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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O clima que nos desafia

O dia esteve de tempestade. Chamaram-lhe Dennis. Há dias tinha sido a Ciara. São nomes bonitos, mas dias feios e perigosos. Com a Ciara, uma árvore do meu vizinho caiu no meu jardim. No dia seguinte, já estava tudo tratado, a árvore cortada e o jardim pronto para a tempestade de agora.

Por outro lado, tivemos um mês de Janeiro seco e com temperaturas acima do que é normal. O mesmo está a acontecer com Fevereiro. Os arbustos aqui de casa já estão a desabrochar, coisa que normalmente só acontece na segunda quinzena de Março.

Tudo isto nos lembra que o clima está a mudar e que é preciso responder a esse desafio sem demoras. António Guterres lembrou hoje, a partir de Islamabad,  que esse é o desafio mais importante que temos pela frente. Ao dizer isso, referia-se às consequências que resultarão do aquecimento global, da subida das águas dos oceanos, das intempéries de grande dimensão e frequentes, bem como à perda da diversidade natural.

É certamente um desafio maior. O problema é que os discursos dos dirigentes políticos não são seguidos por factos, por mudanças profundas e estruturantes. É verdade que não é fácil alterar todo um modo de produção e de vida. Mas tratando-se de uma questão global, é essencial que as medidas sejam tomadas em concerto, que haja uma resposta global e harmonizada.

E já agora, como Guterres se encontra no Paquistão, quero lembrar que outro problema maior é do poder político ser usurpado, em várias partes do mundo, por elites entranhadamente corruptas.

 

 

 

A burocracia que nos consome

Ter algo que tratar com a burocracia portuguesa exige muita determinação e um elevado nível de paciência. Consome, além disso, uma boa parte da energia de uma pessoa. E o desespero é ainda maior porque uma boa parte das imposições administrativas são meras fantasias, que de nada servem, excepto para manter o antiquado e a ilusão que tudo anda nos eixos. Não anda e criam-se oportunidades para esquemas paralelos.

Para quando, um ministério da limpeza burocrática?  

O circo dos trafulhas

Agora que se tornou público o que, no essencial, já se sabia há anos, muitos dos nossos políticos sacodem a água do capote, como se nunca tivessem “namorado” a Princesa Isabel e os seus milhões de milhões. Fingem espanto onde havia conhecimento e certezas. Quem não sabia, em Lisboa, nos círculos do poder, que Angola era um reino corrupto? A verdade é que a Princesa sempre teve as portas abertas e os políticos tropeçavam uns nos outros, ao tentar mostrar que eram os mais acolhedores.

Políticos assim não são elites. São uns trafulhas que andam na vida. E contribuem de modo certeiro para o descrédito da governação e da prática política.

 

Também existe uma política limpa

As notícias dos últimos dias, sobre corrupção em larga escala e todas as suas ramificações, têm levado alguns dos meus amigos e conhecidos a dizer que os políticos são todos uma boa porcaria. Uns mãos sujas, de tanto as meterem no saco dos dinheiros públicos.

Perante isso, e aceitando que haja muito motivo para muita indignação, queria aqui pedir que não se generalizasse. Ainda há gente que anda na política por acreditar em ideais e por dedicação às causas públicas. Ainda há quem lute pelo bem comum.

O que é fundamental é que haja separação de poderes na vida política, instituições fortes e eficazes, e muita transparência. A corrupção começa a aparecer quando essas coisas falham e quando o poder é apropriado por caciques, por sociedades secretas e por oportunistas, os fulanos e as fulanas que vivem à sombra dos chefes eternos

As ditaduras e a corrupção

A investigação levada a cabo por umas boas dezenas de jornalistas de vários países sobre certas práticas empresariais de Isabel dos Santos veio confirmar algo que eu não me canso de repetir. A corrupção ao mais alto nível é uma das consequências dos regimes autoritários e ditatoriais. Em África, na Rússia, no Médio Oriente, em várias partes do mundo.

A democracia, a liberdade de imprensa e a independência do sistema de justiça são os remédios adequados para combater a corrupção. Se não existem, se não funcionam, há corrupção de certeza. E da grande, que é essa que nos traz aqui e que tem um impacto estrutural, ao nível macro.

