mediático as divergências políticas que agora surjam.

Ser firme e razoável é saber dizer que não, quando necessário, mas sem ruídos inúteis, e explicar bem a posição que nos parece mais acertada. A defesa dos nossos valores e interesses não se resolve por meio de polémicas que apenas servem para alimentar os títulos e as letras gordas da comunicação social. Ou, para a selfie do momento.

publicado por victorangelo às 22:05

29
Abr 17

Mantemos uma visão eurocêntrica sobre a organização política que outros Estados praticam. É um velho hábito. E as instituições europeias adoptaram-no como seu. Por isso, todos os anos emitem relatórios sobre a vida política e social de outros países. Trata-se de comentários críticos, que utilizam a experiência europeia como bitola.

É verdade que os EUA também o fazem. Deste modo, a prática seguida por Bruxelas é ainda mais difícil de atacar. Se o irmão grande o faz, por que razão o mais pequeno não o pode copiar?

Estamos, todavia, perante um procedimento discutível. No meu entender, precisa de ser revisto.

A razão de ser e os objectivos dessas análises políticas necessitam de ser claramente definidos. De um modo geral, esses relatórios devem contribuir para o aprofundamento das relações entre a UE e o resto do mundo, na base dos princípios e normas aceites pelas Nações Unidas. Deverão, ainda, permitir uma melhor compreensão e um escrutínio da agenda que está a guiar as instituições europeias nas suas relações bilaterais.

O que não podem ser é claro: uma ingerência nos assuntos internos de outros países. Assim, se houver críticas que se justifiquem, haverá que as ancorar nas convenções internacionais e nos tratados. Por outro lado, as críticas devem ser acompanhadas por uma explanação da posição da parte contrária.

A Europa não pode ter como ambição ser a ajudante do polícia do mundo. Ganhará, sim, se as suas posições fizerem avançar o diálogo político internacional e o respeito pelos direitos humanos de cada cidadão do planeta.

publicado por victorangelo às 08:39

14
Mar 17

Esta semana, os meus comentários para o Magazine Europa da Rádio TDM de Macau centraram-se nas eleições na Holanda, na questão turca, quando vista do nosso lado, na reeleição de Donald Tusk e na saga que está a ser o Brexit.

Sofia de Jesus está como de costume do outro lado da linha e Rui Flores coordena e planifica o esforço comum. Em Macau, este trabalho conjunto é francamente apreciado.

O link do programa de hoje:

Magazine Europa (14 de Março de 2017)

 

publicado por victorangelo às 17:09

08
Mar 17

O programa desta semana aborda as questões da presidência do Conselho Europeu, as dimensões de defesa da UE, o Livro Branco apresentado por Jean-Claude Juncker e o papel da Agência para os Direitos Fundamentais.

O Magazine Europa continua a ser bem recebido pelos ouvintes de Macau.

Desta vez, o link é o seguinte:

Magazine Europa (7 de Março de 2017)

publicado por victorangelo às 15:06

05
Mar 17

Sem ser ingénuo, nem a andar com os olhos fechados, sou dos que pensam que atacar Jean-Claude Juncker, nesta altura de grandes perigos para o projecto comum europeu, é um erro. Antes pelo contrário, é preciso reforçar a sua autoridade, quer no seio do colégio de Comissários quer no seu relacionamento com os governos dos estados membros. A Comissão Europeia tem que reconquistar uma boa parte do prestígio perdido – por culpa, tantas vezes, dos políticos nacionais que escondem a sua inépcia por detrás da Comissão e das gentes que estão em Bruxelas. E essa reconquista deve começar pela maneira como tratamos o Presidente da Comissão.

publicado por victorangelo às 21:17

28
Fev 17

Os meus comentários de hoje, no programa semanal da Rádio Macau "Magazine Europa", têm como focos as tomadas de posição do Parlamento Europeu sobre a reforma das instituições e o futuro da UE, a Áustria, o seu Chanceler e a sua economia,  e, por fim, Martin Schulz como competição a sério, que poderá impedir um quarto mandato de Angela Merkel, após as eleições gerais de Setembro.

O link para o programa é o seguinte:

Magazine Europa (28 de Fevereiro de 2017)

 

publicado por victorangelo às 17:35

24
Fev 17

Sou dos que advogam que este é o ano do aclaramento no que respeito ao futuro da UE.

