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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

A hostilidade de Donald Trump

O discurso do Presidente norte-americano perante a Assembleia Geral das Nações Unidas teve praticamente um só tema: a China. Foi uma intervenção curta, à volta de sete minutos, para não deixar espaço para desvios para outros temas. A China foi apresentada como a causadora da pandemia e da crise económica associada, uma crise global. Numa outra época, um discurso assim seria visto como uma declaração de guerra. Hoje, é visto como fazendo parte da campanha eleitoral de Donald Trump. Penso, no entanto, que tem consequências mais profundas. Veio agravar a tensão que já existe entre os dois países. Uma tensão que se agravou durante o mandato de Trump e que irá provavelmente marcar os anos vindouros, esteja Trump ou não à frente dos Estados Unidos. Ao escrever isso, faço-o com muita preocupação sobre as consequências futuras dessa rivalidade.

A Grécia e a Turquia

Terminamos o dia com uma situação muito complicada no Mar Mediterrâneo Oriental. O exercício conjunto, que a Grécia está a levar a cabo, com a participação das forças armadas de Chipre, França e Itália, é uma resposta forte à Turquia, que prolongou a prospeção de gás em águas contestadas pela Grécia. Trata-se, acima de tudo, de uma escalada do conflito que opõe os dois vizinhos, a Grécia e a Turquia.

 

Uma política externa sem coerência

O meu texto de ontem no Diário de Notícias tinha várias mensagens, o que na realidade era excessivo para um escrito com um limite máximo de caracteres não muito alto. Para além do resto, a mensagem fundamental era simples: existe um risco de descarrilamento e conflito na competição por hegemonia entre os Estados Unidos e a China. Essa competição está a agravar-se e nenhum dos lados quer dar parte de fraco. Existe, além disso, o risco da Europa ser apanhada na engrenagem deste processo de confrontação aberta. Seríamos arrastados para uma crise grave que não é no nosso interesse.

A Europa deveria definir uma política externa mais clara e independente, face às duas potências em disputa. Infelizmente, não existem condições para que isso aconteça. A política externa europeia continua dividida, quer no que respeita à China quer aos Estados Unidos. Fica, assim, enfraquecida e vulnerável às pressões vindas de um lado e do outro. Sobretudo, às que vêm de Washington.  

Guiné-Bissau

A situação política na Guiné-Bissau está muito complicada e tensa. Parece-me fundamental – e urgente – organizar uma mediação exterior que possa ajudar os dirigentes políticos nacionais na procura de uma solução negociada. A resolução do confronto em curso pode ser facilitada por quem venha de fora e não tenha nenhuma sardinha no lume. Quem vai tomar a iniciativa?

O Iraque a pagar a factura

Na sequência dos recentes acontecimentos, chegamos ao fim do dia de hoje, domingo, vendo o Iraque ainda mais fracturado, entre Xiitas, Sunitas e Curdos, em crise profunda, política, securitária e económica. Isto, só por si, não augura nada de bom. E se for visto no contexto regional, é ainda muito pior.

Hormuz: os passos seguintes

https://victorangeloviews.blogspot.com/2019/06/hormuz-tensions.html

O meu post em língua inglesa sobre a situação no Estreito de Hormuz. As Nações Unidas devem tomar a iniciativa. Essa é a única maneira de fazer baixar a tensão, que neste momento é muito elevada.

De volta a Myanmar

Estive em Myanmar, entre o último post que aqui deixei e o de agora. A razão da minha estada era tentar perceber o que se passa no país e ver quais são as aberturas possíveis, em termos de resolução de alguns dos conflitos existentes nesse país.

Havia visitado Myanmar, com mais tempo, em 2015. Quatro anos depois, vi uma situação profundamente complexa e pouca paz no horizonte. Também notei progresso na frente económica.

Aung San Suu Kyi, a líder civil do país, Prémio Nobel da Paz em 1991 e Prémio Sakharov da UE em 1990, perdeu uma parte do apoio popular de que dispunha na altura, mas continua a ser, de longe, a personalidade que mais pesa na política nacional, para além dos generais. Na frente internacional, Suu Kyi está cada vez mais dependente da China e dos chineses de Hong Kong, Singapura, Taiwan ou mesmo, dos da Tailândia.

As próximas eleições gerais terão lugar em finais do próximo ano. A Comissão Eleitoral é muito frágil.

Para além das aparências, a última palavra, sobretudo em caso de crise, pertence aos chefes das Forças Armadas. Em especial ao comandante supremo, o General Sénior Min Aung Hlaing. Estabelecer um diálogo político com ele e os seus é fundamental para a resolução, passo a passo, dos inúmeros conflitos que Myanmar vive, incluindo a questão muito conhecida dos Rohingyas.

Proposta sobre a Venezuela

Sobre a Venezuela, repito que a saída da crise necessita de uma iniciativa de mediação internacional. A situação actual é muito grave e não permite que haja que vença e quem seja humilhado e possivelmente esmagado. A violência levaria a isso, a vencedores de um lado e vencidos, do outro. Seria uma tragédia nacional. E as divisões internas profundas ficariam por resolver. As causas do conflito não seriam resolvidas.

É preciso negociar. Com a ajuda de facilitadores externos e imparciais. A ONU está numa situação de fraqueza e não pode desempenhar o papel que deveria ser o seu. Infelizmente, assim é. A União Europeia também está excluída, por ter tomado posição, de modo inequívoco. E a América Latina encontra-se numa posição semelhante, de um lado ou do outro.

Quem, então?

A minha sugestão seria a de um triunvirato de países neutros, liderado pela Suíça e incluindo o México e o Vaticano. Com um mandato aceite por Nicolás Maduro e por Juan Guaidó. E com a aprovação silenciosa, tácita, sem discussão, do Conselho de Segurança da ONU. Se tal for possível, se o Conselho conseguir chegar a esse tipo de decisão. Mas não seria indispensável. O acordo de mediação que contaria seria o que comprometesse os líderes da Venezuela. É nesse sentido que se deve olhar em frente.

 

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