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Crescemos quando abrimos horizontes

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Pobre Costa do Marfim

Fim de dia de grandes corridas. Com a situação na Costa do Marfim a avançar rapidamente para o abismo. Falei para a Rádio Renascenca sobre o assunto. Muito preocupado. Espero que a entrevista seja escutada por quem tem poder, por quem possa influenciar as decisões que vierem a ser tomadas em Nova Iorque e em Bruxelas.

 

A ofensiva diplomática não está a produzir os resultados esperados. Laurent Gbagbo e os seus apoiantes mais fanáticos estão num contra-relógio para o abismo. Um abismo nacional e um desastre pessoal, pois acabarão mal. Gbagbo vive na ficção de que ganhou as eleições. Os pilares do regime alimentam essa ficção e empurram o ex-presidente para a frente. Para a confrontação. Até a esposa, Madame Gbagbo, o faz, também ela alimenta o fogo e a ilusão.

 

Mais grave é o facto de Gbago e os seus não ouvirem o que dizem os líderes da África Ocidental.

 

Finalmente, não convém deixar que o conflito ganhe contornos de combate entre religiões.

 

 

As voltas do mundo

O dia internacional foi rico em acontecimentos.

 

O Presidente do Conselho Italiano vai poder fazer uma festa, hoje ao serão, daquelas que ele sabe organizar. Escapou a uma moção de censura, por apenas três votos. A Câmara dos Deputados foi um teatro de algazarra, que nada contribui para melhorar a imagem dos deputados. Mas, Berlusconi saiu ileso de uma votação que estava longe de ser favas contadas.

 

O que se terá passado nos sítios escuros onde estes apoios se negoceiam, não se sabe.

 

Entretanto, a economia e a sociedade italianas continuam à deriva. A Itália perde competividade e mercados a olhos vistos. E os cidadãos oscilam entre a resignação, ou o "isto não me diz respeito", ou a revolta nas ruas.

 

Mais a Norte, Bart de Wever, o líder do maior partido flamengo deu uma entrevista que mostra claramente que a Bélgica está a viver a pior crise da sua história nacional.  

 

Desde as eleições gerais de inícios de Junho que não há governo nem entendimento entre as duas partes do país. De Wever vem agora dizer que as poucas funções governativas que ainda têm um carácter nacional, como as finanças, a segurança social e a justiça, devem ser transferidas para os governos das regiões. E que os negócios estrangeiros devem ser da responsabilidade da UE. Com isso, pouco fica, que justifique a existência do país. O poder central fica vazio.

 

As agencias internacionais de notação, perante esta situação política e as palavras do homem que detém a chave do futuro da Bélgica, baixaram o rating da dívida pública de Bruxelas.

Ao lado, na França, o salário mínimo nacional para 2011 foi confirmado no valor de 1073 Euros líquidos por mês.  O que significa que o mínimo que se pode pagar por hora de trabalho é 9 Euros.

 

Faz-me pensar no debate sobre o salário mínimo em Portugal.

 

Mais para Sul, Gbagbo conta com o apoio da liderança angolana, para se manter no poder.

 

A comunidade internacional reconheceu o seu adversário, Alassane Ouattara, como o vencedor das eleições presidenciais. Mas, Laurent Gbagbo não quer largar o poder. Como está bastante isolado, não creio que o seu amigo de Luanda cometa o erro de vir ao seu socorro. Só se for para lhe oferecer um tecto, com vista para a baía de Luanda.

 

Finalmente, uma breve referência ao caso legal de Julian Assange. É verdade que se trata de um suspeito do tipo "high profile". Mas as condições impostas pelo tribunal de Londres para a sua libertação condicional são incompreensíveis. Levantam algumas interrogações. Preocupantes.

 

S. Nicolau, as compras e a Costa do Marfim

A crise na Costa do Marfim ganhou visibilidade internacional.

 

Mas Bruxelas e as capitais europeias ainda andam à procura de um mapa-mundo, para depois localizarem Abidjan e, mais tarde, dar forma a uma declaração pública sobre a situação e instruir a delegação da União Europeia na Costa do Marfim , sobre o que deve pensar, dizer e fazer.

 

É evidente que estas crises não deveriam acontecer ao fim-de-semana, na altura das compras do Natal. E ainda mais, quando em Bruxelas está tudo preocupado com as prendas de São Nicolau, a data é 6 de Dezembro, já na Segunda-feira, dia de dar presentes às crianças, nos sapatinhos bem aconchegados de uma Europa que não sabe bem onde o fica o resto do Universo.

Costa do Marfim

A Costa do Marfim foi, até meados da década de 90, um exemplo de prosperidade e de tranquilidade, na África Ocidental. Para quem vivia noutros países da região, ir a Abidjan, era um encanto. A cidade funcionava. Lembro-me que um dos grandes prazeres da altura era ir comer no "maquis", assim se designavam os restaurantes locais, ao ar livre, onde se manjava uma variedade de peixes frescos grelhados, ou frango nas brasas, e a cerveja local era servida em garrafas de meio litro.

 

As coisas, entretanto, mudaram. O país tem estado em crise desde o início do milénio. A capital transformou-se numa cidade violenta e perigosa. A Costa do Marfim perdeu a importância económica que tinha. Dividiu-se ao meio, o Norte contra o Sul, a zona costeira.

 

Hoje a crise entrou numa nova e muito perigosa fase. A Comissão Eleitoral Independente declarou vencedor das eleições presidenciais o líder da oposição, Alassane Ouattara. Um grande político e um homem tecnicamente bem preparado, enquanto economista de grande valor, reconhecido internacionalmente. O Tribunal Constitucional, por sua vez, proclamou Laurent Gbagbo, o Presidente cessante, como ganhador. Gbagbo, cujo partido é membro da Internacional Socialista, tem sido um Presidente da desunião. Político hábil, representa muitas vezes a face diplomática do regime, enquanto Madame, a esposa, se ocupa de mobilizar os jovens para as acções de desestabilização.

 

Este impasse pode levar, uma vez mais, à guerra civil. A comunidade internacional tem que trabalhar, sem demoras, com os países da União Africana, para evitar mais uma catástrofe.

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