O autor de uma das maiores fraudes financeiras jamais praticadas nos EUA foi hoje detido nas Bahamas. Deverá ser extraditado para os EUA em Fevereiro. É um jovem de 30 anos que montou um esquema à volta de ilusórios investimentos em criptomoedas. As criptomoedas são uma construção financeira fácil de manipular. Não têm uma entidade de supervisão e são, na realidade, apenas um instrumento especulativo. Não são, nem de perto nem de longe, dinheiro, não desempenham uma das funções básicas do dinheiro que é a de permitir adquirir bens e serviços.
Nos EUA, uma série de crimes deste género é punido com décadas de prisão efectiva. Neste caso, o jovem, filho de dois grandes professores universitários e ele mesmo um génio na área das matemáticas, vai poder decorar as paredes da sua cela com milhares de pequenos traços, um por cada dia passado a pensar na dimensão do crime que praticou.
O assassinato de Shireen Abu Akleh, na Cisjordânia, deve ser investigado de modo independente e expedito. Shireen era uma jornalista veterana, muito conhecida e respeitada na região. A sua morte não pode ser tratada de modo superficial, não pode ser apenas mais uma numa região em que o inaceitável acontece todos os dias.
Este domingo de Páscoa ficará marcado pela extrema violência dos atentados praticados hoje no Sri Lanka e que tiveram como alvos igrejas católicas e hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Foram actos profundamente chocantes, com consequências devastadoras, quer em vidas quer ainda para a tranquilidade que o país tem procurado estabelecer nos últimos anos.
Não se sabe ainda, apesar das especulações que por aí circulam, quem deve ser responsabilizado por estes crimes hediondos. Mas tem que haver uma condenação muito firme destas acções terroristas. Todos os quadrantes de opinião e de cultura devem expressar horror e solidariedade. E deixar as polícias continuar o trabalho de investigação que se impõe. Depois se falará de responsabilidades.
Os crimes de violência doméstica e de assalto sexual são demasiado frequentes em Portugal. As vítimas, de facto ou potenciais, não têm beneficiado da protecção que lhes é devida e que a lei prevê. Apesar de se tratar de crimes públicos. E de crimes que merecem letras grandes nos meios de comunicação social.
Tem que se dar a volta a isto.
Os dirigentes políticos têm que considerar as questões ligadas à boa administração da justiça como uma prioridade. Devem criar todas as condições necessárias para que a justiça funcione com celeridade, firmeza e mão pesada.
Essa deveria ser uma linha fundamental nos programas dos partidos políticos. Ou andam distraídos?
Acima vos deixo o link para o programa desta semana sobre a Europa, uma produção semanal da Rádio TDM de Macau. Desta vez, faço uma leitura das eleições gerais na Hungria, da onda de homicídios entre jovens em Londres, de Carles Puigdemont na Alemanha, e dos roubos de dados pessoais feitos por empresas parceiras do Facebook.