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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Macron, a forma e o conteúdo

Estou de acordo com o Presidente Macron, quando crítica severamente quem se recusa a ser vacinado. Acho que essa recusa é uma irresponsabilidade e um acto de estupidez. Mesmo quando se apresenta como uma rebeldia e uma defesa da liberdade individual. Discordo, no entanto, da palavra que utilizou para resumir a sua posição. Um líder nacional, e mais ainda, um Presidente da República, não pode descer ao nível da vulgaridade. Quando o faz, é a vulgaridade que é objecto de debate público e não o conteúdo da mensagem.

Em política é fundamental saber-se comunicar. E a boa comunicação visa a mudança de comportamentos, a adopção das políticas que nos parecem mais adequadas e a denúncia das posições erradas ou irrealistas. Deve ser simples, fácil de entender, mas manter um certo decoro e educação. Caso contrário, a mensagem acaba por se perder. E estar-se-á a dar a oportunidade aos oponentes de se agarrarem à forma, ao superficial, e atacar assim o mensageiro.

O Sebastianismo anda muito mexido

Os media de referência em Portugal tratam as opiniões e iniciativas do Presidente da República de modo venerando. Há mesmo, ao nível do subconsciente, uma espécie de sentimento de inferioridade, por parte dos principais directores e editores da nossa comunicação social.

E, pouco a pouco, vão criando um novo ente superior, que poderá, no momento oportuno, tomar o lugar que com o tempo o actual Presidente terá de deixar vago.

Na verdade, certos media acreditam na reencarnação. Ou seja, o mítico D. Sebastião continua a aparecer, em pleno século XXI, nas redacções de certos medias. Nestes tempos de incertezas, de horizontes pouco claros, faz bem à saúde patriótica ver gigantes a avolumarem-se 

 

PSD: a escolha dos jornalistas

A comunicação social portuguesa parece já ter decidido quem deverá ser o próximo líder do PSD. Sentem-se melhor com um dos candidatos. E dão-lhe projecção. É uma forma de democracia muito especial: a democracia do papel de jornal. Ou do visual. Efeitos, meus amigos, efeitos.

 

O bota-abaixo por parte das elites

Nos últimos dias tem-se escrito muito sobre as plataformas sociais. Em geral, para demonstrar todos os malefícios que elas estão ligados. Quem assim escreve são pessoas da elite, que têm acesso aos meios de comunicação social, onde publicam colunas de opinião ou aparecem nos ecrãs. Os seus comentários não traduzem o modo de ver do cidadão simples, que não tem acesso aos órgãos tradicionais nem maneira de fazer ouvir a sua voz. Também não têm em conta que vivemos num mundo digital, em que há uma democratização da informação, novos padrões de comunicação e muito mais gente a produzir opinião.

É verdade que existem problemas e fenómenos negativos ligados às plataformas sociais. Mas também é um facto que assistimos a um fosso crescente entre as elites e o comum dos mortais. Ao pensar nisso, é de perguntar qual é o papel das elites quando se trata de promover a boa utilização das redes sociais?

 

Parece que vamos ter uma conferência sobre o clima

Estamos a três semanas do começo da COP26. Falei hoje com alguém que está a preparar a participação dos Emirados Árabes Unidos nessa reunião de alto nível sobre as alterações climáticas. E, durante a conversa, surgiu a pergunta que eu temia e para a qual não tinha resposta: quais vão ser as mensagens que Portugal irá levar para a COP2 em Glasgow?

Também tive de confessar que a comunicação social portuguesa não tem mostrado grande empenho no assunto. Não aparecem entrevistas, não se publicam artigos de opinião, não se pergunta ao governo nada sobre a matéria. Não há debate público. Parece não haver nem interesse nem consciência da importância do que se está a passar ao nível do clima global, do meio ambiente e das implicações muito sérias que resultarão se não se corrigir a direcção que as coisas têm tomado nas últimas décadas.

Dúvidas escritas

A maior parte das colunas de opinião que aparecem publicadas nos nossos jornais são escritas de forma superficial, atabalhoada e tosca. São uma maçada intragável. Perante essa conclusão, fico a interrogar-me se não será o mesmo com o que escrevo? E se vale a pena continuar a escrever para meia dúzia de fiéis leitores.

A importância da liberdade de imprensa

Os Pandora Papers revelam, entre muitas outras coisas, corrupção de alto nível e abuso do poder, por parte de certos políticos e dos seus amigos e compadres. Mostram, acima de tudo, a relevância de jornalistas independentes e de órgãos de comunicação social corajosos e conscientes do seu dever cívico. Não foram as instituições judiciárias ou de polícia quem procedeu à investigação. Foi uma coligação de jornalistas, trabalhando em meios de comunicação social sérios e com recursos suficientes. Assim para além de tudo o mais, foi uma vitória da liberdade de imprensa. E uma demonstração que esta é essencial para o bom funcionamento das sociedades democráticas

A crise do ambiente e do clima

O relatório das Nações Unidas – Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) – que acaba de ser publicado mostra claramente que estamos numa situação de grande crise climática. A comunicação social deveria organizar um debate regular sobre as principais conclusões do relatório. É verdade que lhe deu a relevância que merece. Mas a partir de agora e até à COP26 em Novembro, que decorrerá em Glasgow, é fundamental que as atenções continuem focalizadas nas questões do clima, do ambiente e do que é preciso fazer para evitar uma catástrofe de enormes consequências.

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