As pressões internas e externas são agora imensas. Os riscos maiores do que nunca. O projecto europeu precisa de se focalizar no que é importante e mobilizar as energias das instituições e das organizações da sociedade civil para que se atinjam os objectivos que deveras contam. Esses objectivos passam por um reforço da coesão política, por uma maior integração económica, pela desburocratização e o consequente aliviar das cargas fiscais, pela luta contra o nativismo e a xenofobia, pela solidariedade social inteligente, pela defesa e a segurança comuns. E, acima de tudo, por uma definição muito clara dos valores humanistas que partilhamos, que fazem da nossa parte do mundo um exemplo de liberdade e de respeito pelos direitos das pessoas, e pela construção de uma identidade europeia que possa ser uma bandeira de cidadania.

Nem todos os países membros estarão dispostos a avançar no sentido de uma unidade aprofundada. É, por isso, fundamental que se diga que a construção do futuro europeu se deverá fazer por círculos. Serão círculos concêntricos, na medida em que haverá sempre um conjunto de princípios que será partilhado por todos. Mas, a partir daí, desenhar-se-ão outros círculos, que abrangerão apenas uma parte dos estados membros. Cada estado inserir-se-á no círculo que melhor entender, tendo em conta as suas circunstâncias nacionais.

Não é uma Europa a “duas velocidades”, como por aí se diz. Não vamos todos na mesma direcção. É uma visão diferente de aspectos importantes do projecto. Muitas das dimensões dessas visões nunca serão partilhadas pela totalidade dos estados membros. Por isso, não se trata de avançar a uma velocidade diferente. É, isso sim, um nível de ambição distinto.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 17:04

22
Jan 17

Antonio Tajani foi há dias eleito Presidente do Parlamento Europeu. O grupo parlamentar europeu de direita – conhecido como o Partido Popular Europeu – detém agora a presidência das três instituições que contam: o PE, a Comissão e o Conselho Europeu. O equilíbrio político, que tem sido uma tradição, exige que se proceda a uma correcção desta situação. Uma das instituições deveria ser presidida por alguém oriundo da corrente socialista europeia.

Há quem pense que a situação poderá ser corrigida em Maio. No final desse mês termina o mandato de Donald Tusk, o Presidente do Conselho Europeu. Tusk gostaria de ser reconduzido e ter a oportunidade de levar a cabo um segundo mandato. Mas os reaccionários de Varsóvia não parecem dispostos a apoiá-lo. E sem o apoio do país de origem, é quase impossível conquistar um mandato europeu. Muito provavelmente, Tusk irá à vida.

Mas quem poderia ser o candidato socialista capaz de reunir o consenso dos Chefes de Estado e de Governo? Terá que ser um antigo Presidente da República ou antigo Primeiro-ministro. E de preferência, acrescento eu, deveria ser alguém do Leste ou do Norte da Europa. Também aqui por uma questão de equilíbrio.

Há quem comece a falar do nome de François Hollande. Penso que se trata de um balão de ensaio, lançado pelos seus amigos parisienses. Mas a verdade é que não há muitos nomes de peso. Sobretudo numa altura em que é fundamental ter alguém com a genica suficiente para falar com voz grossa, uma voz que possa ser ouvida do outro lado do Atlântico.

 

publicado por victorangelo às 20:11

05
Nov 16

Na UE, a eleição presidencial americana está no centro das atenções políticas e das conversas de quem sabe falar sobre essas coisas. Sobretudo agora, nas vésperas do dia eleitoral e por causa da progressão constante de Donald Trump, nas sondagens publicadas nesta última semana.

Uma vitória desse candidato parecia improvável, antes da famosa e ambígua carta assinada e divulgada pelo Director do FBI. Agora, é uma possibilidade. Na verdade, embora a composição do colégio eleitoral continue, nas previsões de quem as faz, favorável a Hillary R. Clinton, tudo pode acontecer, quando os votos tiverem sido contados.

A liderança política europeia preferiria ver Hillary Clinton eleita. Estou inteiramente de acordo. É a melhor candidata, a mais experiente e a mais madura, trata-se de uma aliada de confiança da Europa. Está, em termos políticos, a milhas de distância de Trump.

Mas se os eleitores americanos decidirem de outro modo, a Europa saberá aceitar o verdicto popular. E terá que encontrar maneira de responder ao enorme desafio que um resultado desse tipo representaria. Ficaria, é verdade, numa posição geopolítica difícil. De um dos lados teria Vladimir Putine e Erdogan, do outro, Donald Trump. Sem contar com as suas próprias contradições internas e lideranças ambivalentes, sobretudo em Varsóvia, Budapeste, Paris e Londres.

Vai conseguir encontrar o equilíbrio de interesses, se um cenário desses se concretizar? Não será fácil, mas acredito que haverá liderança suficiente para que se possa defender os interesses e os valores que, apesar de tudo, ainda fazem parte do nosso património comum. Podemos estar preocupados, mas não há motivo para pânico.

 

 

publicado por victorangelo às 19:41

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