Um dos meus amigos africanos passa os dias a falar sobre o futuro brilhante que África tem pela frente. Refere o dinamismo dos jovens africanos, as elevadas taxas de crescimento económico, os investimentos vindos da China e do Médio Oriente, o potencial agrícola, das indústrias extractivas e de transformação, etc, etc. Mas nunca menciona a questão da corrupção. Ora, esta, a má governação para fins de benefício pessoal, é o principal factor que impede o desenvolvimento. E que leva a toda uma série de situações de insegurança que se vivem no continente africano.

Em África, como também noutros continentes, é óbvio.

O custo da habitação deixa-me boquiaberto

Certos valores pedidos pelas casas e outras propriedades em Portugal são absolutamente incompreensíveis. Comparativamente, é muito mais caro comprar uma habitação de qualidade no nosso país do que em Bruxelas, por exemplo. Mais ainda, o conforto dos bens que o mercado oferece em Bruxelas, ou noutras regiões da Bélgica, é incomparavelmente maior ao que existe disponível em Portugal. O mesmo se passa se a comparação for feita com o mercado alemão ou com o que aparece à venda em grande parte dos departamentos franceses.

Estranho país. Será que haverá por aí muito dinheiro que precisa de ser reciclado? O sector imobiliário sempre lava mais branco.

A justiça e a política

Não podemos ser a favor de um Estado de Direito e, em simultâneo, pensar que a política está acima das leis, das regras jurídicas e dos mecanismos de administração da justiça. A política deve ser feita dentro de um quadro legal claramente definido. E os políticos têm que estar conscientes que, se pisam a linha da ilegalidade, deverão ter que prestar contas. Essa prestação de contas far-se-á perante juízes devidamente mandatados para o fazer. Quando isso acontece, não se poderá falar de judicialização da política. Dever-se-á, isso sim, dar graças ao sistema que temos, que permite colocar perante um juiz um político que, de uma maneira ou outra, abusou do mandato democrático que lhe foi concedido.

Tudo isto pressupõe, como é fácil de entender, que existe uma magistratura independente, competente e auto-disciplinadora. Para a saúde da democracia, é fundamental que os juízes tenham um estatuto que os proteja, uma preparação adequada e mecanismos próprios para limpar, no seu seio, o trigo do joio.

 

 

Ainda sobre a corrupção e a política

Volto ao assunto da corrupção do poder político. Para pedir que não se aceite a ideia que corruptos, são eles todos. Na verdade, houve quem reagisse assim ao meu escrito precedente, quem pensasse que isto de se andar na política é sempre por mero interesse pessoal. E, com base nisso, desculpasse ou minimizasse o que se tem conhecido nos tempos recentes.

Não creio que essa seja uma maneira certa de ver a coisa pública. Mais. Penso que se deve combater a ideia. A liderança política, no país que queremos ter, deve ser impoluta e tem que estar acima de qualquer suspeita. Por outro lado, as instituições devem ter mecanismos de controlo e auditoria capazes de funcionar e de impedir possíveis desvios. Quando tal não acontecer, o sistema de responsabilização e de penalização tem que ser ágil e capaz de cortar a direito.

Há uma questão de valores em Portugal, de oportunismo, de abuso de poder e aproveitamento pessoal do que é de todos. Há, igualmente, um combate político possível, que tenha os valores da dedicação à causa pública, da probidade e do exemplo como estandartes. Quero acreditar nisso.

Contra a corrupção, sem hesitações

Na governação de um país, abuso de poder e corrupção são dois males muito frequentes. O combate político deve dar uma atenção muito especial a essas duas questões, que minam a democracia e a moral cívica de uma nação. Fechar os olhos é um erro colossal. Dizer que roubam mas fazem, é burrice de quem não vê as consequências de um regime que apodrece.

Berardo e os corruptos

Há por aí uma grande onda de indignação contra Joe Berardo. Compreendo. Mas devo confessar que esperaria uma ainda maior, mais violenta, contra os corruptos e incompetentes que dirigiram a Caixa Geral de Depósitos e outros bancos que andavam, nessa altura, com o Berardo ao colo. A justiça deveria começar por esses lados.

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