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Crescemos quando abrimos horizontes

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Armas nucleares e híbridas

https://www.dn.pt/opiniao/putin-as-armas-nucleares-e-o-futuro-da-paz-15251047.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. Cito, de seguida, umas linhas desse meu texto. 

"Mais ainda, escrevi que se fosse disparado um primeiro tiro, por muito tático, local e limitado que fosse, seria sempre o ponto de partida para uma grande guerra.

Assim continuo a pensar e julgo que estou na mesma onda de pensamento de Vladimir Putin. Dito de modo mais claro, não creio que, neste momento, o presidente russo esteja pronto para recorrer ao armamento nuclear, mesmo quando faz cara de mau e jura que não é bluff. Sublinho, note-se, neste momento."

A escalada

Dizem-me que nas minhas intervenções públicas mais recentes falo repetidamente de escalada, que o conflito está a ficar mais intenso à medida que o tempo passa. Infelizmente, assim o vejo. E quando digo escalada, quero sublinhar que Vladimir Putin está cada vez mais perigoso, mais próximo do abismo. Também quero frisar que tudo o que possa ser feito para o conter, deve na verdade ser feito.

 

Putin leva-nos para o precipício

António Guterres afirmou hoje, com toda a clareza e muita coragem, que a anexação dos territórios ucranianos pela Rússia de Putin é ilegal e deve ser condenada. Cria igualmente um nível de perigo bem mais elevado para a paz internacional.

Partilho inteiramente a sua posição. Esta nova situação pode levar a um novo patamar de violência e ao alastramento da guerra. Putin é um criminoso sem limites e não hesitará, se achar que é preciso passar a um conflito generalizado, com armas de destruição maciça.

Amanhã estaremos mais próximo de uma guerra entre a Rússia de Putin e uma parte do Ocidente. Se continuarmos assim, estaremos a caminhar para uma confrontação muito séria. Infelizmente, parece-me que assim continuaremos.

 

A cooperação militar russo-chinesa

A nova cimeira do Quad – EUA, Austrália, Índia e Japão – teve hoje lugar em Tóquio. E vale a pena ler o comunicado final, que fala da Ucrânia, mas não ataca nominalmente a Rússia. Prefere falar da inviolabilidade das fronteiras nacionais e do respeito pela lei internacional. Que é uma maneira indirecta de falar da agressão russa.

Curiosamente, enquanto decorria a reunião, bombardeiros russos e chineses realizaram um longo exercício aéreo ao longo da fronteira com o Japão. Esse exercício só pode ser visto como uma manifestação de força e de cooperação entre as duas potências. E ser interpretado com alguma preocupação, por mostrar que a tensão existente é muito maior do que aquilo que muitos pensam.

 

 

Fim de trimestre

Na nossa parte do globo, o primeiro trimestre de 2022 termina com uma nota pessimista. Estamos muito longe de resolver o conflito com a Rússia de Vladimir Putin e isso tem custos políticos e económicos significativos. A agressão contra a Ucrânia continua. O processo negocial parece ser mais um truque do que uma tentativa de encontrar uma solução. Putin sabe que não pode perder a face. Irá continuar a ofensiva, na metade leste do país e ao longo do Mar de Azov. Apostar numa mudança de política em Moscovo seria um erro. Putin está convencido que, com o tempo, irá ganhar nas duas frentes: a da Ucrânia e a da confrontação com o Ocidente. Ninguém conseguirá fazê-lo mudar de ideias.

Ucrânia: uma situação muito perigosa

Emmanuel Macron esteve de novo em linha com Vladimir Putin. O mesmo aconteceu do lado americano. Mas não houve diálogo. Cada um dos três presidentes limitou-se a repetir, de modo categórico, o que já dissera anteriormente. Assim não se pode falar de diplomacia. Aparentemente, neste fim de sábado, a aposta parece continuar a ser na demonstração de força. Na dissuasão pela força. Mas, demonstração não quer dizer uso. Na verdade, ao analisar o que se passa no terreno, não estaremos muito longe do uso da força. A situação no Leste europeu tem uma gravidade que não se via há mais de 76 anos.

Entretanto, vários países aconselharam os seus nacionais a sair da Ucrânia. O Presidente Zelensky condenou essa decisão. Disse que cria um clima de pânico no seu país. Mas também compreendo a posição dos países que emitiram tal conselho. A sua responsabilidade é a proteger os seus próprios nacionais. E, nas circunstâncias actuais, o risco existe. Um risco elevado. Por isso, a responsabilidade de cada Estado é a de jogar pela prudência.

Guerra na Europa do Leste?

Depois dos encontros em Genebra, Bruxelas e Viena, que decorreram ao longo da semana, a tensão entre Rússia, os Estados Unidos e a NATO piorou. Cada delegação expôs os seus pontos de vista e as suas linhas de actuação, sem que tivesse havido diálogo entre as partes. Antes pelo contrário. As reuniões mostraram que o fosso que as separa é enorme e que as exigências vindas de Moscovo são claramente inaceitáveis, quer em Washington quer na Europa. Pensa-se que o objectivo da posição russa era o de obter um não. E foi isso que aconteceu.

Existe um risco real de confrontação. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia disse-o sem ambiguidades em Viena, na reunião da OSCE, a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa. Utilizou, mesmo, a palavra “guerra”, uma expressão que não pode ser dita de ânimo leve.

No lado russo, afirma-se claramente que as negociações foram um fracasso. Insistem na questão da expansão da NATO para o leste europeu. Esta questão da adesão à NATO de países como a Ucrânia e Geórgia, que tem a oposição frontal de Moscovo, parece ser a mais importante, a mais delicada.

Esta semana, a diplomacia não serviu para desanuviar o clima de hostilidade. Mas não há melhor solução do que continuar a insistir nas conversações diplomáticas. Têm, no entanto, que assentar em concessões concretas, vindas de ambos os lados.

 

 

 

De novo sobre as ameaças russas

O texto que ontem publiquei no Diário de Notícias foi considerado por alguns leitores – os que me contactaram – como pessimista. Nomeadamente, no que respeita a uma possível acção armada da Rússia contra a Ucrânia. A questão iraniana não toca tanto os leitores portugueses. O Irão encontra-se num mundo distante, que parece não fazer parte do nosso. Já a Rússia desperta grande interesse, atitudes emocionais mesmo.

Claro que não posso ter a certeza, quando se trata das intenções russas. Mas a verdade é que o Kremlin fez saber quais são as suas exigências em relação à NATO e ao Ocidente. Ficou assim claro que Vladimir Putin e os seus apenas querem negociar com os americanos. Os estados europeus não contam, não fazem medo aos russos. São os EUA quem conta. E quando os russos falam da NATO, estão novamente a falar dos americanos.

As exigências anunciadas são, à partida, inaceitáveis. Querem fazer recuar o relógio da história cerca de vinte e cinco anos. Para o conseguir vão aumentar a pressão sobre a Ucrânia – e não só –, de tal maneira que leve o Ocidente a ceder. É aí que está o risco. Este jogo de confrontação só tem duas saídas: ou um lado cede ou então há um choque. Ora, estamos muito perto de assistir a um choque.  

 

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