Portugal é grande quando abre horizontes

24
Mar 19

Estima-se que apenas pouco mais do que 10% da população adulta francesa leia um jornal diário. E uma boa parte dessas pessoas fá-lo pela internet, sem qualquer tipo de contacto com o papel. A maioria informa-se através da televisão, ou então, ao ouvir as rádios, nas suas viaturas, enquanto se desloca na prossecução dos seus afazeres quotidianos. Porém, na verdade, a televisão é que conta.

Estas constatações obrigam a uma interrogação muito séria sobre o futuro da imprensa escrita. E não apenas em França, onde um jornal de referência como Le Monde está endividado até ao nariz, mas também em Portugal e noutros países.

publicado por victorangelo às 17:16

16
Mar 19

A Nova Zelândia é um país muito diverso. A população tem raízes em vários pontos do globo, para além das locais, que são as de quem pertence ao povo Maori. Um bom exemplo dessa diversidade pode ser comprovado pela diversidade dos meios de comunicação social. Há de tudo, incluindo os destinados às comunidades filipinas, chinesas, indianas, etc.

É igualmente um país muito pacífico e tolerante. Um país que aprendeu a viver em harmonia consigo próprio e com a natureza.

Os ataques terroristas de ontem foram, por isso, uma grande surpresa. Vieram lembrar-nos, entre outras coisas, que o extremismo racista, as ideias supremacistas de ultra-radicais brancos são, como outras, uma ameaça muito séria. Incluindo onde menos se espera.

As forças de segurança não chegam para tudo, é verdade. Mas não podem de modo algum deixar de vigiar quem faz do ódio étnico ou religioso uma bandeira de combate e de propaganda violenta. Na Nova Zelândia, em Portugal, e noutros cantos do mundo.

publicado por victorangelo às 16:15

12
Fev 19

Escrita com dentes, capaz de morder os adversários e de atrair leitores, não falta nas nossas colunas de opinião.

O que falta, e muito, é juntar aos dentes uma boa dose de miolos. Morde-se a torto e a direito, mas sem a reflexão necessária. Sem a profundidade e os prismas de análise que os temas exigiriam. Como se cada questão não devesse ser tida em conta a partir de vários ângulos, esquecendo-se deste modo que a vida é mais complexa do que umas dentadas no adversário. E do que umas penadas no assunto.

Assim temos estado a criar uma opinião pública que se baseia apenas em sobressaltos emocionais e preconceitos.

Que pobreza.

 

 

publicado por victorangelo às 17:25

07
Fev 19

Temos que acreditar nos jornais de referência, na comunicação social que faz um trabalho sério. Os media são fundamentais para o bom funcionamento da democracia. Sobretudo nestes tempos, em que existe muita manipulação das informações, enxurradas de notícias falsas e páginas sem fim de comentários ligeiros, tendenciosos ou pouco honestos. Por isso, quando a comunicação social dá espaço a textos ou programas de opinião tem igualmente a obrigação de procurar a diversidade e o contraditório. E de aclarar, quando a opinião estiver baseada em falsidades. Se o não fizer, estará a perder a credibilidade que tanta falta lhe faz. E a nós, também.

publicado por victorangelo às 17:35

06
Fev 19

Os crimes de violência doméstica e de assalto sexual são demasiado frequentes em Portugal. As vítimas, de facto ou potenciais, não têm beneficiado da protecção que lhes é devida e que a lei prevê. Apesar de se tratar de crimes públicos. E de crimes que merecem letras grandes nos meios de comunicação social.

Tem que se dar a volta a isto.

Os dirigentes políticos têm que considerar as questões ligadas à boa administração da justiça como uma prioridade. Devem criar todas as condições necessárias para que a justiça funcione com celeridade, firmeza e mão pesada.

Essa deveria ser uma linha fundamental nos programas dos partidos políticos. Ou andam distraídos?

 

publicado por victorangelo às 16:52

27
Jan 19

O racismo é uma questão muito delicada. Por isso, não pode ser tratada nem com ligeireza nem com alvoroço.

E, para além dos aspectos legais e institucionais, deve igualmente constituir uma interrogação pessoal: será que eu também tenho comportamentos racistas? Quando, por exemplo, comento a reacção de Serena Williams face à decisão do árbitro, como aconteceu há uns meses, caio no comentário racista? Quando me rio de uma piada que goza com a fisionomia e o aspecto físico de outros povos, estou a ultrapassar o risco? Quando oiço um amigo negro dizer que não foi recrutado para um emprego por ser preto, e eu deixo passar a afirmação, sem mais discussão, estou a ser rigoroso com a verdade ou a deixar-me simplesmente ir na onda?

