https://victorangeloviews.blogspot.com/
Crescemos quando abrimos horizontes

23
Jan 20

Não será por causa do frio que andamos um bocado loucos. Ao ouvir certos nomes serem propostos como possíveis candidatos às próximas presidenciais, penso que os nossos desvarios em matéria política não podem ser atribuídos ao estado do tempo. Há mesmo um problema estrutural de insanidade. Pelo menos, em certas cabeças conhecidas do público.

Quando disse isto, esta tarde, alguém me respondeu que se trataria de puro e simples oportunismo, de lançar nomes para agradar a certos círculos e dar azo a umas linhas nos jornais. Respondi que não será bem assim. Para mim, é um problema de insanidade individual e colectiva, muito para além da falta de bom senso e da procura de protagonismo.

É verdade que qualquer cidadão pode ser candidato, se cumprir os requisitos mínimos que a Constituição estabelece. Mas falar em certos nomes, que Deus me livre, diria o ateu.  

 

publicado por victorangelo às 21:21

13
Jan 20

Optimismo, força de vontade e convicção são características fundamentais para quem anda na liderança política. Mas não devem ser confundidas com arrogância, menosprezo e chacota do opositor. Estas e o excesso de confiança levam à derrota.

publicado por victorangelo às 20:18

12
Jan 20

No jornalismo, como em muitas outras áreas, a concorrência é enorme. É fácil encontrar um semanário ou um diário que se transformou num poço sem fundo, a perder dinheiro, leitores e jornalistas a olhos vistos. Os poucos que medram fazem-no graças às assinaturas digitais e à qualidade dos conteúdos. The Economist é um desses raros exemplos de sucesso. Cada texto é escrito com seriedade, bem assente em pesquisas sólidas e sabe combinar informação com opinião. Tem poucas fotos, que custam caro, mas sabe jogar com a apresentação gráfica, de modo a evitar a impressão de páginas demasiado densas. Tem servido de inspiração a outras revistas, que procuram seguir um modelo semelhante.

À questão da concorrência junta-se a profunda revolução na maneira de comunicar. Entre outros aspectos, as novas gerações perderam o gosto pelo papel. Só sabem manejar os telemóveis e as plataformas digitais. E querem coisas rápidas, com conteúdo resumido e contadas como se se tratasse de um filme de acção. A própria televisão está ameaçada por estes novos hábitos. Os telejornais e os programas genéricos começam a ser coisas de gente de idade.

Vem tudo isto a propósito de uma nota que me fizeram chegar sobre a escassez de leitores das colunas de opinião que aparecem nos nossos jornais e revistas. As soluções propostas eram de outra época. Como também seria de uma outra época pensar que os subsídios públicos salvariam a imprensa e a diversidade de opiniões. Seriam, isso sim, meras aspirinas. As dores de cabeça iriam continuar, mesmo com uma dose reforçada.

publicado por victorangelo às 20:06

02
Jan 20

Este ano vou continuar a fugir de trauliteiros como o Diabo da cruz. No entanto, isto não quer dizer que não entre numa ou noutra guerra, se valer a pena. Só que com a maioria dos meus amigos e conhecidos caceteiros, não vale a pena. Nesses casos, é melhor fingir que não vi. E cada um entenderá isso como melhor lhe parecer. 

publicado por victorangelo às 21:37

15
Dez 19

Estão a dar gás ao fulano. E ele e os seus aproveitam-se dessa estupidez. Pouco a pouco, irão tentar ser a personificação de tudo o que é oposição da velha direita ao Partido Socialista, da raiva que sempre existe contra quem parece não querer largar o poleiro político. Procurarão ser vistos, por uma parte dos eleitores, como a única réplica corajosa e ousada a António Costa e aos seus. Tentarão marcar a agenda mediática. Não são tolos. Antes pelo contrário, estão a crescer e a marcar pontos.

