Portugal é grande quando abre horizontes

17
Mar 16

As incríveis trapalhadas da Presidente Dilma Rousseff e de Lula da Silva têm um impacto muito negativo sobre a imagem internacional do Brasil. E, por tabela, sobre a da América Latina.

A verdade é que vários países do Sul do continente americano conhecem convulsões políticas de monta. As profundas divisões sociais têm-se traduzido em sérias crises políticas e em muita demagogia. E na América Central impera a violência e as violações dos direitos humanos. Entretanto, a pobreza e a falta de esperança ficam por resolver.

publicado por victorangelo às 21:08

23
Abr 12

A primeira volta das eleições presidenciais francesas mostrou que o eleitorado de esquerda mais o da extrema-esquerda pesa cerca de 43% do total dos votantes. Estas pessoas votarão por Hollande a 6 de Maio, salvo raras excepções. A este número será possível acrescentar uma parte dos eleitores do centro-direita e da Frente Nacional (FN), a extrema-direita, e ganhar a segunda volta. Como a percentagem de eleitores do centro-direita, que apoiou Bayrou, não é muito significativa, e nem todos irão apoiar o candidato socialista, chega-se à conclusão que quanto maior for a margem de ganho acima dos 50% maior terá sido o número de simpatizantes da FN que terá decidido agora votar por Hollande. Não por causa do seu programa, mas para eliminar Sarkozy. 

 

 

publicado por victorangelo às 11:28

22
Out 11

 

 

Copyright V.Ângelo

 

Nascer do dia, visto de um canto de Lisboa, a pensar que uma sociedade só pode ser considerada como evoluída se os mecanismos que devem proteger os mais fracos funcionarem como deve ser. Não basta que existam. Têm que funcionar eficazmente e com isenção.

 

Sem instituições que assegurem os direitos dos que menos poder têm, o Sol, quando nasce, é apenas para alguns.

 

publicado por victorangelo às 20:45

26
Dez 10

Na escrita de ontem, discorri sobre o optimismo. Acrescentando, logo, que tem que ser temperado com as incertezas que nos rodeiam. O que deverá conduzir a um voluntarismo realista, uma vontade de mudar as coisas, mas com uma boa dose de realismo. Sem ilusões, mas com a energia necessária para abrir novas possibilidades. Sem baixar os braços, mas sabendo que só com muito trabalho e muita inovação se consegue ultrapassar a crise.

 

O que não é aconselhável, não passa bem nem pode ser aceite, é o optimismo matreiro de quem nos tenta levar à certa. Como aquele senhor, que ontem nos dizia que há sinais encorajadores no horizonte, que 2011 vai ser um ano de viragem, para Portugal. A não ser que o tal senhor veja coisas na bola de cristal, que nós, simples mortais, gente de capacidades limitadas, não possuímos nem conseguimos enxergar.

 

Tratar-se-ia, nesse caso, de um vidente.

 

Mas quem acredita, nos tempos que correm, nas previsões dos videntes? Mesmo, quando bem embaladas, num salão palaciano e ao canto do fogo que não se acende?

 

 

publicado por victorangelo às 10:52

09
Set 10

Não podia deixar de escrever, esta semana, na Visão, sobre a revolta nos bairros de caniço, que cercam Maputo e a Matola.

 

Não foi apenas a questão do aumento do custo de vida, insuportável para quem sobrevive ao nível da miséria. Foi a expressão de um profundo mal-estar, numa terra de grandes desigualdades sociais.

 

Há trinta anos, Maputo e arredores teriam cerca de 750 000 habitantes. Nessa mesma área urbana vivem agora cerca de 1 700 000 pessoas. As migrações trouxeram a pobreza dos campos e transformaram-na na miséria das cidades. O caniço é hoje um labirinto de frustrações e um viveiro sem fim de gangues criminosos.

 

O meu texto sublinha igualmente o que de positivo se conseguiu fazer, nestas duas últimas décadas. Mas sugere um novo paradigma de desenvolvimento para Moçambique. Um modelo que não beneficie apenas as elites.

 

O artigo está disponivel no sítio seguinte:

 

http://aeiou.visao.pt/mocambique-os-desafios-do-canico=f571716

publicado por victorangelo às 19:46

02
Set 10

Os meus leitores fizeram ontem, como de costume, comentários muito interessantes ao meu blog sobre a situação de agitação que se vive em Moçambique. Queria destacar uma frase, de um leitor que assina como Anónimo, que diz, cito:

 

 "...Que a elite política das terras lusas que escamoteia a opinião de gente avisada da comunidade da segurança e defesa aprenda com esta situação: há descontentamento no ar em Portugal!! Os riscos são sérios!!"

 

O leitor está a chamar a atenção para duas mensagens importantes, ao fazer a analogia com o que se passa em Moçambique:

 

- O nosso pessoal da segurança e defesa, a inteligência interna, é da opinião que o mal-estar em Portugal, certamente relacionado com as dificuldades crescentes da vida quotidiana, está a atingir um ponto de ruptura;

 

- O governo não os está a ouvir, varre essas análises para debaixo do tapete.

