Portugal é grande quando abre horizontes

15
Jul 14

Ver Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa semanal de ontem na TVI, uma coisa que eu não fazia há muito tempo, foi um descalabro. O professor está em nítida perda de velocidade e argúcia intelectual. O que diz é crescentemente superficial, o comentário pela rama, para agradar a um vasto círculo de possíveis apoiantes. Só que o círculo é indefinido e as opiniões são cada vez mais corriqueiras e assentes em análise de joelho e de palpite.

 

Faz pena ver Marcelo a descarrilar assim. Talvez seja tempo para pensar noutras actividades, na reforma, nos netos, sei lá em quê...

 

Por outro lado, o jornalista que o entrevistou, nem vale a pena lembrar o nome, foi uma lástima. Esteve perdido durante a conversa. Mal conseguia articular uma frase. Devia estar ali por engano e para fazer um frete.

publicado por victorangelo às 12:56

18
Mai 14

A luta política em Portugal é feita aos berros e com chavões. E o comentário político na comunicação social segue o mesmo modelo. Ora, esse é um modelo de intervenção que tem que mudar.

publicado por victorangelo às 20:21

10
Mai 14

Na conferência “Rotas de Abril”, que teve lugar ontem e hoje por iniciativa do Presidente da República, Cavaco Silva disse que, em democracia, “a cultura do compromisso é essencial”. Essa frase segue-se à constatação que fizera que “ a cultura do compromisso, que predomina na maioria dos países da União Europeia, tem tido dificuldade em instalar-se na nossa democracia”.

 

Não estarei muitas vezes de acordo com o desempenho político do Presidente. Acho, no entanto, que fez bem em frisar a importância do compromisso na vida política democrática. Sem compromissos não há acordos entre as diferentes correntes de opinião e sem acordos não há governação possível.

Convém também acrescentar que os compromissos nem sempre se fazem com os amigos políticos. Muitas vezes, sobretudo em alturas de crise nacional, os pactos têm que ser feitos entre adversários e, por vezes, entre inimigos.

 

Mas, para que isso aconteça temos que ter actores políticos à altura. Gente que seja capaz de ultrapassar os seus receios e interesses individuais e colocar o interesse nacional acima de tudo.

 

É isso que parece faltar hoje em Portugal.

 

Temos muitos que são óptimos na promoção das hostilidades entre sectores de opinião, entre correntes partidárias. Fizeram disso o seu ganha-pão. E a comunicação social dá-lhes projecção, porque o barulho e a violência vendem mais. Assim se transforme pequenez em fama, ruído em tomadas de posição sem fundamento.

 

Há aqui um grande desafio por resolver.

 

 

 

publicado por victorangelo às 16:57

25
Mar 14

Perguntei a um responsável editorial de um diário lisboeta de referência por que razão continua o seu jornal a dar espaço a umas antiguidades políticas que aí escrevem com regularidade. A resposta foi clara: é uma questão de respeito pelo que essas personalidades foram. Escreverão coisas sem grande nexo nos dias de hoje, muitas vezes meras banalidades sem fundamento, mas os responsáveis pelo jornal querem mostrar que se reconhece os feitos passados dessas pessoas.

 

Fiquei esclarecido. Quando se quer, ainda há respeito em Portugal.

publicado por victorangelo às 20:50

22
Mar 14

Portugal é o país, dos muitos que conheço, em que mais se ataca e insulta o Presidente da República. Independentemente da opinião política que se possa ter sobre Cavaco Silva, a verdade é que, numa democracia ocidental consolidada, não é compreensível uma situação como a nossa. E não é apenas nos blogs nem nas outras redes sociais que isso acontece. É igualmente na comunicação social profissional.