E assim sucessivamente, que o combate contra o racismo começa em casa e por mim, pela minha coragem, pela minha tomada de consciência e pela minha abertura de espírito. O que torna a questão bem difícil de resolver, porque normalmente são os outros que têm as culpas.

publicado por victorangelo às 15:51

25
Jan 19

A intolerância e o sectarismo são os dois pilares do debate político em Portugal.

Debate-se para atacar. Raramente é para encontrar posições comuns. Isto é próprio das discussões de paróquia, ou de capoeira, das querelas entre caciques. Expressa bem o narcisismo intelectual que caracteriza muitas das nossas personagens públicas. E a falta de profundidade, de substância e de ideais verdadeiramente patrióticos e progressistas.

O resto é tolice.

publicado por victorangelo às 08:53

14
Jan 19

Numa democracia, a manipulação das informações, para tentar enganar o povo, não pode de modo algum ser aceite. Com o tempo, e nas sociedades abertas que agora temos, essa manipulação acabará por ser como um tiro que sai pela culatra. Poderá dar algum ganho temporário, mas a prazo não dará.

Também não podemos aceitar a intimidação, a ameaça e a desordem pública. A liberdade permite as manifestações e o protesto na rua. Mas não permite, de modo algum, que outros se sintam coagidos, impedidos de praticar as suas rotinas e andar na sua vida. E nunca justifica a violência e a desordem, nos tempos que agora vivemos. Em democracia, não há espaço para revoluções. Nem para violência física contra as instituições ou os oponentes. Ou contra as infra-estruturas, que a todos pertencem e a todos servem.

Assim olho para fenómenos de massas, como por exemplo, o dos “coletes amarelos”.  

publicado por victorangelo às 17:49

13
Jan 19

A actualidade dos dias recentes lembraram-me que a credibilidade é o principal atributo que um político deve ter. Coerência e coragem de ideias, vida pública e privada sem sombras que levantem suspeitas, dedicação à causa comum, capacidade de falar com franqueza, maturidade e experiência, são as características que definem a credibilidade de um político. Só quem as tem é que pode ter ambições de liderança.

Por outro lado, quando a generalidade dos políticos é pouco ou nada credível, estamos a abrir as portas aos populistas, aos bota-abaixo, e a todos os que passam os dias a dizer que os políticos são todos iguais. Ou seja, estamos a criar condições para que proliferem as abstenções e as alienações, ou mesmo, para que surjam rebeliões arruaceiras e “salvadores da pátria”. É, então, o sistema democrático que estará a ser posto em causa.  

A actualidade dos dias recentes lembraram-me que a credibilidade é o principal atributo que um político deve ter. Coerência e coragem de ideias, vida pública e privada sem sombras que levantem suspeitas, dedicação à causa comum, capacidade de falar com franqueza, maturidade e experiência, são as características que definem a credibilidade de um político. Só quem as tem é que pode ter ambições de liderança.

Por outro lado, quando a generalidade dos políticos é pouco ou nada credível, estamos a abrir as portas aos populistas, aos bota-abaixo, e a todos os que passam os dias a dizer que os políticos são todos iguais. Ou seja, estamos a criar condições para que proliferem as abstenções e as alienações, ou mesmo, para que surjam rebeliões arruaceiras e “salvadores da pátria”. É, então, o sistema democrático que estará a ser posto em causa.                                                                                                                    

 

 

 

 

                                                                                                                

 

 

 

publicado por victorangelo às 15:31

09
Jan 19

A maior parte dos que escrevem e partilham opiniões políticas em Portugal são dogmáticos. Têm opiniões de pedra e cal. Cada opinião é apresentada como a última expressão da sabedoria do autor sobre o assunto que o momento o leva a tratar. Não deixam espaço para o debate, nem querem deixar aperceber as outras dimensões que a questão possa levantar. É tudo a preto e branco. A verdade de um lado, o erro do outro. Escreve-se e fala-se de tal maneira que as frases parecem facadas e golpes de espada.

Mesmo quando os autores são apresentados como “académicos”. Não são académicos, são intransigentes e de ideias feitas, que é o contrário do que a universidade deveria ser. Uma boa parte dos nossos “cientistas sociais” é apenas um propagandista da fé, politicamente dogmáticos, em vez de inquisitivos.

Ora, a realidade da nossa vida colectiva é muito mais matizada. E nas questões políticas e sociais não existem respostas simples. Antes pelo contrário.

O dogmatismo é um tique ditatorial. Extremista. Esmagador das opiniões não concordantes. É antidemocrático. E também é uma prova de grande burrice mental. De quem o pratica e, infelizmente, de quem dele se alimenta.

publicado por victorangelo às 17:21

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