Assim crescem os movimentos políticos desse género.

publicado por victorangelo às 18:56

27
Nov 19

Somos, de facto, muito únicos. Nomeadamente, ao nível da comunicação social. Desde o início da semana, são múltiplos os artigos, comentários, textos de opinião, editoriais e notícias sobre o que se passa num partido minúsculo. Um partido que, nas eleições legislativas de Outubro, teve menos de 56 000 votos. Ou seja, uns pós acima de 1% dos votos expressos. Páginas e páginas a tratar da insignificância, que é um tema que habitualmente nos apaixona. 

Shakespeare diria “tanto alarido a propósito de nada”.

publicado por victorangelo às 19:28

18
Nov 19

 

Não sei se é por estar em convalescença, ou por causa do tempo cinzento e frio, mas estes dias considero que a política portuguesa se transformou numa grande maçada. Não há nada de novo, é a rotina habitual, com a falta de visão que nos caracteriza. Somos pequeninos nas ideias e nas ambições.

 

Fico mesmo a matutar como é possível aos comentadores políticos do costume arranjarem temas para escrevinhar. Depois, percebo que continuam a rabiscar frases, uns sobre os outros, e a discorrer sobre as idiotices dos últimos tempos. Provavelmente ninguém os lê, nem mesmo os reformados que matam as horas do dia em frente dos ecrãs dos seus computadores.

 

Há falta de ideias mas não há falta de quem comente. Parece-me, aliás, que cada vez há mais comentário, que, sendo produzido a título gratuito ou muito mal pago, é escrito em cima do joelho, a despachar, mas sobretudo à espera da sorte grande. Mas esta está reservada para uma meia dúzia, que pouco acrescentam à inovação do pensamento que por aí aparece. Têm, todavia, os contactos que o pretenso sucesso exige. Dão nas vistas, porque sabem como navegar nestas nossas águas pouco profundas.

 

No país, o que conta são as redes de amigos e de compadres, não o mérito. Acho bem, pois assim é fácil de perceber como se consegue vencer na vida.

 

E haja conversa.

 

 

 

publicado por victorangelo às 19:49

30
Out 19

Quando uma parte da elite intelectual se entretém com reflexões sobre um homem de saias, podemos ter a certeza que algo está muito mal, neste nosso pequeno canto do mundo. Rimos e espraiamo-nos na parvoíce, como se procurássemos fazer chorar as pedras da calçada. Uma boa fatia da nossa classe intelectual é, pura e simplesmente, bacoca.

publicado por victorangelo às 19:32

18
Out 19

O meu amigo tem a crítica fácil. Escreve e fala de uma maneira inflamada. Acha-se mais vivaço que os outros, mesmo quando os outros já nos deram grandes provas de coragem, de capacidade estratégica e mostraram resultados concretos.

Disse-lhe que assim, com esse afogueamento, só convence parolos. E expliquei-lhe, como amigo mais velho, que nas minhas análises, o ponto de partida é sempre o de tentar ver o que esteve na base da decisão estratégia e da acção dos outros. É que eles lá terão as suas razões. Parvos é que eles certamente não são.

publicado por victorangelo às 19:51

16
Out 19

No campo das ideias, uma das grandes frentes de batalha actuais é a luta contra os charlatães. Eles andam por aí. Na política, na vida académica, na comunicação social, nas redes sociais. São os “Narcisos” de agora. Têm sempre uma solução para tudo e mais alguma coisa. Alguns, inventam estatísticas e factos, para dar mais credibilidade às suas teorias e discursatas. Impressionam pela mentira e pelo teatro. Enchem plateias, porque existe sempre gente disponível para acompanhar a exibição e fazer parte do show.

Por isso, o espaço para o contraditório tem que ser garantido. Em todas as áreas que importam para a vida pública. Através do comentário honesto e informado. Também, por meio de colunas e rubricas de detecção de mentiras. Os jornais de referência têm aqui uma responsabilidade especial: devem ajudar os leitores na identificação de mentiras e dados falsos. Esta é uma nova área de jornalismo, numa altura em que as “notícias falsas” passaram a ser moeda corrente.

publicado por victorangelo às 15:52

twitter
Janeiro 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


24
25

26
27
28
29
30
31


<meta name=
My title page contents
mais sobre mim
pesquisar
 
links
blogs SAPO