 

Uma coisa é o combate político. Outra, bem diferente, é a falta de respeito, ao nível mais primário, pelos titulares de órgãos de soberania. Sobretudo no caso da Presidência da República. Porquê? Porque neste caso, quem aí está passou por uma eleição geral – só não votou quem não quis – e ganhou por isso uma legitimidade institucional que os comentadores nunca conseguiram. Mais ainda. Alguns desses comentadores do bota-abaixo só ganharam notoriedade política e pública por terem feito uma carreira de yes-men nos respectivos partidos. Foram ministros e outras coisas semelhantes por não terem coluna vertebral. Outros ganharam-na porque uma parte da opinião pública portuguesa dá muito valor aos caceteiros profissionais.

publicado por victorangelo às 21:06

05
Jan 14

A matilha voltou novamente a devorar a credibilidade da comunicação social. É um espectáculo triste, que traduz bem a qualidade das decisões tomadas pelos editores de jornais e imprensa considerados sérios. E, quando foi repetida e ampliada nas redes sociais, mostrou de novo a ingenuidade que povoa esses meios de comunicação.

 

Tudo começou pela publicação, num jornal de Hong Kong que é lido pelos feirantes de rua locais, enquanto esperam pelos clientes – um pasquim que passa o tempo a inventar historietas de face e alguidar e outras coisas fantásticas, quando não está ocupado a vangloriar as políticas do Partido Comunista Chinês, um partido que retribui esse serviço com um apreço zero pelo jornal em questão. Um dez dias mais tarde, na altura do Natal, quando muitos jornalistas estão de férias e é preciso encher as páginas com qualquer coisa, um jornal mais conceituado, creio que de Singapura, pegou na invenção produzida em Hong Kong e deu-lhe uma pincelada de profissionalismo.

 

A partir daí, a “notícia” correu meio mundo e ganhou estatuto. Incluindo na imprensa portuguesa de referência. Chegou-se ao pormenor de dizer que eram 120 mastins, veja-se bem, 120, uma multidão fora do senso destas coisas, o que significa que cerca de 110 não comeram nada e ter-se-ão devorado uns aos outros.

 

Tudo isto, uma idiotice a acrescentar à loucura de sobrinho assassino, que despachou o tio à boa maneira das ditaduras militares, frente a um pelotão de fuzilamento. Como é do conhecimento de certas embaixadas, “geralmente bem informadas”.

 

Quem não anda bem informado é que depende apenas de alguma comunicação social.

publicado por victorangelo às 09:55

16
Ago 13

O discurso de Passos Coelho no Pontal foi maçudo e pouco próprio para um comício popular.

 

Como a coisa foi transmitida em directo pelas televisões que emitem por cabo, o homem perdeu uma oportunidade importante de fazer passar umas mensagens.

 

O estilo professoral, dedutivo e pormenorizado, com todas as ideias bem explicadas ao pormenor torna a comunicação intragável. O cidadão desliga e os comentadores irão aproveitar os pedaços do monólogo que melhor servirem os seus interesses pessoais e as agendas políticas dos seus patrões.

 

Que andarão os assessores de imprensa de S. Bento a fazer? Ou serão apenas mais uma série de miúdos, sem experiência nem saber profissional, mas com tacho, que a filiação partidária assim o permite? 

publicado por victorangelo às 23:03

09
Ago 13

Quem está a definir a agenda política, no que respeita aos assuntos em destaque, estes dias, na comunicação social? De que problemas querem desviar as nossas atenções? Que lutas de grupos existem por detrás dos grandes títulos e dos comentários de opinião de maior relevo?

 

Creio que é prudente nunca esquecer estas interrogações. Sobretudo agora, em que a luta pelos poucos ossos políticos que ainda existem é mais renhida. E que é tempo de vinganças.

 

Como também é aconselhável não cair na esparrela de comentar o que toda a gente anda a comentar. É sempre bom tentar entender, primeiro, quais são os interesses em jogo.

 

 

publicado por victorangelo às 19:59

06
Ago 13

O Secretário de Estado que faz os chamados “briefings” à comunicação social tem todo o ar de quem não está à altura da tarefa. Além disso, a sua falta de experiência política é demasiado evidente. Até aqueles jovens jornalistas que lhe aparecem pela frente parecem estar mais à vontade do que o governante.

 

Apenas não vê esta miséria quem não quer ver. E dir-se-ia que o Primeiro-ministro é um dos que não está a ver o dano que tais manifestações de incompetência acarretam. 

publicado por victorangelo às 21:59

04
Ago 13

Em política, como na selva, os predadores oportunistas lançam-se sempre ao animal que, na manada, tem o aspecto mais fraco. 

publicado por victorangelo às 23:20

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