 

Penso que este Anónimo pertence a um serviço de informações. Mesmo que assim não seja, vale a pena ponderar e ter em conta o que nos diz.

publicado por victorangelo às 16:35

Começou um segundo dia de distúrbios civis na zona metropolitana de Maputo. O governo aposta numa presença maciça das forcas de segurança nas principais artérias, como meio de resolução da crise mais imediata, a da ordem pública. 

 

Para além da intervenção de ontem ao fim da tarde do Presidente Guebuza, ninguém mais pareceu a falar em público e a tentar apaziguar os ânimos. As elites políticas, intelectuais e religiosas estão fechadas em casa, sem voz nem entendimento do seu papel numa situação social como a presente.

 

Como referi ontem, o país precisa de mudar de modelo de desenvolvimento. Precisa de equacionar, como muitos outros em África, a questão da urbanização rápida, que está a transferir a pobreza dos campos para as grandes cidades. Necessita, igualmente, de reflectir sobre a modernização do sector agrícola, sobretudo no que respeita à produção de bens alimentares de consumo corrente. Não se compreende que Moçambique importe o que come, do país vizinho, quando tem um potencial agrícola enorme. É altura de passar aos investimentos na agricultura comercial. Sem preconceitos ideológicos. Essa é também uma das maneiras de evitar o êxodo rural.

 

publicado por victorangelo às 10:05

28
Jun 10

A Cimeira do G20 foi um fracasso. Numa altura em que, mais do que nunca, e' preciso liderança e capacidade de construir consensos, nada aconteceu. Cada líder esta' preocupado com a sua sobrevivência nacional. Faltou quem trouxesse uma visão de conjunto. Mesmo o Presidente Obama, apesar das suas qualidade e da compreensão que tem da crise mundial, foi apenas uma sombra de si próprio. As querelas e os jogos de poder de Washington, a tragédia no Golfo do México e as eleições de Novembro preenchem o campo das suas preocupações e não deixam espaço para os grandes desafios internacionais.

 

São tempos de grandes incertezas. E de angústias.

publicado por victorangelo às 22:22

01
Jun 10

O artigo de Mário Soares, no DN de hoje, vem acrescentar mais confusão. As razões ou motivações ficaram por esclarecer. Mas o impacto, ao fragilizar ainda mais o Secretário-geral do PS, é grande.

 

Entretanto, o candidato ainda não disse uma palavra de agradecimento pelo apoio, mesmo se pouco entusiástico, que o PS lhe trouxe.

 

Vivemos num país que parece andar fora-de-jogo. Se assim continuarmos, não iremos longe. Nem no campeonato do mundo nem na resposta à crise.

 

Um que parece completamente fora das marcas é o Secretário de Estado do Emprego. O homem disse, no dia em que as estatísticas europeias afirmaram que o desemprego em Portugal continuava a aumentar, que os dados do governo mostram uma diminuição do número de desempregados. Sem mais, que dar conteúdo às frases feitas não está nos hábitos.

 

E a Ministra da Educação não quis ficar para trás. Meteu mesmo a mão à bola, a pedir uma grande penalidade, ao anunciar que uma centenas de escolas irão fechar num futuro breve. Em política, timing é um factor chave. A senhora escolheu o pior timing, a altura errada, ao acrescentar mais esta acha para a fogueira da inquietação nacional. Como se a agitação social precisasse de mais combustível.

 

Com jogadores assim , mesmo que o árbitro finja que não vê, o público assobia. Forte e feio.

publicado por victorangelo às 20:39

27
Abr 10

 

Num artigo recente, na Visão, afirmei que a Grécia estava mais perto da insolvência do que muita gente pensava.

 

Agora, com as obrigações do tesouro grego a serem classificadas como de alto risco, o que dissera há umas semanas, e que poderá ter parecido despropositado para alguns, tornou-se uma hipótese plausível. De facto, a cessação de pagamentos da dívida pública, por parte de Atenas, no curto prazo, não é de excluir. 

 

A ajuda europeia vai tardar, receio, em virtude das eleições regionais alemãs, que terão lugar no segundo fim-de-semana de Maio. A Alemanha é o motor deste processo e, igualmente, o principal financiador do pacote. Terá que disponibilizar mais de 8 mil milhões de euros. O eleitor médio alemão, e não só este, mas também muitos cidadãos de países do Norte da Europa, não entende as razões nem aprova um apoio financeiro excepcional à Grécia. Existem velhos preconceitos em relação aos países do Sul. Essas imagens voltaram à tona de água, à medida que a crise se foi tornando clara e que outros estados meridionais passaram a ser citados como estando na fila dos devedores precários.

 

Para Portugal, a evolução dos acontecimentos de hoje, incluindo a baixa do nível de notação da nossa dívida pública, é preocupante. O relatório da agência de rating Standard and Poors diz, no essencial, que as chances de crescimento da nossa economia, nos próximos dois a três anos, não se vislumbram. Acrescenta, ainda, que os cortes nas despesas do Estado não serão fáceis de concretizar.

 

As greves em curso mostram, em grande medida, que a capacidade de manobra no domínio do trabalho é muito reduzida.

 

Entretanto, milhares de portugueses da zona da grande Lisboa aproveitaram bem a falta de transportes. Ficaram nas praias da Costa do Sol, que a Linha de Cascais não tinha combóios que os trouxesse para os empregos.

 

publicado por victorangelo às 20:45

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